sábado, 4 de maio de 2013

Rosa-albardeira (Paeonia broteri)







Rosa-albardeira *(Paeonia broteri Boiss. & Reut.)  
Erva vivaz, rizomatosa (tipo fisionómico: geófito), glabra, com caules até 50 cm, folhas com um número variável de segmentos, glabros em ambas as páginas; flores grandes (8 a 15 cm de diâmetro), solitárias, terminais, com 5 a 10 pétalas de cor rosa púrpura vivo e com carpelos densamente vilosos, com pêlos que permanecem nos frutos, mesmo após a maturação.
Distribuição: Sul e Oeste da Península Ibérica. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente.
Habitat: em clareiras e sob coberto de bosques e matagais, frequentemente em terrenos pedregosos, mais ou menos sombreados, sobre substratos ácidos ou básicos.
Floração: de Março a Junho.
É usada como planta de jardim.
*Outros nomes comuns: Peónia; Rosa-de-lobo; Rosa-cuca; Erva-casta; Erva-de-santa-rosa. 
(Local e datas: Serra  da Arrábida; 6 - maio - 2012; 10/18/30 - março 2013)
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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Erva-peganhenta (Parentucellia viscosa)


Erva-peganhenta [Parentucellia viscosa (L.) Caruel]  
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família  Orobanchaceae, glanduloso-pubescente e muito pegajosa, com caule erecto, simples ou escassamente ramificado, que pode atingir até cerca de 50 cm; folhas de oblongo-lanceoladas, com margens dentadas; flores com corola tubular amarela, dispostas em espiga ao longo da parte superior do caule.
Planta nativa da Europa, encontra-se actualmente em diversas regiões do globo onde foi introduzida. Em Portugal é relativamente comum e distribui-se por quase todo o território.
Habitat: Relvados, prados, terrenos incultos, bermas de caminhos e, em geral, em locais com alguma humidade.
Floração: de Março a Julho.
É confundível com a forma amarela da Bartsia trixago, distinguindo-se uma espécie da outra pelo facto de as flores, na P. viscosa, estarem dispostas em espiral e uma em cada nó e de, na B. trixago, se encontrarem dispostas aos pares em cada nó e de forma cruzada.
(Local e data: Serra da Arrábida; 24 - Abril - 2013)

domingo, 28 de abril de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (12): Erva-percevejo (Orchis coriophora)





Erva-percevejo, ou Erva-do-salepo  (Orchis coriophora L.)
Erva vivaz (tipo fisionómico: geófito) tuberosa (com dois tubérculos subglobosos); com caules floríferos de 10 a 35 cm, rodeados na base por bainhas foliares escariosas; as folhas basais, mais ou menos em roseta, de lineares a linear-lanceoladas, glabras; as caulinares progressivamente mais curtas, com as distais bracteíformes; inflorescência subcilíndrica, densa, com 12 a 30 flores pequenas, rosadas ou purpúreas, com manchas irregulares, extensas, mais salientes e visíveis no labelo que se apresenta divido em três lóbulos.
FamíliaOrchidaceae.
Distribui-se por quase toda a Europa, Oeste da Ásia e Norte de África, desde a Líbia até Marrocos. Em Portugal ocorre em grande parte do território do Continente (desde o Algarve até Trás-os-Montes).  Aparentemente, ausente no Alto e Baixo Alentejo e no Minho.
Habitat: Prados, clareiras de matos e bosques, em zonas com alguma humidade, sobre substratos calcários ou siliciosos.
Floração: de Abril a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2013)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Misopates calycinum

 

Misopates calycinum (Lam.) Rothm.   
Herbácea anual (tipo fisionómico: terófito) da família Plantaginaceae, com caule erecto, ora simples, ora muito ramificado, que pode atingir entre 30 a 90 cm.
Planta nativa do sul da Europa (Península Ibérica, França e Itália) foi, no entanto, introduzida outros países, nalguns dos quais é considerada planta invasora. Em Portugal ocorre, pelo menos, no Algarve, no Baixo Alentejo e na Estremadura.
Habitat: campos agrícolas abandonados ou incultos, baldios, margem de estradas e caminhos, em sítios com alguma humidade e em solos, frequentemente, de origem calcária.
Floração: entre Abril e Junho
(Local e data: Serra da Arrábida; 24 - Abril- 2013)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Tomilhinha (Thymus zygis ssp. sylvestris)



Tomilhinha, Tomilhinho, ou Serpão-do-monte [Thymus zygis L. ssp. sylvestris(Hoffmanns. & Link) Coutinho]
"Erva perene [da família Lamiaceae] com 1-3dm, de caules (...) puberulentos, mais ou menos tomentosos, erectos ou decumbentes; folhas com 6-10X1mm, axilares, lineares, subagudas, sesséis, tomentosas (...). Inflorescência até 10 cm densa e capitada (...); cálice com 3,5-5 mm, tomentuloso; corola com 4-5mm esbranquiçada" (in "Flores da Arrábida - guia de campo" de José Gomes Pedro - Isabel Silva Santos; ed. Assírio & Alvim -2010).
É um endemismo ibérico que ocorre no centro e sudeste da Península Ibérica. Em Portugal encontra-se no centro-oeste (calcário) e no centro-sul (arrábido) em sítios secos e solos calcários (op. cit.)
Floresce de Fevereiro a Julho.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 11 Fevereiro - 2013; 27 - Março - 2013)
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Leite-de-galinha (Ornithogalum orthophyllum subsp. baeticum)






Leite-de-galinha *[Ornithogalum orthophyllum Ten. subsp. baeticum(Boiss.) Zahar.**]
Herbácea, vivaz, bolbosa (tipo fisionómico: geófito) com bolbos ovóides revestidos por uma túnica esbranquiçada ou acastanhada, podendo a haste floral atingir até 20 cm. de altura. As folhas (3 a 10) são basais e aproximadamente lineares. Inflorescência em umbela com flores brancas em número muito variável, apresentando, no entanto, as tépalas uma larga faixa longitudinal verde na parte central do dorso.
Família: Asparagaceae
Distribuição: Península Ibérica, Argélia e Marrocos (Fonte)
Em Portugal ocorre, de forma irregular, em todo o território do Continente, segundo as fontes consultadas, mas de forma mais contínua no Centro Oeste e no Sul. 
Habitat: Não há concordância, quanto a este aspecto, nas fontes consultadas, mas diria, tendo em conta as minhas, ainda que poucas, observações que a espécie prefere terrenos geralmente pedregosos e secos, mas com boa dose de humidade durante a época das chuvas, em substrato calcário ou margoso. De facto, até ao presente apenas a observei no Algarve, na Serra da Arrábida e na Serra d'Aire, nas condições indicadas. 
Floração: de Março a Junho.
* Designação comum que é partilhada por outras espécies do mesmo género.
** Sinonímia: Ornithogalum baeticum Boiss.; Ornithogalum umbellatum var. longibracteatum Willk.
(Local e data da obtenção das fotos: Serra do Risco (Arrábida); 6 - Abril - 2013)

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (11): Orchis conica


 





Orchis conica Willd. 
Erva vivaz, tuberosa, da família Orchidaceae, com caule liso, glabro, com 6 a 26 cm de altura; inflorescência terminal comportando entre 7 a 31 flores.
Distribuição: Sudoeste da Europa, Noroeste de África e, porventura, em algumas ilhas do Mediterrâneo Ocidental. Em Portugal é assinalada a sua presença no Algarve, Estremadura, Ribatejo,  Beira Alta, Beira Baixa e Beira Litoral e, duvidosamente, no Alto Alentejo.
Habitat: pastagens, clareiras de matagais e bosques, em geral, sobre solos calcários.
Floração: de Fevereiro a Abril.
(Local: Serra da Arrábida; 6 - Abril -2013) 

Sedum mucizonia





Sedum mucizonia (Ortega) Raym.-Hamet * 
Planta herbácea anual, glauca (verde azulada), glanduloso-pubescente, pelo menos, ao nível da inflorescência. Espécie da família Crassulaceae, de pequeno porte (8 a 15 cm), em regra, multicaule, apresentando folhas roliças, carnudas, oblongas, com manchas avermelhadas; flores (longamente pediceladas, com corola com cinco pétalas de cor rosada, parcialmente soldadas entre si formando um tubo com o comprimento equivalente a cerca de 3/4 do comprimento das pétalas) reunidas em inflorescência em forma de cimeira terminal, pouco densa.
Distribuição: Centro e Sul da Península Ibérica; Norte de África. É dada como presente em Portugal no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Baixa e Beira Litoral.
Habitat: fendas de rochas e muros, sítios arenosos. Indiferente à composição do substrato.
Floração: de Abril a Agosto.
*Sinonímia: Mucizonia hispida DC. ex Batt.&Trab.
(Local e data: Sesimbra - Serra da Arrábida; 6 - Abril - 2013)  

terça-feira, 9 de abril de 2013

Campainhas (Campanula erinus)

Campainhas, ou Campânula (Campanula erinus L.)

Herbácea anual da família Campanulaceae, de pequenas dimensões (até 30 cm, que, raramente atinge) geralmente ramificada, distribui-se pelo sul da Europa, norte de África, oeste da Ásia e Macaronésia. Em Portugal encontra-se, a crer no mapa aqui consultado, por quase todo o território do Continente.  Trata-se, aparentemente de uma espécie pouco exigente, pois é capaz de aproveitar a fenda do topo dum muro de pedra e cimento para ali germinar e para nela se desenvolver até até ao ponto de florir, embora não tenha, como é evidente, condições para atingir, nesse caso, grande porte. Também aparentemente, não aprecia a concorrência, pois apresenta-se, geralmente, isolada, em muros, no meio de rochas ou mesmo entre as pedras dos caminhos.
Floresce a partir de Março. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Abril - 2013) 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nigella damascena


Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Ranunculaceae, com a designação científica de  Nigella damascena L., tem na língua portuguesa os nomes comuns de Barbas-de-velhoDamas-entre-verde e Damas-no-Bosque (in Portugal Botânico de A a Z), o primeiro dos quais pouco condizente com a beleza das flores. As designações em língua inglesa e em língua espanhola também vão do simpático ao muito pelo contrário. Vá lá saber-se porquê. Love-in-a-mist e Devil in the bush, lhe chamam os ingleses e os espanhóis, Arañuela e Cabellos de Venus, entre outros nomes mais populares.
A planta é nativa do sul da Europa, mas encontra-se noutras regiões e continentes, quer naturalizada (norte da Europa, norte de África e sudoeste da Ásia) quer como planta cultivada (América do Norte). (Fonte).
A cor das flores varia  entre o branco, o rosa, o violeta e os vários tons de azul. Curioso, neste caso, é o facto de que as partes coloridas da flor não serem as pétalas, como é mais habitual, mas as sépalas que podem variar de número (entre 5 e 25, segundo esta fonte que nos informa também que as pétalas se situam na base dos estames e são minúsculas e invisíveis à vista desarmada ou, pelo menos, pouco atenta, como é o meu caso).
O fruto é uma cápsula.
(Local e data: Serra da Arrábida - zona de Sesimbra; 9 - Abril - 2013)

terça-feira, 2 de abril de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Alho-de-Nápoles (Allium neapolitanum)





Alho-de-Nápoles (Allium neapolitanum Cirillo*)
Erva vivaz, bulbosa (tipo fisionómico: geófito), glabra, cujo caule pode atingir entre 20 a 60cm, com 2 a 3 folhas, dispostas ao longo do terço inferior do caule, glabras, sésseis, lineares, inteiras, com comprimento que se pode aproximar do comprimento do caule; flores com tépalas brancas reunidas em inflorescência sob a forma de umbela esférica, ou semi-esférica, em geral, densa, reunindo flores na ordem das dezenas.
Distribuição: Espécie originária da Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias), encontra-se actualmente naturalizada na Austrália e na América do Sul e noutras regiões, onde foi introduzida como planta de jardim.
Em Portugal é dada como presente no Alentejo (Alto e Baixo), Beira Litoral, Estremadura, Ribatejo e Trás-os-Montes mas há registos da sua ocorrência noutras regiões. A falta de uma designação verdadeiramente popular (o vernáculo "Alho-de-Nápoles" não é mais que a tradução do nome científico) indicia que a espécie não será muito comum em Portugal e não é de excluir que algumas populações encontradas podem não ser espontâneas, tendo tido origem na dispersão de sementes ou no abandono de bolbos de plantas cultivadas. Admito mesmo que a população, aliás numerosa, onde as fotografias supra foram obtidas pode ter tido essa origem, pois a cerca de uma centena de metros encontram-se residências com jardim.
Habitat: em geral em locais húmidos e sombrios, designadamente nas margens de cursos de água, mas também na berma de caminhos e em terrenos cultivados.
Floração: de Fevereiro a Maio.
*Sinonímia: Nothoscordum inodorum (Aiton) G. Nicholson.
(Local e data: Serra da Arrábida; 12 - Março - 2013)

sábado, 16 de março de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (9): Flor-dos-rapazinhos (Orchis italica)

 

Flor-dos-rapazinhos, ou Flor-dos-macaquinhos-dependurados (Orchis italica Poir.)
Mais informação: aqui.
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 14 - Março - 2013)

quinta-feira, 14 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

terça-feira, 12 de março de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (6): Erva-vespa (Ophrys lutea)


Erva-vespa, ou Moscardo (Ophrys lutea Cav.) 
(Local e data: Serra da Arrábida; 12 - março - 2013)

Jacinto-dos-campos (Hyacinthoides hispanica)



Jacinto-dos-campos [Hyacinthoides hispanica (Mill.) Rothm.]
Erva vivaz, bolbosa, da família Asparagaceae, com   haste floral com altura que pode ir de 1 a 5 dm; com folhas  (2 a 7) lineares a oblongo-lanceoladas; e flores tubuloso-campanuladas, azul-violáceas, dispostas em cacho, em número variável.
É considerada nativa da Península Ibérica (e também do norte de África ?) encontrando-se, todavia, naturalizada noutros países da Europa ocidental e meridional, o que não constitui motivo para grande espanto, já que se trata de uma planta que é cultivada para fins ornamentais. Em Portugal ocorre em quase todo o país, em matas de carvalhais ou sobreirais e em matos mais ou menos húmidos (segundo  o guia de campo Flores da Arrábida, já citado, mais de uma vez, nestas páginas e  do qual me socorri, novamente, para a descrição supra). Que a espécie também surge nas zonas mais fundeiras (logo mais húmidas) de encostas com povoamentos pouco densos de pinheiros, garanto eu.
Floresce de Fevereiro a Maio, segundo o citado Flores da Arrábida e de Março - Junho, segundo esta outra fonte, divergência que não estou em condições de ultrapassar, visto que as fotos foram obtidas em data compatível com qualquer das duas teses.
(Local e data: Troviscal - Serra da Arrrábida; 10 - Março -2013)

domingo, 10 de março de 2013

Arabis sadina






Arabis sadina (Samp.) Cout. 
Erva, vivaz, (tipo fisionómico: hemicriptófito) rizomatosa, da família Brassicaceae, com indumento formado essencialmente por pêlos estrelados mais denso ao nível das folhas e na metade inferior do caule, apresentando-se este erecto (15 a 45cm de altura) simples ou pouco ramificado. Folhas com 5 a 8 pares de dentes ou lóbulos marginais, as inferiores, oblanceoladas ou subespatuladas, escassamente pecioladas, as caulinares, sésseis, de elípticas a lanceoladas, arredondadas na base. Flores com pétalas brancas ou levemente rosadas, reunidas (3 a 25) em inflorescências em cacho pouco densas.
Distribuição: esta Arabis é uma planta endémica de Portugal com distribuição limitada  ao Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Porque esta espécie leva na designação científica o epíteto específico de sadina, parti do pressuposto de que seria muito abundante na Serra da Arrábida e que seria fácil deparar com ela. Certo, porém, é que, não obstante as minhas frequentes deambulações pela Arrábida, de há dois anos a esta parte, só recentemente a avistei em vários locais, na mesma zona da serra, ora isolada, ora em pequenos grupos, sempre em pequenas clareiras no meio de matos baixos, em substrato calcário, rochoso ou pedregoso que parece ser o seu habitat normal. 
Diga-se que o pressuposto de que parti quanto à sua abundância  não tem justificação, pois esta encontra-se no facto de a espécie ter sido encontrada "Entre Tejo e Sado" e descrita, pela primeira vez, por Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio que lhe atribuiu  o nome de Arabis muralis var. sadina, basónimo que, por isso mesmo, tem no descritor o seu apelido Sampaio abreviado para Samp.
Por outro lado, a aparente pouca visibilidade da espécie pode também não ter nada a ver com a maior ou menor abundância, pois pode simplesmente resultar do facto de a planta preferir, por "modéstia", locais recatados, mais ou menos abrigados pelos matos circundantes, em vez de terrenos abertos e mais expostos aos ventos e aos olhares de quem passa. 
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - Fevereiro - 2013)