Moscardo-fusco ( Ophrys fusca Link subsp. fusca)
(Local e data: Serra da Arrábida; 14 - Fevereiro - 2013)
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Maria-fia (Erodium malacoides)
Maria-fia [Erodium malacoides (L.) L'Hér.]
Também designada comummente por Erva-garfo, Maria-fina e Marioila, é uma planta da família Geraniaceae, nativa da Europa, Ásia e norte de África, mas naturalizada noutros continentes. Em Portugal é uma planta vulgar, em todo o território, surgindo frequentemente associada a outras espécies do mesmo género, quer em terrenos cultivados, quer incultos, incluindo em zonas urbanas e à beira de estradas e caminhos.
Quando livre de competidoras, esta planta tende a estender-se pelo solo. Quando encontra concorrência, não tem outra alternativa que não seja elevar-se à procura da luz solar.
(Local e data: Serra da Arrábida; 26 - Janeiro - 2013)
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Narciso-de-Inverno (Narcissus papyraceus)
Narciso-de-Inverno *(Narcissus papyraceus Ker Gawl.)
Erva vivaz (tipo fisionómico: geófito) bolbosa, da família Amaryllidaceae, cuja haste floral (robusta e achatada) pode atingir entre 30 a 60 cm. e cujas folhas (oblongas e obtusas) alcançam frequentemente idêntica ou até superior dimensão. As flores de cor branca, surgem agrupadas (6 a 20) em inflorescências terminais, radiadas.
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Açores e Canárias). A espécie é, no entanto, cultivada como planta ornamental noutros continentes e noutras regiões. Em Portugal continental encontra-se presente na Beira Litoral, Estremadura, Alto e Baixo Alentejo e Algarve.
Habitat: em geral em sítios húmidos, frequentemente sobre solos básicos.
Floração: de Janeiro a Março.
* Outros nomes comuns: Mijaburro; Narciso-da-serra; Narciso-do-barrocal.
(Local e data: Serra da Arrábida; 2 - Fevereiro - 2013)
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Pé-de-burro (Romulea bulbocodium)
Pé-de-burro [Romulea bulbocodium (L.) Sebast. & Mauri ]
Mais informação:aqui.(Local e data: Serra da Arrábida; 26 - Janeiro - 2013)
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sábado, 2 de fevereiro de 2013
Inaugurando a nova estação das orquídeas silvestres na Arrábida
Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum ( Loisel. ) P. Delforge; Sin.: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
(Local e data: Serra da Arrábida, em 26 - Janeiro - 2013)
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Dormideira (Papaver somniferum)
Dormideira *(Papaver somniferum L.)
Erva anual (tipo fisionómico: terófito), glabra ou quase glabra, da família Papaveraceae, cujo caule, erecto, uma vezes simples e outras vezes ramificado, pode elevar-se entre 15 a 100 cm; apresentando folhas ovado-oblongas, sinuadas, crenadas ou dentadas, fracamente pecioladas as da base e sésseis e amplexicaules as restantes; e com flores com pétalas sub-orbiculares, de cor variada (branco, rosa, violáceo e mesmo encarnado), em geral, com uma com mancha escura na base; frutos constituídos por uma cápsula sub-globosa, encimada por um disco lobado com diâmetro superior à base da cápsula, com raios bem salientes, cujo número pode variar entre 5 e 18 (7 a 18 na subespécie P.s. somniferum e 5 a 8 na subespécie P.s. setigerum).
Através de incisões na cápsula destas plantas obtém-se um látex que, depois de seco, se transforma no ópio, produto que contém numerosos alcalóides, incluindo a morfina que é o mais importante, substância esta cujo uso como analgésico é por demais conhecido, o mesmo se podendo dizer, aliás, de outros usos dados ao próprio ópio.
Das sementes também se extrai um óleo que é usado na alimentação e para fins industriais.
Distribuição: Ásia, Região Mediterrânica e Macaronésia. Em Portugal é considerada planta exótica. Poderá eventualmente aparecer como planta cultivada, surgindo, como sub-espontânea e ruderal, em regiões como a Estremadura, Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Algarve.
Floração: de Março a Agosto.
*Outras designações comuns: Dormideira-brava; Dormideira-dos-jardins; Dormideira-das-boticas.
(Local e data: Serra da Arrábida: 6 - Maio - 2012)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Vídeo: "Arrábida da Serra ao Mar"
Um vídeo muitíssimo interessante sobre a flora, a fauna, e até sobre a geologia da Serra da Arrábida. Veja e delicie-se.
(Fonte)
sábado, 26 de janeiro de 2013
Lavatera olbia
Lavatera olbia L.
Arbusto, ou sub-arbusto, da família Malvaceae, com caule com 0,6 a 2,5 m de altura, frequentemente muito ramificado, folhas com limbo tomentoso, oblongo-ovado a lanceolado, quinquelobado ou trilobado, se bem que na parte superior se apresente, por vezes, apenas ligeiramente recortado; flores solitárias, axilares, com corola com cinco pétalas de cor púrpura.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental. Em Portugal, a sua ocorrência está, ao que parece, limitada à Beira Litoral, Estremadura, Alentejo e Algarve.
É utilizada como planta ornamental. Devido certamente a tal uso, encontra-se naturalizada na Inglaterra.
Habitat: geralmente, em lugares com alguma humidade e, designadamente, nas margens de pequenos cursos de água, na orla de matagais, na berma de caminhos, sobre solos calcários, argilosos ou arenosos.
Floração: de Maio a Setembro
(Local e datas: Serra da Arrábida; 6/22 - Maio - 2012)
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Madressilva (Lonicera implexa)
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Madressilva, ou Madressilva-entrelaçada (Lonicera implexa Aiton)
Arbusto trepador (com 1 a 3 m de altura), de folha perene, da família Caprifoliaceae, apresenta caule flexível, algo volúvel, em regra muito ramificado, com ramos abundantes e entrelaçados; folhas opostas, simples, coreáceas, de elípticas a obovadas, de cor verde-escura brilhante, com as próximas da inflorescência, adunadas, ou seja, unidas na base, formando como que uma taça; flores tubulares bilabiadas, inicialmente rosadas, mas ligeiramente amareladas com o tempo, reunidas "em inflorescências sésseis, com as flores nascendo directamente da axila das folhas"(fonte), (característica que a distingue da congénere Lonicera etrusca que apresenta uma inflorescência pedunculada); frutos constituídos por pseudobagas globosas, avermelhadas e tóxicas.
Distribuição: Região Mediterrânica, Sudoeste da Ásia e Açores. É no entanto, cultivada noutras paragens, como planta ornamental. Em Portugal continental distribui-se pelo Centro e Sul, estando a sua ocorrência no Norte limitada aos vales do Douro e seus afluentes.
Habitat: matagais, clareiras e orlas de florestas e de bosques, em ambiente mediterrânico, frequentemente em terrenos rochosos e pedregosos. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Agosto.
[Local e datas: Serra da Arrábida; Maio/ Abril - 2011 (fotos 1 a 5 ); 11- Novembro 2012 (foto 6)]
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Coalhadas (Cytinus hypocistis subsp. macranthus )
Coalhadas [Cytinus hypocistis (L.) L. subsp. macranthus Wettst.]
Designada também vulgarmente por Pútegas, Pútegas-de-escamas-largas e Amareladas, esta planta, da família Cytinaceae, é desprovida de clorofila e como tal dependente das plantas hospedeiras que parasita e que, no caso desta espécie, são plantas dos géneros Cistus e Halimium, ambos da família Cistaceae. Distribui-se pela Região Mediterrânica e Macaronésia, surgindo em Portugal por todo o território, nos locais onde ocorram também as plantas hospedeiras. É uma planta monóica, dispondo-se as flores masculinas no interior e as flores femininas exteriormente.
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2012)
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Bocas-de lobo (Antirrhinum linkianum)
Bocas-de lobo (Antirrhinum linkianum Boiss. & Reut.)
Planta herbácea, vivaz (tipo fisionómico: caméfito) da família Plantaginaceae (ex Scrophulariaceae) com caules simples ou ramificados, algo lenhosos, ascendentes ou erectos, pubescente-glandulosos, pelo menos durante a floração, que podem atingir entre 30 a 60 cm.
É um endemismo ibérico que ocorre sobretudo em território português (Baixo Alentejo, Beira Baixa, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo) estando a sua presença em território espanhol limitada ao litoral ocidental da Corunha.
Habitat: locais rochosos, ou pedregosos, terrenos revolvidos, fissuras de paredes e de muros degradados, ao longo de caminhos.
O A. linkianum é não só muito semelhante ao cultivado Antirrhinum majus, como já foi considerado como uma subespécie deste (v. sinonímia infra). Distingue-se dele pelo facto de ter "os pedicelos mais compridos do que as sépalas" (in Flora.On). Tem também grandes semelhanças com o Antirrhinum cirrhigerum. Este tem, no entanto, "caules laterais curtos e gavinhosos" (loc. cit.), característica que o distingue do A. linkianum .
A floração, segundo as fontes consultadas, ocorre de Abril a Julho. Parece-me, no entanto, que ela decorre durante um período bem mais alargado. Basta dizer que as fotografias supra foram obtidas em Março e que já encontrei vários exemplares em floração no mês de Dezembro.
Sinonímia: - Antirrhinum majus subsp. linkianum (Boiss. & Reut.) Rothm.
(Local e data: Serra da Arrábida; 18 -março -2012)
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Cheilanthes acrostica
Cheilanthes acrostica (Balb.) Tod.
Feto rizomatoso (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Pteridaceae. Distribui-se pela Região Mediterrânica, Médio Oriente e arquipélago de Cabo Verde. Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo e, dubitativamente, também à Beira Litoral.
Habitat: fissuras de rochas, geralmente, de natureza calcária, em locais secos.
Não é fácil a um simples curioso, distinguir entre as diversas espécies do género Cheilanthes, pois têm, para o leigo, aspecto muito semelhante. Para a identificar, servimo-nos, neste caso, como noutros, das informações disponibilizadas pelo Flora.On. Segundo este Portal da S.P.Botânica, o C. acrostica caracteriza-se pela existência de um pseudo-indúsio fimbriado. Se der uma vista de olhos aqui, ficará a saber, visualmente, tal como eu, que também não sabia, o que é o pseudo-indúsio.
Época de reprodução: não coincidem os autores consultados sobre o período de reprodução da espécie, variando as opiniões entre os períodos de Fevereiro a Junho e de Novembro a Dezembro. O que, de minha lavra, posso acrescentar a este respeito é que as fotografias supra foram obtidas em 14 - Janeiro- 2012, na Serra da Arrábida, encontrando-se as plantas em plena época de reprodução.
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Erva-vaqueira (Calendula arvensis)
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Asteraceae, (Ordem: Asterales), a Erva-vaqueira (Calendula arvensis L.) é também designada vulgarmente por Malmequer-dos-campos, Belas-noites e Calêndula-hortense. É uma planta cosmopolita (= presente na maior parte do globo) que floresce de Novembro a Maio e que surge em terrenos cultivados, incultos e em pousio e, com frequência na proximidade de estradas e caminhos. Em Portugal é uma planta bastante vulgar e o mesmo se pode dizer em relação à Serra da Arrábida, onde é fácil deparar com ela sobretudo durante o período de floração.
(Local e data: Serra da Arrábida; 03 - Dezembro - 2012)
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Erva-canária (Oxalis pes-caprae)
Erva-canária, erva-azeda-amarela, trevo-azedo, azedinha-amarela são alguns dos nomes vulgares atribuídos a esta planta com o nome científico de Oxalis pes-caprae L. (sin. Oxalis cernua Thunb.). Planta exótica, originária da África do Sul, mas entretanto difundida por vastas regiões do globo. É altamente invasiva e de difícil erradicação, devido à sua propagação através dos múltiplos bolbilhos que desenvolve.
A Serra da Arrábida também não escapou à invasão, pois a espécie encontra-se em numerosos sítios, formando geralmente extensos tapetes.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Oxalidales; Família: Oxalidaceae; Género: Oxalis; Espécie: Oxalis pes-caprae.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 19 - Novembro 2012 e 03 - Dezembro 2012)
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