domingo, 6 de abril de 2014

Erva-do-salepo (Orchis morio)




Erva-do-salepo *(Orchis morio L.**)
Erva vivaz com 2 ou 3 raízes tuberosas (tipo biológico: geófito) da famíliaOrchidaceae, com hastes florais que podem atingir até cerca de 30 cm.
Distribuição: grande parte da Europa (até ao sul da Noruega), Oeste da Ásia e Marrocos. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, mas ausente nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores. No Continente, as excepções no que respeita ao seu aparecimento, serão as regiões do Minho e Douro Litoral e também, provavelmente, o Alto Alentejo.
Ecologia/habitat: Prados de sequeiro, clareiras de matos, orlas de bosques, frequentemente em lugares soalheiros, sobre qualquer tipo de substrato, mas, aparentemente, com preferência por solos calcários e argilo-xistosos.
Floração: de Março a Junho
*Outros nomes comuns: Testículos-de-cão; Fatua.
** SinonímiaAnacamptis morio (L.) R. M. Bateman, Pridgeon et M. W. Chase;Orchis champagneuxii Barnéoud; Orchis picta Loisel. var. champagneuxii(Barnéoud) Mendonça et Vasc.; Orchis morio L. subsp. picta (Loisel.) Rchb. var. champagneuxii (Barnéoud) P. Cout.; Orchis morio L. subsp. picta (Loisel.) Rchb. var. genuina P. Cout.; Orchis morio L. var. picta (Loisel.) Rchb.;
(Local e datas: Cabo Espichel - Arrábida;  13 - Março - 2014)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Salva-do-sul (Salvia sclareoides)

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Salva-do-sul *(Salvia sclareoides Brot.)
Erva vivaz (tipo biológico: proto-hemicriptófito) viloso-glandulosa, de caules (15 a 50 cm) erectos, simples ou escassamente ramificados; folhas basilares ovado-oblongas, com margens crenadas ou serradas, com superfície rugosa, com "bolhas"; as caulinares, pouco numerosas, mais pequenas, sésseis; flores com corola tubular, bilabiada, de cor púrpura ou violácea, raramente branca, dispostas (3 a 6) em número variável de verticilastros em inflorescência racemosa.
Distribuição: É um endemismo ibérico que ocorre apenas no Sudoeste da Península, com presença limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral, do lado de cá da fronteira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados, ou incultos, frequentemente pedregosos, sobre solos calcários, margosos ou argilosos.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Esclareia-bastarda; Salva-viscosa-dos-montes.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 30 - Abril - 2012 (foto 7) 15 - Abril - 2011 (foto 5); 8 - Março - 2014 (fotos restantes)]

domingo, 9 de março de 2014

Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus)




Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus L. )
Também designado por Tremocilha, o Tremoceiro-amarelo é uma planta da família Fabaceae, nativa da parte ocidental da Região Mediterrânica, mas cultivada, actualmente, noutras regiões do globo, como planta forrageira. Nalguns países, como a Austrália, onde foi introduzida, com esta finalidade, não só se adaptou perfeitamente nalgumas regiões, como é já considerada planta invasora. Em Portugal, surge espontâneo por quase todo o território. Nesta altura do ano, podem encontrar-se, sobretudo em terrenos incultos com solos arenosos, extensões, mais ou menos amplas, pintadas com o amarelo das suas flores.
(Local e data: Serra da Arrábida; 8 - Março - 2014)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Geum sylvaticum





Geum sylvaticum Pourr.
Erva vivaz (tipo fisionómico: hemicriptófito) glanduloso-pubescente, com caules floríferos, erectos, que podem elevar-se até 40 cm; folhas basilares penatissectas, com o segmento terminal mais ou menos lobado e mais ou menos ovado, muito maior que os segmentos laterais e folhas caulinares em pequeno número e de reduzida dimensão; flores, em geral, solitárias, relativamente grandes, com cinco pétalas tingidas de amarelo vivo.
Distribuição: Península Ibérica, Sudeste de França e região do Magrebe, no Norte de África. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, com excepção do Algarve e do Minho. 
Habitat: Pastagens, clareiras de matos, orlas de bosques, em lugares com alguma humidade, não raro em em terrenos pedregosos.
Floração: de Março a Julho
(Local e data: Serra da Arrábida; 5 - Março - 2014)

sábado, 1 de março de 2014

Serralha-áspera (Sonchus asper)





Serralha-áspera * [Sonchus asper (L.) Hill **]
Erva anual ou bienal da família Asteraceae, espécie que engloba duas subespécies: a nominal (S. a. asper)  e a subsp. glaucescens, correspondentes, ao que parece,  aos dois tipos biológicos da espécie: terófito, aquela e hemicriptófito, esta, com ciclo vegetativo anual e bienal respectivamente. As duas subespécies distinguir-se-iam, em particular, pelo facto de a subsp. glaucescens ser muito mais espinhosa do que a subespécie nominal.
Distribuição: A espécie é originária da Europa, Região Mediterrânica e de parte da Macaronésia. Presentemente é considerada como planta subcosmopolita quanto à distribuição, dado ter sido introduzida e encontrar-se naturalizada em várias outras regiões do globo, sendo que nalgumas ela é mesmo, actualmente, considerada como planta invasora. Em Portugal, onde ocorrem as duas subespécies, a planta é considerada como autóctone quer no território do Continente, quer na Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: baldios, campos cultivados ou em pousio, bermas de caminhos, em locais com alguma humidade, a altitudes até aos 1500 m.
A floração em Portugal decorre, com maior ou menor intensidade, ao longo de quase todo o ano.
*Outros nomes comuns: Serralha-espinhosaSerralha-escuraSerralha-preta
**Sinonímia: Sonchus oleraceus var. asper L. (Basónimo)
Obervação complementar: as folhas desta espécie são comestíveis, sendo utilizadas, designadamente, em saladas.
(Local e data: Serra da Arrábida; Março/ Abril - 2012)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Gerânio-peludo (Geranium rotundifolium)




Gerânio-peludo (Geranium rotundifolium L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Geraniaceae.
Distribui-se pela Eurásia (com excepção do extremo Norte)  Macaronésia (Madeira e Canárias) e Norte de África, surgindo em terrenos incultos, sebes, entulheiras e à beira de caminhos. Em Portugal, ocorre em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira, como espécie autóctone, e no arquipélago dos Açores como espécie introduzida. Frequente na Serra da Arrábida.
Floração: de Fevereiro a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 18 - Fevereiro - 2014)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Orégãos (Origanum vulgare subsp. virens)


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Orégãos ou Orégão [Origanum vulgare L. subsp. virens (Hoffmanns. & Link) Bonnier & Layens]
Erva perene (tipo biológico: Caméfito) da família Lamiaceae.
Planta aromática muito utilizada na cozinha mediterrânica, incluindo em Portugal, particularmente no Alentejo. Serve para aromatizar sopas, açordas, saladas (em especial a de tomate) queijo e requeijão, sendo também indispensável na confecção de caracóis. 
Distribuição: Península Ibérica, Noroeste de África e Macaronésia. Presente em quase todo o território do Continente, bem como nos arquipélago dos Açores e da Madeira, é espécie muito comum na Serra da Arrábida.
Floração: de Junho a Novembro.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 9 - Maio - 2012 (fotos 3 e 4); 27 - Junho - 2012 (fotos 1, 2 e 5)]

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus)





Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus L.)
Erva perene (tipo biológico: geófito) da família Asteraceae
Apresenta semelhanças com a sua congénere Leontodon taraxacoides subsp. taraxacoides, distinguindo-se, no entanto, dela por algumas características que esta não possui, a saber: "Raízes claramente tuberosas e fasciculadas" e " Divisões da folha recurvadas para trás" (Fonte)
Distribuição geral: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, prados mais ou menos húmidos, clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos.
Floração: de Dezembro a Maio. 
(Local e datas :  Serra da Arrábida; Janeiro/ Fevereiro 2013 )
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Revisitação: Tulipa-brava (Tulipa sylvestris subsp. australis)


 

Tulipa-brava [Tulipa sylvestris L. subsp. australis (Link) Pamp.]
(Nota: A espécie já foi objecto de um post anteriormente publicado aqui no blogue. As fotografias então publicadas é que deixam muito a desejar. Espera-se que, desta feita, a Tulipa-brava não fique com razões de queixa.)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Lavatera maritima






Lavatera maritima Gouan
Pequeno arbusto (tipo biológico: caméfito) com 30 a 150 cm de envergadura, com caule muito ramificado, todo ele coberto por tomento denso, esbranquiçado; folhas tri ou pentalobadas, com lóbulos pouco profundos e arredondados; flores, em geral, solitárias, axilares, com pedúnculos mais compridos do que o pecíolo das folhas respectivas, com pétalas de cor rosa pálido, mas com a unha de cor púrpura.
FamíliaMalvaceae;
Ecologia/ habitat: matagais, ribanceiras e arribas litorais, em terrenos muito secos e pedregosos, algo perturbados, sobre substrato calcário ou margoso.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, França, Itália, Córsega, Sardenha, Tunísia  Argélia  e Marrocos). Presente também em Portugal, onde é, no entanto, espécie muito rara. Segundo o portal da APBotânica (Flora.On) existe apenas "nas arribas marítimas do Cabo Espichel até Arrábida". 
Floração: de Janeiro/Fevereiro a Junho.
(Local e data: arribas do Cabo Espichel a poente do Forte do Cavalo - Sesimbra; 29 - Janeiro - 2014)