sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus)





Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus L.)
Erva perene (tipo biológico: geófito) da família Asteraceae
Apresenta semelhanças com a sua congénere Leontodon taraxacoides subsp. taraxacoides, distinguindo-se, no entanto, dela por algumas características que esta não possui, a saber: "Raízes claramente tuberosas e fasciculadas" e " Divisões da folha recurvadas para trás" (Fonte)
Distribuição geral: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, prados mais ou menos húmidos, clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos.
Floração: de Dezembro a Maio. 
(Local e datas :  Serra da Arrábida; Janeiro/ Fevereiro 2013 )
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Revisitação: Tulipa-brava (Tulipa sylvestris subsp. australis)


 

Tulipa-brava [Tulipa sylvestris L. subsp. australis (Link) Pamp.]
(Nota: A espécie já foi objecto de um post anteriormente publicado aqui no blogue. As fotografias então publicadas é que deixam muito a desejar. Espera-se que, desta feita, a Tulipa-brava não fique com razões de queixa.)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Lavatera maritima






Lavatera maritima Gouan
Pequeno arbusto (tipo biológico: caméfito) com 30 a 150 cm de envergadura, com caule muito ramificado, todo ele coberto por tomento denso, esbranquiçado; folhas tri ou pentalobadas, com lóbulos pouco profundos e arredondados; flores, em geral, solitárias, axilares, com pedúnculos mais compridos do que o pecíolo das folhas respectivas, com pétalas de cor rosa pálido, mas com a unha de cor púrpura.
FamíliaMalvaceae;
Ecologia/ habitat: matagais, ribanceiras e arribas litorais, em terrenos muito secos e pedregosos, algo perturbados, sobre substrato calcário ou margoso.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, França, Itália, Córsega, Sardenha, Tunísia  Argélia  e Marrocos). Presente também em Portugal, onde é, no entanto, espécie muito rara. Segundo o portal da APBotânica (Flora.On) existe apenas "nas arribas marítimas do Cabo Espichel até Arrábida". 
Floração: de Janeiro/Fevereiro a Junho.
(Local e data: arribas do Cabo Espichel a poente do Forte do Cavalo - Sesimbra; 29 - Janeiro - 2014)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Acanto (Acanthus mollis)

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Acanto * (Acanthus mollis L.)
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Acanthaceae.
Originária da Região Mediterrânica (Centro e Leste) esta espécie conhece actualmente uma distribuição bem mais alargada, pois foi introduzida noutras regiões, como planta ornamental, regiões e países onde acabou por se naturalizar, tal como acontece em Portugal, onde, presentemente, ocorre, quer como planta cultivada para fins ornamentais, usada com alguma frequência em jardins, quer como planta assilvestrada, seja no território do Continente, seja nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: em ambiente natural, a espécie prefere locais sombrios e algo húmidos, na orla e em clareiras de bosques, nas margens de linhas de água e nas bermas de caminhos.
Floração: de Maio a Setembro;
* Outros nomes comuns:  Acanto-mansoBranca-ursinaErva-gigantePé-de-urso.
(Local e datas: Serra da Arrábida; Maio - 2012 (fotos 2, 3 e 4): Dezembro 2013 (foto 1)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas subsp. stoechas)






Perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas (L.) Moench subsp. stoechas)     
Planta herbácea (que atinge à volta de quarenta centímetros de altura) da família Asteraceae, também designada por Perpétuas e Marcenilha. Distribui-se pela Europa meridional e ocidental e pelo norte de Marrocos (Fonte) desenvolvendo-se em terrenos incultos e na orla de estradas e caminhos, geralmente em solos secos, arenosos e/ou pedregosos. Floresce de Abril a Setembro. É utilizada, depois de seca, em arranjos florais.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - junho - 2012)
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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Chá-de-Espanha (Bidens aurea)






Conhecida entre nós pelas designações comuns de Chá-de-Espanha e Chá-de-Marrocos, esta planta da família Asteraceae, com o nome científico de  Bidens aurea (Aiton) Scherff (e sinBidens heterophylla Ortega; Coreopsis aurea Aiton) é originária do sul dos Estados Unidos (Arizona) encontrando-se naturalizada em vários países da Europa (Portugal, Espanha, França e Itália). Introduzida e cultivada em muitas regiões do globo como planta ornamental, ocorre agora também como sub-espontânea em terrenos húmidos, mormente junto de cursos de água e na proximidade de outras superfícies aquáticas. Pelos vistos, também já chegou à Serra da Arrábida. 
(Data: 28 - Novembro - 2013)

sábado, 30 de novembro de 2013

Allium triquetum



Allium triquetum L.
Erva bulbosa, perene (tipo biológico: geófito) da família Amaryllidaceae, com hastes florais fistulosas (= ocas) de secção triangular, que podem atingir até cerca de 50 cm de altura; folhas lineares, glabras, relativamente largas, tão ou mais compridas que a haste floral; flores  campanuliformes com tépalas brancas lisas, raiadas de verde ao centro, agrupadas em inflorescências terminais, umbeliformes,  pendentes e pouco densas.
Distribuição: espécie nativa do Sudoeste da Europa e do Noroeste de África, encontra-se, no entanto, distribuída e naturalizada em várias outras partes do globo (América do Sul e do Norte, Austrália, Turquia e Grã Bretanha) onde foi introduzida, certamente, em função do seu uso como planta ornamental e não tanto devido ao facto de as partes aéreas serem consideradas comestíveis, utilização que me parece não ser frequente.
Em Portugal, a planta surge, quer como espécie autóctone (Estremadura, Beira Litoral e Minho), quer como espécie introduzida, como é o caso dos arquipélagos da Madeira e dos Açores e como eventualmente pode ser o que também se passa noutras regiões do território do Continente, onde, por vezes, se encontra em ambiente silvestre.
Ecologia/ habitat: Prados, orlas e clareiras de bosques, margens de cursos de água, bermas de estradas e caminhos e, em geral, em sítios algo húmidos e sombrios.
Floração: De Janeiro a Maio.
(Local e datas; Serra da Arrábida; 10/12 - Março - 2013)

domingo, 24 de novembro de 2013

Margarida-menor (Bellis annua subsp. annua)




Margarida-menor *(Bellis annua L. subsp. annua

Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Asteraceae.
De menor porte que as demais congéneres, distingue-se delas, sobretudo, pela forma das folhas, de oblanceoladas ou obovadas a espatuladas, com margens crenado-dentadas.
Distribuição: Região Mediterrânica. Presente também em várias regiões de Portugal Continental (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo, Estremadura, Beira Alta, Minho e Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: Prados anuais, clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, em locais com alguma humidade.
Floração: de Janeiro a Junho.
* Outros nomes comuns: Bonina-dos-prados; Bonina-dos-campos; Margarida-anual. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 4/27 - Fevereiro - 2013)

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tomilho-peludo (Thymus villosus)




Tomilho-peludo (Thymus villosus L.)
Pequeno arbusto, aromático,  da família Lamiaceae, com caules (12 a 30 cm de altura), mais ou menos erectos, raramente decumbentes; folhas numerosas, lineares ou linear-lanceoladas; inflorescência capituliforme, densa, com flores tubulares, bilabiadas de cor creme ou púrpura.
A espécie, segundo a Flora Ibérica divide-se em três subespécies, a saber: Thymus villosus subsp. villosus, planta endémica de Portugal continental (com distribuição limitada ao Algarve, Alto  e Baixo Alentejo, Beira Baixa, Estremadura e Ribatejo); Thymus villosus subsp. lusitanicus, planta endémica da Península Ibérica, (com ocorrência limitada em Portugal, à Beira Litoral e Estremadura); e Thymus villosus subsp. velascoi (presente apenas em território espanhol).
Considerando apenas as duas subespécies com distribuição em Portugal, dir-se-á, recorrendo à mesma fonte, que a subespécie Th. v. villosus tem o seu habitat em matos poucos densos, medronhais e pinhais, a altitudes indo desde os 160m até aos 440m, enquanto a subespécie  Th. v. lusitanicus ocorre em terrenos ácidos (quartzitos, xistos e areias), podendo surgir a altitudes entre os 230 e os 800 m e, raramente, em substrato calcário, dado este que me leva a presumir que nas fotografias supra se encontra representada a subespécie villosus, uma vez que as fotografias foram na verdade obtidas em local com predominância de solos calcários.
Floração: desde finais de Março até princípios de Julho.
[Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 28 - Maio - 2012]
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Neatostema apulum




Designação científica: Neatostema apulum (L.) I.M.Johnston;
Sinonímia: Myosotis apula L. (Basónimo)
Designação comum: não tem;
Família: Boraginaceae;
Tipo fisionómico: terófito;
Descrição (resumida): Erva anual, híspida (revestida com pêlos abundantes, compridos e mais ou menos rígidos), com caule (até 30 cm) erecto, simples ou ramificado na base; folhas inteiras, híspidas nas duas páginas; flores (com cerca de 3 mm de diâmetro) tubulares, pentalobuladas, amarelas, protegidas por brácteas mais compridas que o cálice, dispostas em panículas em inflorescência geralmente ramificada.  
Distribuição: Sul da Europa, Sudoeste da Ásia, Noroeste de África e Macaronésia (Canárias). Em Portugal ocorre em grande parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral e Trás-os- Montes. Duvidoso o seu aparecimento na Beira Alta e na Beira Baixa. Ausente no Minho, Douro Litoral e Ribatejo )
Ecologia/Habitat: em clareiras de matos, em prados, pastagens e bermas de caminhos, em terrenos geralmente secos, a altitudes até 1600m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho
(Local e datas: Serra da Arrábida - Março - Abril  2013)

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Hissopo-bravo (Micromeria graeca subsp. graeca)





Designação científica: Micromeria graeca (L.) Benth ex Rchb. subsp. graeca
Sinonímia: Satureja graeca L. (Basónimo); Thymus micranthus Brot.; Satureja micrantha (Brot.) Hoffmanns. & Link; Clinopodium graecum (L.) Kuntze;
Designação comum : Hissopo-bravo;
Descrição (sumária): Subarbusto de caules erectos com 13 a 60 cm de altura, ramificados desde a base. Planta aromática.
Família: Lamiaceae;
Tipo fisionómico: Caméfito;
Distribuição: Região Mediterrânica, com presença em Portugal limitada ao Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/Habitat: Prados secos; clareiras de matos; fissuras de rochas; e bermas de caminhos, em terrenos, em geral, secos e pedregosos. Indiferente edáfica, mas com preferência por substratos calcários ou margosos.
Floração: de Abril a Julho.
Local e datas: Serra da Arrábida; 22- Maio - 2012 (fotos 1, 2 e 3); 9 - Maio - 2012 (foto 4); 14 - Fevereiro 2013 (foto 5).

domingo, 8 de setembro de 2013

Margaça-de-inverno (Chamaemelum fuscatum)

Margaça-de-invernoMargaça-fusca, ou Pamposto [Chamaemelum fuscatum (Brot.) Vasc.;  sinonímia: Anthemis fuscata Brot.]
Erva anual (tipo fisionómico: terófito), da família Asteraceae, com caules geralmente ramificados na parte inferior, com 5 a 40 cm de altura, glabros, ascendentes ou erectos;  folhas inferiores bi ou tripenatissectas e as superiores, em geral, simplesmente penatissectas, com segmentos lineares em qualquer dos casos; inflorescências em capítulos pedunculados, com brácteas  involucrais ovadas, com margens e  ápice escuros, com flores marginais liguladas, em geral, estéreis, com lígulas brancas e inteiras, sendo as flores do disco hermafroditas, tubulares e amarelas.
Distribuição: Espécie originária da Região Mediterrânica Ocidental, encontra-se, no entanto, naturalizada noutras regiões, designadamente na Califórnia (EUA). Em Portugal, distribui-se por todo o território do Continente.
Habitat: campos cultivados ou incultos e, em geral, em terrenos onde se mantenha bastante humidade.
Floração: de Novembro a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Janeiro - 2013)
(Clicando sobre as imagem, amplia)