Mostrar mensagens com a etiqueta Asteraceae. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Asteraceae. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cardo-sanguinho (Carthamus lanatus)


(1)

(2)

(3)

(4)

(5)
Cardo-sanguinho * (Carthamus lanatus L.)

Planta herbácea, anual, da família Asteraceae. Possui caule erecto, tomentoso, com 15 a 60 cm de altura, ramificado na metade superior; folhas espinhosas; flores amarelas com veios e com manchas cor de sangue, reunidas em capítulos, frequentemente, solitários, envolvidos por abundante tomento lanoso e guarnecidos de brácteas involucrais semelhantes às folhas e igualmente espinhosas.
Planta nativa do sul da Europa e,  em geral, de toda a Região Mediterrânica, bem como de algumas regiões da Ásia, foi introduzida e encontra-se naturalizada noutras partes do globo, como a América do Norte e Austrália onde é considerada como planta daninha.
Em Portugal, distribui-se sobretudo por todo o Alentejo e pela região da Estremadura.
Tem habitat preferencial em terrenos cultivados e incultos e em terrenos em pousio bem como à beira de estradas e caminhos, em lugares ensolarados, secos, frequentemente, sobre substrato calcário ou margoso.
Floração: de maio a agosto.
*Outras designações comuns: Cardo-lanoso; Cardo-Cristo; 
(Local e datas: Serra da Arrábida; 27 - 06 - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); 09 - maio - 2012 (fotos 5)]
(Clicando nas imagens, amplia)

sábado, 30 de junho de 2012

Cardo-estrelado (Centaurea calcitrapa)

(1)

(2)

(3)

(4)

(5)

(6)

(7)
Cardo-estrelado (Centaurea calcitrapa L.)
Originária de grande parte da Europa, incluindo Portugal e, em geral, de toda a Região Mediterrânica, esta planta da família Asteraceae, foi introduzida e naturalizada noutras regiões do globo, sendo nalgumas delas considerada como planta daninha. Nas regiões de origem, surge em terrenos incultos, à beira e mesmo no meio de caminhos pouco movimentados e em locais com alguma espécie de intervenção humana.
[Local e datas: Serra da Arrábida: 27 - o6- 2012 (fotos 1, 2 e 3); 09-05-2012 (fotos 4 e 5); 21- o4- 2012 (foto 6); 29 -02-2012 (foto 7)]
(Clicando nas imagens, amplia)

Serratula baetica subsp. lusitanica




Serratula baetica DC. subsp. lusitanica Cantó 
Herbácea perene da família Asteraceae, apresenta caule erecto que pode atingir até 90 cm, geralmente simples, raramente bi-ramificado, com folhas até ao ápice; folhas basilares pecioladas, lanceoladas, inteiras ou laciniadas, apresentando pêlos esparsos em ambas as faces do limbo, mais abundantes nas margens; as caulinares, sésseis ou sub-sésseis, lanceoladas, inteiras, dentadas ou serradas, por vezes laciniado-lanceoladas; flores de cor púrpura ou rosadas reunidas em capítulos terminais, com formato cilíndrico oblongo-ovóide ou campaniforme, protegidos por brácteas linear-triangulares providas de espinhos.
Trata-se dum endemismo português limitado ao centro e sul do país, com ocorrências confirmadas desde as Serras de Aire e Candeeiros (no centro) até ao Algarve, passando pela Estremadura, Serra da Arrábida e Alentejo. 
Paloma Cantó, autora de um estudo a que em nota final farei referência, distingue duas formas dentro da subespécie, correspondentes a outras tantas populações: a f. lusitanica, de populações basófilas (Algarve e Serra da Arrábida), caracterizada pela predominância de folhas inteiras e a f. sampaiana, de populações silicícolas, portadoras de folhas laciniadas. Como os exemplares acima reproduzidos foram todos fotografados na Serra da Arrábida não será ousada a conclusão de que se enquadram na f. lusitanica.
Floração: de maio a junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 22 - maio - 2012)
Nota final: Na descrição supra segui de perto um estudo da citada autora Paloma Cantó, estudo que me foi facultado pelo Miguel Porto, responsável, além do mais, pela concepção e programação do Portal Flora-On a quem fico a dever também a preciosa colaboração na identificação da planta. Cumpre-me, no entanto, assinalar, que as eventuais incorrecções ou imprecisões contidas no texto supra são da minha lavra e, logo, da minha inteira e exclusiva responsabilidade.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cardo-do-coalho (Cynara cardunculus)

(1)

(2)

(3)

(4)
(5)
Cardo-do-coalho (Cynara cardunculus L.)
Também designada por Cardo-hortense e Cardo-manso, esta planta, da família Asteraceae, surge espontânea na Região Mediterrânica, incluindo em Portugal, em terrenos, frequentemente, pedregosos, mas também é cultivada. A designação de Cardo-do-coalho advém do facto de as suas flores, depois de secas, serem utilizadas no fabrico do queijo, como coagulante do leite.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 27- junho - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); 27 - janeiro - 2012 (foto 5)]
(Clicando na imagem, amplia)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Notobasis syriaca






Cardo-da-Síria (?) [Notobasis syriaca (L.) Cass.]
Espécie única do género Notobasis, a Notobasis syriaca é uma planta anual, da família Asteraceae, escassamente ramificada que, segundo a Wikipédia (em inglês e em espanhol) pode atingir entre 30 a 100 cm, porte que pode ser o habitual, mas que não condiz com a minha observação, pois no local onde as fotografias foram obtidas deparei com exemplares com altura igual ou superior a dois metros. As folhas, peninérvias, com  nervuras em tons de branco, apresentam recortes profundos, menores as próximas da base, maiores as superiores, mas todas estão providas de espinhos em todos os segmentos, bem como no ápice, espinhos que nas folhas superiores são particularmente fortes e acerados. As flores, roxas, agrupam-se em capítulos bem protegidos por folhas espinhosas e  brácteas guarnecidas com espinhos terminados em forma de gancho.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica,  pelos arquipélagos das Canárias e da Madeira e por alguns  países da Ásia não confinantes com o Mediterrâneo, como o Irão e o Azerbeijão. 
Não disponho de dados sobre a sua distribuição em Portugal. Todavia, o portal Flora-on contém apenas registo de ocorrências em locais a sul do Tejo incluindo registos de ocorrências na Serra da Arrábida e no Algarve. As minhas observações ocorreram todas na Arrábida, em zonas de pastagens, em baldios e à beira de caminhos.
Floração: provavelmente, tendo em conta as minhas observações, a floração decorrerá de maio a junho, pelo menos.
(Local e data: Serra da Arrábida; 22 - maio - 2012)

Cardo-de-ouro (Scolymus hispanicus)





O Cardo-de-ouro (Scolymus hispanicus L.) também designado pelos nomes comuns de Cangarinha, Cantarinha, Cardo-bordão e Escólimo-da-espanha é uma planta da família Asteraceae, originária da Região Mediterrânica e das Canárias. Em Portugal pode ser encontrada nos Açores, (onde foi introduzida) e em quase todo o território do Continente, com excepção das regiões montanhosas mais elevadas, ocupando, geralmente, terrenos incultos e a beira de caminhos, em sítios secos e áridos.
Floração: de maio a agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida, 22 - maio - 2012)

terça-feira, 29 de maio de 2012

Cardo-malhado (Scolymus maculatus)





Cardo-malhado * (Scolymus maculatus L.)
Planta anual, da família Asteraceae, cujo caule pode atingir entre 20 e 130m de altura(**), ramificado em forma de candelabro, manchado de branco tal como os ramos e tal como estes protegido por cartilagens de forma triangular com espinho no vértice exterior. As folhas são todas espinhosas e igualmente manchadas de branco, mais rígidas as caulinares do que as basilares, apresentado todas elas formas diferentes, incluindo as mais próximas dos capítulos (de flores amarelas) que, além de espinhosas, são pectinadas. 
Distribui-se pela Região Mediterrânica e pelos arquipélagos da Madeira e das Canárias, surgindo geralmente em terrenos de pastagem, em terrenos incultos e à beira de caminhos.
Em Portugal continental distribui-se de forma irregular, sendo mais comum no centro e sul.
Floração: de maio a setembro.
*Outros nomes comuns: Cardo-branco; Escólimo-malhado; Escólimo-maculhado; Tigarro.
** (Isto, tendo em conta as fontes consultadas. Todavia, dentre os exemplares por mim observados, nenhum tinha menos de 1m de altura e vários ultrapassavam os 2m.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 15/22 -maio - 2012)

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Cardo-de-santa-maria (Silybum marianum)








Planta da família Asteraceae, o Cardo-de-santa-maria, também designado por Cardo-mariano e Cardo-leiteiro e com a designação científica de Silybum marianum (L.) Gaertn. (sinCarduus marianus L.; Mariana maculata Samp.;Mariana lactea Hill) é considerado originário de toda a Região Mediterrânica, mas encontra-se naturalizado em toda a Europa e noutros continentes. Em Portugal, surge espontaneamente, com frequência, embora nem em todas as regiões. É-lhe atribuída pelos autores preferência por solos secos, mas a verdade é que também já tenho encontrado a espécie em terrenos com bastante humidade (v.g., em vales e à beira de pequenos cursos de água).
Também é cultivado como planta ornamental e é usado em fitoterapia, tendo como principais indicações o tratamento de suporte em doenças inflamatórias do fígado, alegadamente devido à presença de uma substância composta (a silimarina).
(Local e data: Serra da Arrábida; 30 - abril -2012)
(Clicando nas imagens, amplia)

Cardo-de-isca (Echinops strigosus)





Cardo-de-isca (Echinops strigosus L.)
Planta herbácea, anual, da família Asteraceae, cujo caule, erecto, tomentoso, mais ou menos ramificado, pode, eventualmente, atingir mais de 1m de altura. As folhas dividem-se em segmentos lineares cobertos de pêlos rígidos na parte superior, terminando em espinho. As flores agrupam-se em capítulos de forma aproximadamente esférica, podendo os capítulos atingir até 7 cm de diâmetro.
Distribui-se pelo centro e sul da Península Ibérica e pelo noroeste de África, ocorrendo, geralmente, em pastagens, em sítios secos, não raro pedregosos, e frequentemente em encostas com boa exposição solar, sobre substratos calcários.
Floração: de maio a agosto
(Local e data: serra da Arrábida; 09 - maio - 2012)

sábado, 5 de maio de 2012

Lavapé (Cheirolophus sempervirens)




Lavapé, ou Viomal [Cheirolophus sempervirens (L.) Pommel]

Planta herbácea, vivaz, pubescente, áspera, da família Asteraceae, pode atingir até cerca de 1,5 m de altura, apresentando um caule mais ou menos ramificado, com ramos bastante folhosos, em cuja extremidade surgem as flores, geralmente rosadas ou purpúreas, reunidas em capítulos solitários.
Distribuição geral: Região Mediterrânica Ocidental [Península Ibérica (Portugal e Espanha) sul de França, Itália e Argélia]. Em Portugal ocorre sobretudo no centro e sul do território do Continente.
Habitat: encostas ao longo de cursos de água, mas também em lugares secos e pedregosos e à beira de caminhos, sobre solos calcários e/ou argilo-arenosos.
Floresce de Abril a Setembro.
(Local e data: Serra da Arrábida - abril 2012)
(Clicando nas imagens, amplia)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Pampilho-aquático (Asteriscus aquaticus)


Pampilho-aquático [Asteriscus aquaticus (L.) Less.*]

Herbácea anual, pubescente, da família Asteraceae. Possui caule que pode atingir até 50 cm de altura, geralmente ramificado na parte superior, folhas oblongo-lanceoladas e inteiras, capítulos com 1 a 2 cm de diâmetro, composto de flores amarelas (as externas, liguladas) e brácteas involucrais externas em forma de estrela, ultrapassando, largamente, o capítulo e muito maiores que as internas.
Distribui-se por toda a região Mediterrânica e parte da Macaronésia (Madeira e Canárias). Em Portugal continental ocorre, de forma descontínua, desde o Minho ao Algarve. Pode encontrar-se em locais muito diversificados: campos cultivados e incultos; terrenos  movimentados e perturbados, mais ou menos recentemente; e até à beira de estradas e caminhos.
Floração: entre abril e junho;
*Sinonímia: Buphthalmum aquaticum L. (basónimo); Odontospermum aquaticum(L.) Sch. Bip.;
(Local e data: Serra da Arrábida; abril - 2012)