sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Língua-de-cão (Cynoglossum clandestinum)








Língua-de-cão * (Cynoglossum clandestinum Desf.)
Planta bienal ou vivaz, da família Boraginaceae, com caule (entre 30 a 50 cm) simples ou fracamente ramificado, viloso-tomentoso (coberto de pêlos macios e compridos); folhas fracamente pecioladas, amplexicaules, lanceoladas ou lanceolado-lineares, tomentosas em ambas as páginas (superior e inferior); flores  com corola sempre fechada, reunidas em cimeiras.
Distribuição geral: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, Sicília, Sardenha; norte de África, incluindo Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia).
Em Portugal está presente, pelo menos, no Algarve, Alto Alentejo, Estremadura e Beira Litoral. E na Serra da Arrábida, seguramente, digo eu. 
Ocorre em terrenos secos e descobertos, incluindo à beira de caminhos, qualquer que seja a composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Maio.
*Outro nome comum: Cinoglossa-de-flor-fechada
(Local e datas: Serra da Arrábida; Março/Abril 2012)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cebola-albarrã (Urginea maritima)

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Cebola-albarrã, ou Cebola-do-mar [Urginea maritima (L.) Baker]
Planta herbácea, vivaz, bolbosa, inicialmente incluída na família Hyacinthaceae, dela transitou para se fixar  na família Asparagaceae.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica e Canárias. Pese embora o epíteto específico de maritima, ou da sua designação como "Cebola-do-mar", a verdade é que a sua ocorrência está longe de estar limitada ao litoral. Em Portugal, por exemplo, encontra-se por quase todo o território do Continente, embora o seu aparecimento seja mais frequente no centro e sul.
Tem o seu habitat preferencial em fendas de rochas, frequentemente em arribas à beira do mar, em clareiras de matos e de bosques, em descampados, à beira de estradas e caminhos, sobre solos argilosos, argilo-xistosos, calcários, margosos e arenosos.
O comportamento da espécie é algo pecular: nos finais do Outono, princípios do Inverno surgem as folhas que, com a chegada do calor no final da Primavera, secam por completo, desaparecendo a planta literalmente da vista, ficando reduzida ao bolbo enterrado. Em meados de Agosto, ou até mais tarde, a planta lança uma haste floral que pode atingir mais de um metro de altura, apresentando uma inflorência, em espiga, que com frequência ultrapassa meio metro de comprimento.
Floração: de Agosto a Outubro.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 11 - Setembro - 2012( Fotos 1, 2 e 3); 15 - Janeiro - 2012 (foto 4)]

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Salsaparrilha (Smilax aspera)




A Salsaparrilha (Smilax aspera L.) também designada por Salsaparrilha-bastarda, Salsaparrilha-brava e Salsaparrilha-rugosa é uma planta trepadeira que se distribui pelo Sul da Europa e por boa parte da Ásia, África e Macaronésia. Em Portugal encontra-se por todo o Sul e Centro do país e em algumas regiões do Norte, em matagais e bosques pouco densos.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Liliopsida; Ordem: Liliales; Família:Smilacaceae; Género: Smilax.

(Local e datas: Serra da  Arrábida; fevereiro/março - 2012)
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jacinto-das-searas (Muscari comosum)



Esta planta, da família Asparagaceae, designada pelos nomes comuns de Jacinto-das-searas, Jacinto-de-tapete, Jacinto-paniculato e Cebolinha-de-flor-azul, com o nome científico de Muscari comosum (L.) Mill. e sin. Hyacinthus comosus L. encontra-se distribuída pela Europa central e meridional, incluindo Portugal, bem como pelo norte de África e Ásia ocidental.
(Local e data: Serra da Arrábida; abril 2012)
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Raspa-saias-espinhosa (Picris spinifera subsp. spinifera)





Raspa-saias-espinhosa (Picris spinifera Franco subsp. spinifera)
Planta herbácea, vivaz, da família Asteraceae,  (tipo fisionómico : hemicriptófito).
É um endemismo ibérico que, em Portugal, se distribui pelo centro e sul do território do Continente, ocorrendo "em clareiras de matos e orlas de bosques perenifólios, em solos secos e pedregosos", segundo o Portal Flora.On
Floração: de maio a julho.
(Local e datas: Serra da Arrábida; março/ maio - 2012)
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aceras anthropophorum



Aceras anthropophorum (L.) W.T.Aiton
Planta herbácea, vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae, possui caule erecto (10 a 40 cm); 5 a 10 folhas, as inferiores lanceoladas e as superiores mais curtas e semelhantes a brácteas; flores verde-amareladas reunidas em inflorescência cilíndrica densa.
Distribui-se pelo centro e sul da Europa, oeste da Anatólia, Chipre, Líbano e noroeste de África. Em Portugal há registo de ocorrências no Algarve, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e Trás-os-Montes, conquanto também haja referências à presença da espécie na Beira Baixa.
Ocorre em prados, clareiras de bosques e matagais, sobre solos pedregosos, geralmente calcários.
Floração: de abril a maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 09 - maio - 2012) 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Saudades-brancas (Cephalaria leucantha)

 







Saudades-brancas *[Cephalaria leucantha (L.) Roem. & Schult.]
Planta  herbácea, perene, da família Dipsacaceae, geralmente de caules múltiplos, simples ou fracamente ramificados na parte superior, que podem atingir cerca de 1m de altura. As folhas são geralmente polimórficas: as basilares podem ser inteiras ou penatissectas; as caulinares médias, penatipartidas ou penatissectas e as superiores (raras) lineares. As flores brancas agrupam-se em capítulos pequenos, globosos antes do desabrochar das flores e hemisféricos, após a floração .
Distribui-se pelo sul e sudoeste da Europa e noroeste de África. Em Portugal é uma espécie relativamente rara, estando assinalada a sua presença  no centro oeste (calcário e olissiponenese), na Serra da Arrábida,  no Algarve (Barrocal) e em parte do Baixo Alentejo.
Ocorre em clareiras de matos, em  taludes à beira de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos ou rochosos, calcários ou margosos. 
Floração: de julho a setembro.
Tal como caso denunciado neste outro "post", também as plantas desta espécie, quando postadas à beira  da estrada, são vítimas da devastação levada a efeito pelos passantes que não hesitam em cortar as hastes florais, logo que as flores despontam, como se pode ver na última fotografia supra. Felizmente para elas e para quem aprecia a natureza, nem todas crescem à mão de cortar.
* Outro nome comum: Suspiros-brancos-dos-montes.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 7/24 - julho - 2012)

sábado, 21 de julho de 2012

Mantissalca-de-Salamanca (Mantisalca salmantica)

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Mantissalca-de-Salamanca [Mantisalca salmantica (L.) Briq. & Cavill.]
Descrição: Planta herbácea classificada do ponto de vista do tipo fisionómico comohemicriptófito. Apresenta caule simples ou escassamente ramificado, por vezes a partir da base, com ramos que vão de ascendentes a erectos, muito finos e que podem atingir até 1,5m de altura; com as folhas da roseta basal e as caulinares inferiores penatipartidas e as superiores (pouco numerosas) linear-lanceoladas e um tanto dentadas; as flores de cor rosada agrupam-se em capítulos terminais e solitários com cerca de 2,5 cm de diâmetro,. revestidos por brácteas imbricadas, apresentando as exteriores um pequeno apêndice no ápice em forma de espinho, meio dobrado, caduco, embora nem sempre, pois, por vezes, permanece, mesmo  após a fase da frutificação (v. fotos 6 e 7), apêndice que, segundo o Portal Flora.On, permite distinguir a Mantisalca salmantica de algumas espécies do género Centaurea, género onde, aliás, a espécie já esteve incluída, com a designação de Centaurea salmantica. 
Distribuição: Originária da Região Mediterrânica, foi, no entanto, introduzida em vários países do centro da Europa bem como no sudoeste dos Estados Unidos (Califórnia e Arizona). Em Portugal ocorre sobretudo no centro e no sul do Continente. Também é dada como presente  na Madeira e nas Ilhas Selvagens, provavelmente por nelas ter sido introduzida.
Ecologia: Surge, em geral, em terrenos secos e incultos, em clareiras de matos e, muito frequentemente, à beira de estradas e caminhos. 
Floração: de maio a setembro. 
[Local e datas:; Serra da Arrábida; 22- maio - 2012 (fotos 1, 4 e 5) 09 - julho - 2012 (fotos 2, 3, 6 e 7)]
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terça-feira, 17 de julho de 2012

Tomilho-de-Creta (Thymbra capitata)





Tomilho-de-Creta  [Thymbra capitata (L.) Cav.]
Descrição: pequeno arbusto (20 a 50 cm de altura) lenhoso, aromático, apresenta caule muito ramificado, com ramos ascendentes a erectos, esbranquiçados, com tufos axilares de folhas, sendo estas sésseis, linear-lanceoladas, glandulosas e fracamente ciliadas na base. As flores arroxeadas, com o lábio superior bífido agrupam-se em inflorescências densas no final dos ramos, protegidas por brácteas ciliadas.
Família: Lamiaceae;
Distribuição: 
- em geral, encontra-se dispersa por toda bacia do Mediterrâneo;
- em Portugal, é dada como presente, pelo menos no Barrocal algarvio, na Arrábida e na região de Lisboa;
Ecologia: Surge espontânea em clareiras de matos, terrenos abandonados ou em pousio, em locais secos, frequentemente pedregosos, ensolarados, sobre substratos calcários ou margosos, eventualmente, xistosos;
Floração: de junho a agosto; 
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - 06 - 2012)
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domingo, 15 de julho de 2012

Staehelina dubia





Staehelina dubia L.
Descrição: pequeno arbusto (20 a 40 cm de altura) com caule muito ramificado, cespitoso; folhas verde-escuras, mucronadas, as dos rebentes estéreis, linear-lanceoladas, sinuado-dentadas, as dos ramos férteis, geralmente inteiras e mais afastadas entre si; flores de cor purpúrea agrupadas em capítulos solitários ou dispostos em panícula com brácteas exteriores tomentosas, verdes, passando com o tempo a castanho-avermelhadas;
Família: Asteraceae;
Distribuição:
- em geral: Região Mediterrânica Ocidental;
- em Portugal: Centro oeste; Centro sul (Arrábida) e Barrocal algarvio;
Ecologia: locais áridos, geralmente pedregosos ou rochosos, sobre substratos calcários ou margosos.
Floração: de maio a agosto;
(Local e datas:  Serra da Arrábida; 27 -junho/09 - julho  - 2012)
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Linho-bravo (Linum bienne)






Linho-bravo, também designado por Linho-de-inverno (com a designação científica de Linum bienne Mill: e sinónimos: Linum tenuifolium L.;Linum angustifolium Huds.;Linum perenne (L.) Vill.;Linum agreste Brot.; além de outros) é uma planta, da família Linaceae, nativa da Europa Ocidental, Região Mediterrânica e Norte de Inglaterra e Irlanda, mas já introduzida noutras regiões, encontrando-se naturalizada nos Estados Unidos, nas costas do Pacífico. Ocorre sobretudo em terrenos calcários e ou margosos com com alguma humidade.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - 03 - 2012)
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