quinta-feira, 11 de abril de 2013

Leite-de-galinha (Ornithogalum orthophyllum subsp. baeticum)






Leite-de-galinha *[Ornithogalum orthophyllum Ten. subsp. baeticum(Boiss.) Zahar.**]
Herbácea, vivaz, bolbosa (tipo fisionómico: geófito) com bolbos ovóides revestidos por uma túnica esbranquiçada ou acastanhada, podendo a haste floral atingir até 20 cm. de altura. As folhas (3 a 10) são basais e aproximadamente lineares. Inflorescência em umbela com flores brancas em número muito variável, apresentando, no entanto, as tépalas uma larga faixa longitudinal verde na parte central do dorso.
Família: Asparagaceae
Distribuição: Península Ibérica, Argélia e Marrocos (Fonte)
Em Portugal ocorre, de forma irregular, em todo o território do Continente, segundo as fontes consultadas, mas de forma mais contínua no Centro Oeste e no Sul. 
Habitat: Não há concordância, quanto a este aspecto, nas fontes consultadas, mas diria, tendo em conta as minhas, ainda que poucas, observações que a espécie prefere terrenos geralmente pedregosos e secos, mas com boa dose de humidade durante a época das chuvas, em substrato calcário ou margoso. De facto, até ao presente apenas a observei no Algarve, na Serra da Arrábida e na Serra d'Aire, nas condições indicadas. 
Floração: de Março a Junho.
* Designação comum que é partilhada por outras espécies do mesmo género.
** Sinonímia: Ornithogalum baeticum Boiss.; Ornithogalum umbellatum var. longibracteatum Willk.
(Local e data da obtenção das fotos: Serra do Risco (Arrábida); 6 - Abril - 2013)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (11): Orchis conica


 





Orchis conica Willd. 
Erva vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae, com caule liso, glabro, com 6 a 26 cm de altura; inflorescência terminal comportando entre 7 a 31 flores.
Distribuição: Sudoeste da Europa, Noroeste de África e, porventura, em algumas ilhas do Mediterrâneo Ocidental. Em Portugal é assinalada a sua presença no Algarve, Estremadura, Ribatejo,  Beira Alta, Beira Baixa e Beira Litoral e, duvidosamente, no Alto Alentejo.
Habitat: pastagens, clareiras de matagais e bosques, em geral, sobre solos calcários.
Floração: de Fevereiro a Abril.
(Local: Serra da Arrábida; 6 - Abril -2013) 

Sedum mucizonia





Sedum mucizonia (Ortega) Raym.-Hamet * 
Planta herbácea anual, glauca (verde azulada), glanduloso-pubescente, pelo menos, ao nível da inflorescência. Espécie da família Crassulaceae, de pequeno porte (8 a 15 cm), em regra, multicaule, apresentando folhas roliças, carnudas, oblongas, com manchas avermelhadas; flores (longamente pediceladas, com corola com cinco pétalas de cor rosada, parcialmente soldadas entre si formando um tubo com o comprimento equivalente a cerca de 3/4 do comprimento das pétalas) reunidas em inflorescência em forma de cimeira terminal, pouco densa.
Distribuição: Centro e Sul da Península Ibérica; Norte de África. É dada como presente em Portugal no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Baixa e Beira Litoral.
Habitat: fendas de rochas e muros, sítios arenosos. Indiferente à composição do substrato.
Floração: de Abril a Agosto.
*Sinonímia: Mucizonia hispida DC. ex Batt.&Trab.
(Local e data: Sesimbra - Serra da Arrábida; 6 - Abril - 2013)  

terça-feira, 9 de abril de 2013

Campainhas (Campanula erinus)

Campainhas, ou Campânula (Campanula erinus L.)

Herbácea anual da família Campanulaceae, de pequenas dimensões (até 30 cm, que, raramente atinge) geralmente ramificada, distribui-se pelo sul da Europa, norte de África, oeste da Ásia e Macaronésia. Em Portugal encontra-se, a crer no mapa aqui consultado, por quase todo o território do Continente.  Trata-se, aparentemente de uma espécie pouco exigente, pois é capaz de aproveitar a fenda do topo dum muro de pedra e cimento para ali germinar e para nela se desenvolver até até ao ponto de florir, embora não tenha, como é evidente, condições para atingir, nesse caso, grande porte. Também aparentemente, não aprecia a concorrência, pois apresenta-se, geralmente, isolada, em muros, no meio de rochas ou mesmo entre as pedras dos caminhos.
Floresce a partir de Março. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Abril - 2013) 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nigella damascena


Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Ranunculaceae, com a designação científica de  Nigella damascena L., tem na língua portuguesa os nomes comuns de Barbas-de-velhoDamas-entre-verde e Damas-no-Bosque (in Portugal Botânico de A a Z), o primeiro dos quais pouco condizente com a beleza das flores. As designações em língua inglesa e em língua espanhola também vão do simpático ao muito pelo contrário. Vá lá saber-se porquê. Love-in-a-mist e Devil in the bush, lhe chamam os ingleses e os espanhóis, Arañuela e Cabellos de Venus, entre outros nomes mais populares.
A planta é nativa do sul da Europa, mas encontra-se noutras regiões e continentes, quer naturalizada (norte da Europa, norte de África e sudoeste da Ásia) quer como planta cultivada (América do Norte). (Fonte).
A cor das flores varia  entre o branco, o rosa, o violeta e os vários tons de azul. Curioso, neste caso, é o facto de que as partes coloridas da flor não serem as pétalas, como é mais habitual, mas as sépalas que podem variar de número (entre 5 e 25, segundo esta fonte que nos informa também que as pétalas se situam na base dos estames e são minúsculas e invisíveis à vista desarmada ou, pelo menos, pouco atenta, como é o meu caso).
O fruto é uma cápsula.
(Local e data: Serra da Arrábida - zona de Sesimbra; 9 - Abril - 2013)

terça-feira, 2 de abril de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Alho-de-Nápoles (Allium neapolitanum)





Alho-de-Nápoles (Allium neapolitanum Cirillo*)
Erva vivaz, bulbosa (tipo fisionómico: geófito), glabra, cujo caule pode atingir entre 20 a 60cm, com 2 a 3 folhas, dispostas ao longo do terço inferior do caule, glabras, sésseis, lineares, inteiras, com comprimento que se pode aproximar do comprimento do caule; flores com tépalas brancas reunidas em inflorescência sob a forma de umbela esférica, ou semi-esférica, em geral, densa, reunindo flores na ordem das dezenas.
Distribuição: Espécie originária da Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias), encontra-se actualmente naturalizada na Austrália e na América do Sul e noutras regiões, onde foi introduzida como planta de jardim.
Em Portugal é dada como presente no Alentejo (Alto e Baixo), Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo e Trás-os-Montes mas há registos da sua ocorrência noutras regiões. A falta de uma designação verdadeiramente popular (o vernáculo "Alho-de-Nápoles" não é mais que a tradução do nome científico) indicia que a espécie não será muito comum em Portugal e não é de excluir que algumas populações encontradas podem não ser espontâneas, tendo tido origem na dispersão de sementes ou no abandono de bolbos de plantas cultivadas. Admito mesmo que a população, aliás numerosa, onde as fotografias supra foram obtidas pode ter tido essa origem, pois a cerca de uma centena de metros encontram-se residências com jardim.
Habitat: em geral em locais húmidos e sombrios, designadamente nas margens de cursos de água, mas também na berma de caminhos e em terrenos cultivados.
Floração: de Fevereiro a Maio.
*Sinonímia: Nothoscordum inodorum (Aiton) G. Nicholson.
(Local e data: Serra da Arrábida; 12 - Março - 2013)

sábado, 16 de março de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (9): Flor-dos-rapazinhos (Orchis italica)

 

Flor-dos-rapazinhos, ou Flor-dos-macaquinhos-dependurados (Orchis italica Poir.)
Mais informação: aqui.
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 14 - Março - 2013)

quinta-feira, 14 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (6): Erva-vespa (Ophrys lutea)


Erva-vespa, ou Moscardo (Ophrys lutea Cav.) 
(Local e data: Serra da Arrábida; 12 - março - 2013)

Jacinto-dos-campos (Hyacinthoides hispanica)



Jacinto-dos-campos [Hyacinthoides hispanica (Mill.) Rothm.]
Erva vivaz, bolbosa, da família Asparagaceae, com   haste floral com altura que pode ir de 1 a 5 dm; com folhas  (2 a 7) lineares a oblongo-lanceoladas; e flores tubuloso-campanuladas, azul-violáceas, dispostas em cacho, em número variável.
É considerada nativa da Península Ibérica (e também do norte de África ?) encontrando-se, todavia, naturalizada noutros países da Europa ocidental e meridional, o que não constitui motivo para grande espanto, já que se trata de uma planta que é cultivada para fins ornamentais. Em Portugal ocorre em quase todo o país, em matas de carvalhais ou sobreirais e em matos mais ou menos húmidos (segundo  o guia de campo Flores da Arrábida, já citado, mais de uma vez, nestas páginas e  do qual me socorri, novamente, para a descrição supra). Que a espécie também surge nas zonas mais fundeiras (logo mais húmidas) de encostas com povoamentos pouco densos de pinheiros, garanto eu.
Floresce de Fevereiro a Maio, segundo o citado Flores da Arrábida e de Março - Junho, segundo esta outra fonte, divergência que não estou em condições de ultrapassar, visto que as fotos foram obtidas em data compatível com qualquer das duas teses.
(Local e data: Troviscal - Serra da Arrrábida; 10 - Março -2013)

domingo, 10 de março de 2013

Arabis sadina






Arabis sadina (Samp.) Cout. 
Erva, vivaz, (tipo fisionómico: hemicriptófito) rizomatosa, da família Brassicaceae, com indumento formado essencialmente por pêlos estrelados mais denso ao nível das folhas e na metade inferior do caule, apresentando-se este erecto (15 a 45cm de altura) simples ou pouco ramificado. Folhas com 5 a 8 pares de dentes ou lóbulos marginais, as inferiores, oblanceoladas ou subespatuladas, escassamente pecioladas, as caulinares, sésseis, de elípticas a lanceoladas, arredondadas na base. Flores com pétalas brancas ou levemente rosadas, reunidas (3 a 25) em inflorescências em cacho pouco densas.
Distribuição: esta Arabis é uma planta endémica de Portugal com distribuição limitada  ao Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Porque esta espécie leva na designação científica o epíteto específico de sadina, parti do pressuposto de que seria muito abundante na Serra da Arrábida e que seria fácil deparar com ela. Certo, porém, é que, não obstante as minhas frequentes deambulações pela Arrábida, de há dois anos a esta parte, só recentemente a avistei em vários locais, na mesma zona da serra, ora isolada, ora em pequenos grupos, sempre em pequenas clareiras no meio de matos baixos, em substrato calcário, rochoso ou pedregoso que parece ser o seu habitat normal. 
Diga-se que o pressuposto de que parti quanto à sua abundância  não tem justificação, pois esta encontra-se no facto de a espécie ter sido encontrada "Entre Tejo e Sado" e descrita, pela primeira vez, por Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio que lhe atribuiu  o nome de Arabis muralis var. sadina, basónimo que, por isso mesmo, tem no descritor o seu apelido Sampaio abreviado para Samp.
Por outro lado, a aparente pouca visibilidade da espécie pode também não ter nada a ver com a maior ou menor abundância, pois pode simplesmente resultar do facto de a planta preferir, por "modéstia", locais recatados, mais ou menos abrigados pelos matos circundantes, em vez de terrenos abertos e mais expostos aos ventos e aos olhares de quem passa. 
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - Fevereiro - 2013)

sexta-feira, 1 de março de 2013

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Rabo-de-raposa (Stachys arvensis)




Rabo-de-raposa [Stachys arvensis (L.) L.]
Erva anual (tipo fisionómico: terófito), da família Lamiaceae, de pequenas dimensões (5 a 40 cm) com caule erecto, simples ou escassamente ramificado desde a base, com revestimento de pêlos compridos e flexíveis (hirsuta); folhas ovadas ou aproximadamente cordiformes, com pequenos recortes arredondados nas margens (crenadas), menos frequentemente lobuladas; flores (com corola de cor esbranquiçada ou  púrpura, bilabiada, com o lábio superior inteiro e o inferior mais largo e trilobado) dispostas (2 a 6) em verticilastros em número variável (geralmente, entre 3 e 8).
Distribuição:  Europa Central, Ocidental e do Sul e Macaronésia. Em Portugal é uma espécie relativamente comum em quase todo o território.
Habitat: pastagens, clareiras de bosques e matagais, campos cultivados e em pousio e, em geral, em terrenos com humidade temporária, preferencialmente sobre substratos siliciosos, arenosos ou argilosos.
Em geral, é indicado como período de floração o que vai de Fevereiro a Agosto. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 4 - Fevereiro - 2013)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Arruda (Ruta chalepensis)




Arruda * (Ruta chalepensis L.)   
Erva vivaz (tipo fisionómico: caméfito), glabra, de odor e sabor desagradáveis, da família Rutaceae, com frequência, muito ramificada e cujos ramos podem atingir entre 20 a 60cm, formando, por vezes, uma pequena moita, mais ou menos, arredondada. As folhas de cor verde azulado apresentam-se geralmente dupla ou triplamente divididas (e, como tal, designadas de bi/tri-penatissectas) em segmentos que vão de lineares a obovados. As flores de corola amarela, têm quatro pétalas oblongas com as margens revestidas de cílios e reúnem-se em cimeiras lassas.
Muito semelhante à sua congénere Ruta angustifolia, dela se distingue, no entanto, segundo a lição do Flora.on, pelo facto de a inflorescência ser glabra, ao contrário da sua congénere R. angustifolia, que tem a inflorescência glandulosa, embora com pêlos curtos.
Originária, ao que parece da região Mediterrânica Ocidental, a espécie encontra-se, todavia, naturalizada  em muitas outras regiões e continentes, onde foi introduzida, supostamente devido aos efeitos fito-terapêuticos que lhe são atribuídos, havendo recomendações para o uso de infusões, obtidas a partir das partes florais da planta, no tratamento, designadamente, de perturbações menstruais e de inflamações da pele e das mucosas, recomendações que, todavia, não devem ser seguidas, sem ter em conta as doses aconselhadas, porque a planta não é isenta de toxicidade. Muito pelo contrário, todas as precauções são poucas.
Em Portugal, aparentemente, está limitada ao centro e sul do país.
Habitat: clareiras e orlas de matos, geralmente, sobre solos pedregosos e calcários.
Floração:  entre Maio e Julho, dizem as fontes consultadas. Todavia, em Fevereiro, já o exemplar fotografado, bem como vários outros se encontravam em plena floração.
* Outros nomes comuns: Arruda-dos-calcários; Arruda-fétida;Erva-das-bruxas.
(Local e data: Altiplano da Azóia - Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 11 - Fevereiro - 2013)
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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (2)


Moscardo-fusco ( Ophrys fusca Link subsp. fusca)  
(Local e data: Serra da Arrábida; 14 - Fevereiro - 2013)

Maria-fia (Erodium malacoides)



Maria-fia [Erodium malacoides (L.) L'Hér.]
Também designada comummente por Erva-garfoMaria-fina e Marioila, é uma planta da família  Geraniaceae, nativa da Europa, Ásia e norte de África, mas naturalizada noutros continentes. Em Portugal é uma planta vulgar, em todo o território, surgindo frequentemente associada a outras espécies do mesmo género, quer em terrenos cultivados, quer incultos, incluindo em zonas urbanas e à beira de estradas e caminhos.
Quando livre de competidoras, esta planta tende a estender-se pelo solo. Quando encontra concorrência, não tem outra alternativa que não seja elevar-se à procura da luz solar.
(Local e data: Serra da Arrábida; 26 - Janeiro - 2013)
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