terça-feira, 10 de setembro de 2013

Hissopo-bravo (Micromeria graeca subsp. graeca)





Designação científica: Micromeria graeca (L.) Benth ex Rchb. subsp. graeca
Sinonímia: Satureja graeca L. (Basónimo); Thymus micranthus Brot.; Satureja micrantha (Brot.) Hoffmanns. & Link; Clinopodium graecum (L.) Kuntze;
Designação comum : Hissopo-bravo;
Descrição (sumária): Subarbusto de caules erectos com 13 a 60 cm de altura, ramificados desde a base. Planta aromática.
Família: Lamiaceae;
Tipo fisionómico: Caméfito;
Distribuição: Região Mediterrânica, com presença em Portugal limitada ao Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/Habitat: Prados secos; clareiras de matos; fissuras de rochas; e bermas de caminhos, em terrenos, em geral, secos e pedregosos. Indiferente edáfica, mas com preferência por substratos calcários ou margosos.
Floração: de Abril a Julho.
Local e datas: Serra da Arrábida; 22- Maio - 2012 (fotos 1, 2 e 3); 9 - Maio - 2012 (foto 4); 14 - Fevereiro 2013 (foto 5).

domingo, 8 de setembro de 2013

Margaça-de-inverno (Chamaemelum fuscatum)

Margaça-de-invernoMargaça-fusca, ou Pamposto [Chamaemelum fuscatum (Brot.) Vasc.;  sinonímia: Anthemis fuscata Brot.]
Erva anual (tipo fisionómico: terófito), da família Asteraceae, com caules geralmente ramificados na parte inferior, com 5 a 40 cm de altura, glabros, ascendentes ou erectos;  folhas inferiores bi ou tripenatissectas e as superiores, em geral, simplesmente penatissectas, com segmentos lineares em qualquer dos casos; inflorescências em capítulos pedunculados, com brácteas  involucrais ovadas, com margens e  ápice escuros, com flores marginais liguladas, em geral, estéreis, com lígulas brancas e inteiras, sendo as flores do disco hermafroditas, tubulares e amarelas.
Distribuição: Espécie originária da Região Mediterrânica Ocidental, encontra-se, no entanto, naturalizada noutras regiões, designadamente na Califórnia (EUA). Em Portugal, distribui-se por todo o território do Continente.
Habitat: campos cultivados ou incultos e, em geral, em terrenos onde se mantenha bastante humidade.
Floração: de Novembro a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Janeiro - 2013)
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sábado, 7 de setembro de 2013

Chupa-mel (Cerinthe gymnandra)


Chupa-mel (Cerinthe gymnandra Gasp.)
Também designada por Chupa-mel-branco e Flor-de-mel, esta planta da família Boraginaceae é nativa da região mediterrânica, Portugal incluído, que ocorre sobretudo em terrenos arenosos, em clareiras de matos em dunas e arribas litorais. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 11 - Fevereiro - 2013)
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Margarida-do-monte (Bellis sylvestris)


Designada por Margarida-do-monte e Margarida-menor (nome científico:Bellis sylvestris Cirillo) é uma planta da família  Asteraceae, nativa da Europa que surge espontânea em terrenos relvados húmidos e sombrios. Em Portugal distribui-se por quase todo o território.
(Local e data: Serra da Arrábida; 4 - Fevereiro - 2013)
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Agulha-de-pastor (Scandix pecten-veneris)




Agulha-de-pastor * (Scandix pecten-veneris L.)
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Apiaceae, com caule (10 a 40 cm) simples ou ramificado na base, folhas com o limbo profundamente dividido (penatissectas) com segmentos de última ordem, em geral, lineares; flores com pétalas brancas, desiguais (maiores as exteriores) agrupadas em inflorescências em umbela ou em umbélulas de umbela; frutos com a forma aproximada de agulhas ou dentes de garfo.
Distribuição: Presente na Europa (central, meridional e ocidental), na Ásia Ocidental e no Norte de África. Em Portugal ocorre, de forma dispersa e irregular, em todo o território do Continente e na Madeira.
Habitat: em campos cultivados, incultos e em pousio, em pastagens, em searas e noutros terrenos relvados. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Maio.
* Outros nomes comuns: GarfinhosAgulheiraErva-agulhaPente-de-Vénus.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 12/ 30 - Março - 2013) 
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sábado, 3 de agosto de 2013

Cardo-coroado (Atractylis cancellata subsp. cancellata)

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Cardo-coroado (Atractylis cancellata L. subsp. cancellata)

Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Asteraceae.
Trata-se de uma planta de pequenas dimensões (6 a 30 cm) com caule simples, ou escassamente ramificado, por vezes tão curto que dá impressão que o capítulo floral está assente no solo. (fotos 3, 4 e 6).
Deveras interessante é o capítulo em forma de gomil (urceolado) protegido por brácteas pectinadas com os diversos segmentos guarnecidos de espinhos, com o aspecto de cancela (donde o epíteto cancellata) e que em conjunto formam uma espécie de coroa, a justificar o nome comum de Cardo-coroado.
Distribuição: Região Mediterrânica. Em Portugal, a sua ocorrência, tendo em conta os registos existentes no portal  da APBotânica (Flora.On), parece estar limitada ao território a sul do Tejo. 
Habitat: Prados anuais, clareiras de matos, incultos e baldios e, em geral, em terrenos secos, pedregosos e com boa exposição solar, frequentemente sobre substrato calcário.
Floração: de Maio a Julho
[Local e datas: cabo Espichel - Arrábida; 3 Junho - 2013 (fotos 1, 2, 3, 4 e 5); 6 - Maio - 2013( foto 6); 6 - Março - 2013 (foto 7)]
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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Erva-das-azeitonas (Calamintha nepeta subsp. nepeta)


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Erva-das-azeitonas, ou Nêveda [Calamintha nepeta (L.) Savi subsp. nepeta
Erva perene ((tipo fisionómico: caméfito), com a configuração de um pequeno arbusto, pertencente à família Lamiaceae. Muito aromática, geralmente multicaule, com indumento viloso, pode atingir entre 20 e 70 cm de altura.Folhas ovadas, ou ovado-arredondadas, quase inteiras, às vezes, mas geralmente crenuladas ou dentadas. Inflorescência alongada e estreita, reunindo-se as flores (3 a 5) em cimeiras dispostas ao longo da inflorescência. Flores bilabiadas com corola de cor entre o branco-rosa, o lilás, ou o púrpura claro.
Distribuição: Centro e Sul da Europa, Noroeste de África e Ilhas Canárias. Em Portugal ocorre em todas as regiões do território do Continente.
Habitat: sebes, muros de suporte de terra, taludes, clareiras e orlas de matos e bosques e mesmo na berma de estradas e caminhos, geralmente, em sítios secos. É indiferente à natureza do solo.
Utilização: é usada em culinária como aromatizante e, designadamente, para curtir azeitonas (donde o nome comum de Erva-das-azeitonas) 
Floração: de Abril a Dezembro.
[Local e datas:  Serra da Arrábida; 15 - Maio - 2012 (foto 1); 11 - Novembro - 2012 (fotos 3 e 4);  3 -Dezembro - 2012 (fotos 2, 5, 6 e 7)] 
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domingo, 2 de junho de 2013

Orobanche rosmarina




Orobanche rosmarina Beck
As espécies do género Orobanche (família: Orobanchaceae),  porque desprovidas de clorofila, para se desenvolverem e para sobreviverem têm que parasitar outras plantas, as hospedeiras, que podem ser de várias espécies ou únicas. A Orobanche rosmarina, pelo que se conhece até ao presente, parasita exclusivamente plantas da espécie Rosmarinus officinalis, o comum Alecrim (que é, aliás, bem visível nas imagens supra).
Tem a sua distribuição limitada a alguns locais no sul da Península Ibérica e nas Ilhas Baleares. Em Portugal, segundo a Flora Ibérica, ocorre apenas na Estremadura, referindo, em concreto,  a Serra da Arrábida (onde a espécie foi observada e recolhida pela primeira vez), a Serra de Montejunto e um local na freguesia de Cadafais, concelho de Alenquer. 
Habitat: terrenos de matos, onde esteja presente a planta hospedeira.
Floração: de Abril a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2013) 

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Polygala monspeliaca




Polygala monspeliaca L.

Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família Polygalaceae. Planta relativamente discreta que facilmente passa despercebida entre a folhagem de ervas circundantes, com caules pulverulentos, erectos (5 a 30 cm) simples ou irregularmente ramificados; folhas glabras, elípticas ou linear-lanceoladas, inteiras, alternas, mas com as inferiores opostas ou subopostas; inflorescência alongada que chega a ter mais de metade do comprimento da planta, com flores providas de asas esbranquiçadas com traços esverdeados e corola minúscula (cerca de 4 mm.)
Distribuição: Região Mediterrânica. Face aos registos existentes no Portal da APBotânica Flora.On, tudo indica que a ocorrência da espécie em Portugal estará limitada à metade sul do território do Continente.
Habitat: pastagens anuais, terrenos incultos, taludes, bermas de caminhos e, em geral, em solos pouco húmidos, sobre substrato, preferencialmente, calcário ou margoso.
Floração: de Abril a Junho.
(Local e datas: Serra da Arrábida; 23/24 - Abril - 2013)

domingo, 5 de maio de 2013

Arenaria conimbricensis subsp. conimbricensis







Arenaria conimbricensis Brot. subsp. conimbricensis 
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) glanduloso-pubescente (com pêlos curtos e glandulosos no caule, folhas e sépalas) de vida breve e de pequeno porte, não ultrapassando 18 cm (altura que, tendo em conta as duas numerosas populações  por mim observadas na Serra da Arrábida, com dimensões variando entre 5 a 10 cm, raramente atingirá) com caules mais ou menos ramificados, ascendentes ou erectos, com folhas aproximadamente lineares, sésseis, algo carnudas e com flores com 5 pétalas brancas dispostas em cimeiras pouco densas.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: É um endemismo ibérico, estando a sua ocorrência, em Portugal, limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral e, dubitativamente, ao Baixo Alentejo, surgindo em clareiras de matos e pastagens, em terrenos secos, arenosos ou pedregosos e mesmo em terrenos magros sobre substrato rochoso, como era o caso nos dois locais onde as observei.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 14 - Março - 2013)

sábado, 4 de maio de 2013

Rosa-albardeira (Paeonia broteri)







Rosa-albardeira *(Paeonia broteri Boiss. & Reut.)  
Erva vivaz, rizomatosa (tipo fisionómico: geófito), glabra, com caules até 50 cm, folhas com um número variável de segmentos, glabros em ambas as páginas; flores grandes (8 a 15 cm de diâmetro), solitárias, terminais, com 5 a 10 pétalas de cor rosa púrpura vivo e com carpelos densamente vilosos, com pêlos que permanecem nos frutos, mesmo após a maturação.
Distribuição: Sul e Oeste da Península Ibérica. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente.
Habitat: em clareiras e sob coberto de bosques e matagais, frequentemente em terrenos pedregosos, mais ou menos sombreados, sobre substratos ácidos ou básicos.
Floração: de Março a Junho.
É usada como planta de jardim.
*Outros nomes comuns: Peónia; Rosa-de-lobo; Rosa-cuca; Erva-casta; Erva-de-santa-rosa. 
(Local e datas: Serra  da Arrábida; 6 - maio - 2012; 10/18/30 - março 2013)
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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Erva-peganhenta (Parentucellia viscosa)


Erva-peganhenta [Parentucellia viscosa (L.) Caruel]  
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) da família  Orobanchaceae, glanduloso-pubescente e muito pegajosa, com caule erecto, simples ou escassamente ramificado, que pode atingir até cerca de 50 cm; folhas de oblongo-lanceoladas, com margens dentadas; flores com corola tubular amarela, dispostas em espiga ao longo da parte superior do caule.
Planta nativa da Europa, encontra-se actualmente em diversas regiões do globo onde foi introduzida. Em Portugal é relativamente comum e distribui-se por quase todo o território.
Habitat: Relvados, prados, terrenos incultos, bermas de caminhos e, em geral, em locais com alguma humidade.
Floração: de Março a Julho.
É confundível com a forma amarela da Bartsia trixago, distinguindo-se uma espécie da outra pelo facto de as flores, na P. viscosa, estarem dispostas em espiral e uma em cada nó e de, na B. trixago, se encontrarem dispostas aos pares em cada nó e de forma cruzada.
(Local e data: Serra da Arrábida; 24 - Abril - 2013)

domingo, 28 de abril de 2013

Nova época de orquídeas silvestres na Arrábida (12): Erva-percevejo (Orchis coriophora)





Erva-percevejo, ou Erva-do-salepo  (Orchis coriophora L.)
Erva vivaz (tipo fisionómico: geófito) tuberosa (com dois tubérculos subglobosos); com caules floríferos de 10 a 35 cm, rodeados na base por bainhas foliares escariosas; as folhas basais, mais ou menos em roseta, de lineares a linear-lanceoladas, glabras; as caulinares progressivamente mais curtas, com as distais bracteíformes; inflorescência subcilíndrica, densa, com 12 a 30 flores pequenas, rosadas ou purpúreas, com manchas irregulares, extensas, mais salientes e visíveis no labelo que se apresenta divido em três lóbulos.
FamíliaOrchidaceae.
Distribui-se por quase toda a Europa, Oeste da Ásia e Norte de África, desde a Líbia até Marrocos. Em Portugal ocorre em grande parte do território do Continente (desde o Algarve até Trás-os-Montes).  Aparentemente, ausente no Alto e Baixo Alentejo e no Minho.
Habitat: Prados, clareiras de matos e bosques, em zonas com alguma humidade, sobre substratos calcários ou siliciosos.
Floração: de Abril a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2013)

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Misopates calycinum

 

Misopates calycinum (Lam.) Rothm.   
Herbácea anual (tipo fisionómico: terófito) da família Plantaginaceae, com caule erecto, ora simples, ora muito ramificado, que pode atingir entre 30 a 90 cm.
Planta nativa do sul da Europa (Península Ibérica, França e Itália) foi, no entanto, introduzida outros países, nalguns dos quais é considerada planta invasora. Em Portugal ocorre, pelo menos, no Algarve, no Baixo Alentejo e na Estremadura.
Habitat: campos agrícolas abandonados ou incultos, baldios, margem de estradas e caminhos, em sítios com alguma humidade e em solos, frequentemente, de origem calcária.
Floração: entre Abril e Junho
(Local e data: Serra da Arrábida; 24 - Abril- 2013)