sábado, 26 de janeiro de 2013

Lavatera olbia


 



Lavatera olbia L.

Arbusto, ou sub-arbusto, da família Malvaceae, com caule com 0,6 a 2,5 m de altura, frequentemente muito ramificado, folhas com limbo tomentoso, oblongo-ovado a lanceolado, quinquelobado ou trilobado, se bem que na parte superior se apresente, por vezes, apenas ligeiramente recortado; flores solitárias, axilares, com corola com cinco pétalas de cor púrpura.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental. Em Portugal, a sua ocorrência está, ao que parece, limitada à Beira Litoral, Estremadura, Alentejo e Algarve.
É utilizada como planta ornamental. Devido certamente a tal uso, encontra-se naturalizada na Inglaterra.
Habitat: geralmente, em lugares com alguma humidade e, designadamente,  nas margens de pequenos cursos de água, na orla de matagais, na berma de caminhos, sobre solos calcários, argilosos ou arenosos.
Floração: de Maio a Setembro
(Local e datas: Serra da Arrábida; 6/22 - Maio - 2012)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Madressilva (Lonicera implexa)

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Madressilva, ou Madressilva-entrelaçada (Lonicera implexa Aiton)
Arbusto trepador (com 1 a 3 m de altura), de folha perene, da família Caprifoliaceae,  apresenta caule flexível, algo volúvel, em regra muito ramificado, com ramos abundantes e entrelaçados;  folhas opostas, simples, coreáceas, de elípticas a obovadas, de cor verde-escura brilhante, com as próximas da inflorescência, adunadas, ou seja, unidas na base, formando como que uma taça; flores tubulares bilabiadas,  inicialmente rosadas, mas ligeiramente amareladas com o tempo, reunidas "em inflorescências sésseis, com as flores nascendo directamente da axila das folhas"(fonte), (característica que a distingue da congénere Lonicera etrusca que apresenta uma inflorescência pedunculada); frutos constituídos por pseudobagas globosas, avermelhadas e tóxicas.
Distribuição: Região Mediterrânica, Sudoeste da Ásia e Açores. É no entanto, cultivada noutras paragens, como planta ornamental. Em Portugal continental distribui-se pelo Centro e Sul, estando a sua ocorrência no Norte limitada aos vales do Douro e seus afluentes. 
Habitat: matagais, clareiras e orlas de florestas e de bosques, em ambiente mediterrânico, frequentemente em terrenos rochosos e pedregosos. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Agosto.
[Local e datas: Serra da Arrábida; Maio/ Abril - 2011 (fotos 1 a 5 ); 11- Novembro 2012 (foto 6)]
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Coalhadas (Cytinus hypocistis subsp. macranthus )



Coalhadas [Cytinus hypocistis (L.) L. subsp. macranthus Wettst.]
Designada também  vulgarmente por Pútegas, Pútegas-de-escamas-largas e Amareladas,  esta planta, da família Cytinaceae, é desprovida de clorofila e como tal dependente das plantas hospedeiras que parasita e que, no caso desta espécie, são plantas dos géneros Cistus e Halimium, ambos da família Cistaceae. Distribui-se pela Região Mediterrânica e Macaronésia, surgindo em Portugal por todo o território, nos locais onde ocorram também as plantas hospedeiras. É uma planta monóica, dispondo-se as flores masculinas no interior e as flores femininas exteriormente.
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2012)
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Bocas-de lobo (Antirrhinum linkianum)




Bocas-de lobo (Antirrhinum linkianum Boiss. & Reut.)
Planta herbácea, vivaz (tipo fisionómico: caméfito) da família Plantaginaceae (ex Scrophulariaceae) com caules simples ou ramificados, algo lenhosos, ascendentes ou erectos, pubescente-glandulosos, pelo menos durante a floração, que podem atingir entre 30 a 60 cm.
É um endemismo ibérico que ocorre sobretudo em território português (Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo) estando a sua presença em território espanhol limitada ao litoral ocidental da Corunha.
Habitat: locais rochosos, ou pedregosos, terrenos revolvidos, fissuras de paredes e de muros degradados, ao longo de caminhos. 
A. linkianum é não só muito semelhante ao cultivado Antirrhinum majus, como já foi considerado como uma subespécie deste (v. sinonímia infra). Distingue-se dele pelo facto de ter "os pedicelos mais compridos do que as sépalas" (in Flora.On). Tem também grandes semelhanças com o Antirrhinum cirrhigerum. Este tem, no entanto, "caules laterais curtos e gavinhosos" (loc. cit.), característica que o distingue do A. linkianum .
A floração, segundo as fontes consultadas, ocorre de Abril a Julho. Parece-me, no entanto, que ela decorre durante um período bem mais alargado. Basta dizer que as fotografias supra foram obtidas em Março e que já encontrei vários exemplares  em floração no mês de Dezembro.
Sinonímia: - Antirrhinum majus subsp. linkianum (Boiss. & Reut.) Rothm.
(Local e data: Serra da Arrábida; 18 -março -2012)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Erva-bicha (Aristolochia paucinervis)




Erva-bicha (Aristolochia paucinervis Pomel)
Mais informação: aqui)
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Cheilanthes acrostica




Cheilanthes acrostica (Balb.) Tod.
Feto rizomatoso (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Pteridaceae. Distribui-se pela Região Mediterrânica, Médio Oriente e arquipélago de Cabo Verde. Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo e, dubitativamente, também à Beira Litoral.
Habitat: fissuras de rochas, geralmente, de natureza calcária, em locais secos.
Não é fácil a um simples curioso, distinguir entre as diversas espécies do género Cheilanthes, pois têm, para o leigo, aspecto muito semelhante. Para a identificar, servimo-nos, neste caso, como noutros, das informações disponibilizadas pelo Flora.On. Segundo este Portal da S.P.Botânica, o C. acrostica caracteriza-se pela existência de um pseudo-indúsio fimbriado. Se der uma vista de olhos aqui, ficará a saber, visualmente, tal como eu, que também não sabia, o que é o pseudo-indúsio.
Época de reprodução: não coincidem os autores consultados sobre o período de reprodução da espécie, variando as opiniões entre os períodos de Fevereiro a Junho e de Novembro a Dezembro. O que, de minha lavra, posso acrescentar a este respeito é que as fotografias supra foram obtidas em 14 - Janeiro- 2012, na Serra da Arrábida, encontrando-se as plantas em plena época de reprodução.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Erva-vaqueira (Calendula arvensis)



Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Asteraceae, (Ordem: Asterales), a Erva-vaqueira (Calendula arvensis L.) é também designada vulgarmente por Malmequer-dos-campos, Belas-noites e Calêndula-hortense. É uma planta cosmopolita (= presente na maior parte do globo) que floresce de Novembro a Maio e que surge em terrenos cultivados, incultos e em pousio e, com frequência na proximidade de estradas e caminhos. Em Portugal é uma planta bastante vulgar e o mesmo se pode dizer em relação à Serra da Arrábida, onde é fácil deparar com ela sobretudo durante o período de floração.
(Local e data: Serra da Arrábida; 03 - Dezembro - 2012)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Erva-canária (Oxalis pes-caprae)




Erva-canáriaerva-azeda-amarelatrevo-azedoazedinha-amarela são alguns dos nomes vulgares  atribuídos a esta planta com o nome científico de Oxalis pes-caprae L. (sin. Oxalis cernua Thunb.). Planta exótica, originária da África do Sul, mas entretanto difundida por vastas regiões do globo. É altamente invasiva e de difícil erradicação, devido à sua propagação através dos múltiplos bolbilhos  que desenvolve. 
A Serra da Arrábida também não escapou à invasão, pois a espécie encontra-se em numerosos sítios, formando geralmente extensos tapetes.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Oxalidales; Família: Oxalidaceae; Género: Oxalis; Espécie: Oxalis pes-caprae.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 19 - Novembro 2012 e 03 - Dezembro 2012)
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ononis viscosa subsp. breviflora




Ononis viscosa subsp. breviflora (DC.) Nyman*

Erva anual (tipo fisionómico: terófito), da família Fabaceae, com caules muito ramificados, hirsuto-glandulosos, ascendentes ou erectos que podem atingir entre 70 a 100 cm de altura.
Distribuição geral: Região Mediterrânica.
Aparentemente pouco vulgar em Portugal é, no entanto, dada como presente no Algarve, Ribatejo, Estremadura e Beira Litoral.
Habitat: Terrenos incultos, pastagens na orla de florestas, clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos sobre substrato geralmente básico.
Floração: de Abril a Junho;
Sinonímia: Ononis breviflora DC. (basónimo).
(Local e data: Serra da Arrábida; 20 - Maio - 2011)

sábado, 10 de novembro de 2012

Helianthemum apenninum subsp. apenninum





Helianthemum apenninum (L.) Mill. subsp. apenninum

Arbusto da família Cistaceae, de pequeno porte (cerca de 30cm), em geral muito ramificado a partir da base, com caules ora erectos, ora ascendentes e mesmo prostrados; folhas de lineares a linear-oblongas, verde-escuras, algo tomentosas, com acentuada depressão ao longo da nervura central e com margens revolutas; inflorescências em cimeira com 3 a 10 flores, apresentando estas sépalas algo pubescentes e cinco pétalas brancas, mas amarelas na base (unha).
Distribui-se pela zona europeia da Região Mediterrânica, surgindo em terrenos secos, pedregosos, frequentemente calcários.
Em Portugal continental é dado como presente no Nordeste, no Centro Este e Centro Oeste incluindo a Serra da Arrábida, considerando abrangida por esta toda a zona costeira a sul do Cabo Espichel.
Floração: de Março a Agosto.
(Local e data:  Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 28 - Maio - 2012)
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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Campainhas-de-Outono (Leucojum autumnale)




Campainhas-de-Outono (Leucojum autumnale L.*)
Herbácea, bolbosa, vivaz, (tipo fisionómico: geófito) da família Amaryllidaceae,  cuja altura pode variar entre 6 a 30cm; folhas (1 a 6)  unicamente basilares, filiformes, inteiras; flores (em regra,1 ou 2) campanuladas, brancas. 
Distribui-se pela Península Ibérica, Itália e Norte de África. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente.
Habitat: em clareiras de matos; terrenos incultos e em locais rochosos e arenosos, indiferente à natureza dos substrato.
Floração: de Agosto a Novembro.
*Sinonímia: Colchicum autumnale L.;Colchicum autumnale L. var. multiflorum Samp.; Colchicum multiflorum Brot.; Acis autumnalis (L.) Sweet
(Local e data: Serra da Arrábida; 28 - Outubro - 2012)

domingo, 28 de outubro de 2012

Cila-de-Outono (Scilla autumnalis)






Cila-de-Outono (Scilla autumnalis L.)
Planta herbácea, bolbosa, perene, encontra-se actualmente classificada como pertencendo à família Asparagaceae , depois de ter "abandonado" a família Hyacinthaceae.
É uma pequena planta cuja haste floral, a  primeira a surgir, pode variar, em altura, entre 10 a 30 cm embora, por regra, não vá além dos 20cm. As folhas, em número variável (2 a 6) são todas basais.
Distribui-se por grande parte da  Europa, pelo sudoeste asiático e pelo noroeste de África, surgindo em clareiras de matos, em terrenos incultos e em locais rochosos, por vezes, mesmo nas fendas de rochas, sendo, aparentemente, indiferente à composição dos substratos, pois ocorre em solos argilosos, arenosos, calcários, siliciosos e até mesmo xistosos.
É fácil a sua identificação, pois é a última do seu género a florir, podendo a floração decorrer desde Agosto até Novembro. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 28 - Outubro - 2012)

domingo, 21 de outubro de 2012

Cravinho-bravo (Dianthus broteri)



Cravinho-bravo (Dianthus broteri Boiss. & Reut.)
Erva vivaz, de caules múltiplos, podendo atingir até 50 cm, cespitosa, da família Caryophyllaceae
É um endemismo ibérico que se distribui pelo sul de Espanha e pelo centro e sul de Portugal, ocorrendo em clareiras de matos, em terrenos secos, frequentemente pedregosos, sobre substrato geralmente calcário ou margoso e, eventualmente, nas areais das dunas.
Distingue-se de outras espécies pelas pétalas de cor entre o quase branco e o rosa, com o limbo profundamente dividido (laciniado)
Floração: de Abril a Julho.
Nomes comuns: Em português encontrei apenas uma referência a "Cravinho-bravo". Em Espanha, a espécie é designada por Clavelina de pastorClavellina de Doñana, Clavellina de monte.
(Local e data: altiplano da Azóia, a sul do cabo Espichel; 1 de Junho de 2011) 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Orelha-de-lebre (Cynoglossum creticum)





Orelha-de-lebre ou Cinoglossa-de-flor-listrada (Cynoglossum creticum Mill.)

Planta da família Boraginaceae, distribui-se pela Europa meridional, Ásia central e ocidental e, em geral, pela Região Mediterrânica.
Em Portugal, ocorre sobretudo no centro e sul do território do continente e no arquipélago dos Açores, em terrenos de pousio e à margem de estradas e caminhos. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 30 - Abril - 2012);
(Clicando nas imagens, amplia)