segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Campainhas-de-Outono (Leucojum autumnale)




Campainhas-de-Outono (Leucojum autumnale L.*)
Herbácea, bolbosa, vivaz, (tipo fisionómico: geófito) da família Amaryllidaceae,  cuja altura pode variar entre 6 a 30cm; folhas (1 a 6)  unicamente basilares, filiformes, inteiras; flores (em regra,1 ou 2) campanuladas, brancas. 
Distribui-se pela Península Ibérica, Itália e Norte de África. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente.
Habitat: em clareiras de matos; terrenos incultos e em locais rochosos e arenosos, indiferente à natureza dos substrato.
Floração: de Agosto a Novembro.
*Sinonímia: Colchicum autumnale L.;Colchicum autumnale L. var. multiflorum Samp.; Colchicum multiflorum Brot.; Acis autumnalis (L.) Sweet
(Local e data: Serra da Arrábida; 28 - Outubro - 2012)

domingo, 28 de outubro de 2012

Cila-de-Outono (Scilla autumnalis)






Cila-de-Outono (Scilla autumnalis L.)
Planta herbácea, bolbosa, perene, encontra-se actualmente classificada como pertencendo à família Asparagaceae , depois de ter "abandonado" a família Hyacinthaceae.
É uma pequena planta cuja haste floral, a  primeira a surgir, pode variar, em altura, entre 10 a 30 cm embora, por regra, não vá além dos 20cm. As folhas, em número variável (2 a 6) são todas basais.
Distribui-se por grande parte da  Europa, pelo sudoeste asiático e pelo noroeste de África, surgindo em clareiras de matos, em terrenos incultos e em locais rochosos, por vezes, mesmo nas fendas de rochas, sendo, aparentemente, indiferente à composição dos substratos, pois ocorre em solos argilosos, arenosos, calcários, siliciosos e até mesmo xistosos.
É fácil a sua identificação, pois é a última do seu género a florir, podendo a floração decorrer desde Agosto até Novembro. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 28 - Outubro - 2012)

domingo, 21 de outubro de 2012

Cravinho-bravo (Dianthus broteri)



Cravinho-bravo (Dianthus broteri Boiss. & Reut.)
Erva vivaz, de caules múltiplos, podendo atingir até 50 cm, cespitosa, da família Caryophyllaceae
É um endemismo ibérico que se distribui pelo sul de Espanha e pelo centro e sul de Portugal, ocorrendo em clareiras de matos, em terrenos secos, frequentemente pedregosos, sobre substrato geralmente calcário ou margoso e, eventualmente, nas areais das dunas.
Distingue-se de outras espécies pelas pétalas de cor entre o quase branco e o rosa, com o limbo profundamente dividido (laciniado)
Floração: de Abril a Julho.
Nomes comuns: Em português encontrei apenas uma referência a "Cravinho-bravo". Em Espanha, a espécie é designada por Clavelina de pastorClavellina de Doñana, Clavellina de monte.
(Local e data: altiplano da Azóia, a sul do cabo Espichel; 1 de Junho de 2011) 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Orelha-de-lebre (Cynoglossum creticum)





Orelha-de-lebre ou Cinoglossa-de-flor-listrada (Cynoglossum creticum Mill.)

Planta da família Boraginaceae, distribui-se pela Europa meridional, Ásia central e ocidental e, em geral, pela Região Mediterrânica.
Em Portugal, ocorre sobretudo no centro e sul do território do continente e no arquipélago dos Açores, em terrenos de pousio e à margem de estradas e caminhos. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 30 - Abril - 2012);
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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Língua-de-cão (Cynoglossum clandestinum)








Língua-de-cão * (Cynoglossum clandestinum Desf.)
Planta bienal ou vivaz, da família Boraginaceae, com caule (entre 30 a 50 cm) simples ou fracamente ramificado, viloso-tomentoso (coberto de pêlos macios e compridos); folhas fracamente pecioladas, amplexicaules, lanceoladas ou lanceolado-lineares, tomentosas em ambas as páginas (superior e inferior); flores  com corola sempre fechada, reunidas em cimeiras.
Distribuição geral: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, Sicília, Sardenha; norte de África, incluindo Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia).
Em Portugal está presente, pelo menos, no Algarve, Alto Alentejo, Estremadura e Beira Litoral. E na Serra da Arrábida, seguramente, digo eu. 
Ocorre em terrenos secos e descobertos, incluindo à beira de caminhos, qualquer que seja a composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Maio.
*Outro nome comum: Cinoglossa-de-flor-fechada
(Local e datas: Serra da Arrábida; Março/Abril 2012)

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Cebola-albarrã (Urginea maritima)

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Cebola-albarrã, ou Cebola-do-mar [Urginea maritima (L.) Baker]
Planta herbácea, vivaz, bolbosa, inicialmente incluída na família Hyacinthaceae, dela transitou para se fixar  na família Asparagaceae.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica e Canárias. Pese embora o epíteto específico de maritima, ou da sua designação como "Cebola-do-mar", a verdade é que a sua ocorrência está longe de estar limitada ao litoral. Em Portugal, por exemplo, encontra-se por quase todo o território do Continente, embora o seu aparecimento seja mais frequente no centro e sul.
Tem o seu habitat preferencial em fendas de rochas, frequentemente em arribas à beira do mar, em clareiras de matos e de bosques, em descampados, à beira de estradas e caminhos, sobre solos argilosos, argilo-xistosos, calcários, margosos e arenosos.
O comportamento da espécie é algo pecular: nos finais do Outono, princípios do Inverno surgem as folhas que, com a chegada do calor no final da Primavera, secam por completo, desaparecendo a planta literalmente da vista, ficando reduzida ao bolbo enterrado. Em meados de Agosto, ou até mais tarde, a planta lança uma haste floral que pode atingir mais de um metro de altura, apresentando uma inflorência, em espiga, que com frequência ultrapassa meio metro de comprimento.
Floração: de Agosto a Outubro.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 11 - Setembro - 2012( Fotos 1, 2 e 3); 15 - Janeiro - 2012 (foto 4)]

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Salsaparrilha (Smilax aspera)




A Salsaparrilha (Smilax aspera L.) também designada por Salsaparrilha-bastarda, Salsaparrilha-brava e Salsaparrilha-rugosa é uma planta trepadeira que se distribui pelo Sul da Europa e por boa parte da Ásia, África e Macaronésia. Em Portugal encontra-se por todo o Sul e Centro do país e em algumas regiões do Norte, em matagais e bosques pouco densos.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Liliopsida; Ordem: Liliales; Família:Smilacaceae; Género: Smilax.

(Local e datas: Serra da  Arrábida; fevereiro/março - 2012)
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Jacinto-das-searas (Muscari comosum)



Esta planta, da família Asparagaceae, designada pelos nomes comuns de Jacinto-das-searas, Jacinto-de-tapete, Jacinto-paniculato e Cebolinha-de-flor-azul, com o nome científico de Muscari comosum (L.) Mill. e sin. Hyacinthus comosus L. encontra-se distribuída pela Europa central e meridional, incluindo Portugal, bem como pelo norte de África e Ásia ocidental.
(Local e data: Serra da Arrábida; abril 2012)
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Raspa-saias-espinhosa (Picris spinifera subsp. spinifera)





Raspa-saias-espinhosa (Picris spinifera Franco subsp. spinifera)
Planta herbácea, vivaz, da família Asteraceae,  (tipo fisionómico : hemicriptófito).
É um endemismo ibérico que, em Portugal, se distribui pelo centro e sul do território do Continente, ocorrendo "em clareiras de matos e orlas de bosques perenifólios, em solos secos e pedregosos", segundo o Portal Flora.On
Floração: de maio a julho.
(Local e datas: Serra da Arrábida; março/ maio - 2012)
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aceras anthropophorum



Aceras anthropophorum (L.) W.T.Aiton
Planta herbácea, vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae, possui caule erecto (10 a 40 cm); 5 a 10 folhas, as inferiores lanceoladas e as superiores mais curtas e semelhantes a brácteas; flores verde-amareladas reunidas em inflorescência cilíndrica densa.
Distribui-se pelo centro e sul da Europa, oeste da Anatólia, Chipre, Líbano e noroeste de África. Em Portugal há registo de ocorrências no Algarve, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e Trás-os-Montes, conquanto também haja referências à presença da espécie na Beira Baixa.
Ocorre em prados, clareiras de bosques e matagais, sobre solos pedregosos, geralmente calcários.
Floração: de abril a maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 09 - maio - 2012) 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Saudades-brancas (Cephalaria leucantha)

 







Saudades-brancas *[Cephalaria leucantha (L.) Roem. & Schult.]
Planta  herbácea, perene, da família Dipsacaceae, geralmente de caules múltiplos, simples ou fracamente ramificados na parte superior, que podem atingir cerca de 1m de altura. As folhas são geralmente polimórficas: as basilares podem ser inteiras ou penatissectas; as caulinares médias, penatipartidas ou penatissectas e as superiores (raras) lineares. As flores brancas agrupam-se em capítulos pequenos, globosos antes do desabrochar das flores e hemisféricos, após a floração .
Distribui-se pelo sul e sudoeste da Europa e noroeste de África. Em Portugal é uma espécie relativamente rara, estando assinalada a sua presença  no centro oeste (calcário e olissiponenese), na Serra da Arrábida,  no Algarve (Barrocal) e em parte do Baixo Alentejo.
Ocorre em clareiras de matos, em  taludes à beira de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos ou rochosos, calcários ou margosos. 
Floração: de julho a setembro.
Tal como caso denunciado neste outro "post", também as plantas desta espécie, quando postadas à beira  da estrada, são vítimas da devastação levada a efeito pelos passantes que não hesitam em cortar as hastes florais, logo que as flores despontam, como se pode ver na última fotografia supra. Felizmente para elas e para quem aprecia a natureza, nem todas crescem à mão de cortar.
* Outro nome comum: Suspiros-brancos-dos-montes.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 7/24 - julho - 2012)

sábado, 21 de julho de 2012

Mantissalca-de-Salamanca (Mantisalca salmantica)

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Mantissalca-de-Salamanca [Mantisalca salmantica (L.) Briq. & Cavill.]
Descrição: Planta herbácea classificada do ponto de vista do tipo fisionómico comohemicriptófito. Apresenta caule simples ou escassamente ramificado, por vezes a partir da base, com ramos que vão de ascendentes a erectos, muito finos e que podem atingir até 1,5m de altura; com as folhas da roseta basal e as caulinares inferiores penatipartidas e as superiores (pouco numerosas) linear-lanceoladas e um tanto dentadas; as flores de cor rosada agrupam-se em capítulos terminais e solitários com cerca de 2,5 cm de diâmetro,. revestidos por brácteas imbricadas, apresentando as exteriores um pequeno apêndice no ápice em forma de espinho, meio dobrado, caduco, embora nem sempre, pois, por vezes, permanece, mesmo  após a fase da frutificação (v. fotos 6 e 7), apêndice que, segundo o Portal Flora.On, permite distinguir a Mantisalca salmantica de algumas espécies do género Centaurea, género onde, aliás, a espécie já esteve incluída, com a designação de Centaurea salmantica. 
Distribuição: Originária da Região Mediterrânica, foi, no entanto, introduzida em vários países do centro da Europa bem como no sudoeste dos Estados Unidos (Califórnia e Arizona). Em Portugal ocorre sobretudo no centro e no sul do Continente. Também é dada como presente  na Madeira e nas Ilhas Selvagens, provavelmente por nelas ter sido introduzida.
Ecologia: Surge, em geral, em terrenos secos e incultos, em clareiras de matos e, muito frequentemente, à beira de estradas e caminhos. 
Floração: de maio a setembro. 
[Local e datas:; Serra da Arrábida; 22- maio - 2012 (fotos 1, 4 e 5) 09 - julho - 2012 (fotos 2, 3, 6 e 7)]
(Clicando nas imagens, amplia)