terça-feira, 1 de abril de 2014

Salva-do-sul (Salvia sclareoides)

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Salva-do-sul *(Salvia sclareoides Brot.)
Erva vivaz (tipo biológico: proto-hemicriptófito) viloso-glandulosa, de caules (15 a 50 cm) erectos, simples ou escassamente ramificados; folhas basilares ovado-oblongas, com margens crenadas ou serradas, com superfície rugosa, com "bolhas"; as caulinares, pouco numerosas, mais pequenas, sésseis; flores com corola tubular, bilabiada, de cor púrpura ou violácea, raramente branca, dispostas (3 a 6) em número variável de verticilastros em inflorescência racemosa.
Distribuição: É um endemismo ibérico que ocorre apenas no Sudoeste da Península, com presença limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral, do lado de cá da fronteira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados, ou incultos, frequentemente pedregosos, sobre solos calcários, margosos ou argilosos.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Esclareia-bastarda; Salva-viscosa-dos-montes.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 30 - Abril - 2012 (foto 7) 15 - Abril - 2011 (foto 5); 8 - Março - 2014 (fotos restantes)]

domingo, 9 de março de 2014

Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus)




Tremoceiro-amarelo (Lupinus luteus L. )
Também designado por Tremocilha, o Tremoceiro-amarelo é uma planta da família Fabaceae, nativa da parte ocidental da Região Mediterrânica, mas cultivada, actualmente, noutras regiões do globo, como planta forrageira. Nalguns países, como a Austrália, onde foi introduzida, com esta finalidade, não só se adaptou perfeitamente nalgumas regiões, como é já considerada planta invasora. Em Portugal, surge espontâneo por quase todo o território. Nesta altura do ano, podem encontrar-se, sobretudo em terrenos incultos com solos arenosos, extensões, mais ou menos amplas, pintadas com o amarelo das suas flores.
(Local e data: Serra da Arrábida; 8 - Março - 2014)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Geum sylvaticum





Geum sylvaticum Pourr.
Erva vivaz (tipo fisionómico: hemicriptófito) glanduloso-pubescente, com caules floríferos, erectos, que podem elevar-se até 40 cm; folhas basilares penatissectas, com o segmento terminal mais ou menos lobado e mais ou menos ovado, muito maior que os segmentos laterais e folhas caulinares em pequeno número e de reduzida dimensão; flores, em geral, solitárias, relativamente grandes, com cinco pétalas tingidas de amarelo vivo.
Distribuição: Península Ibérica, Sudeste de França e região do Magrebe, no Norte de África. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, com excepção do Algarve e do Minho. 
Habitat: Pastagens, clareiras de matos, orlas de bosques, em lugares com alguma humidade, não raro em em terrenos pedregosos.
Floração: de Março a Julho
(Local e data: Serra da Arrábida; 5 - Março - 2014)

sábado, 1 de março de 2014

Serralha-áspera (Sonchus asper)





Serralha-áspera * [Sonchus asper (L.) Hill **]
Erva anual ou bienal da família Asteraceae, espécie que engloba duas subespécies: a nominal (S. a. asper)  e a subsp. glaucescens, correspondentes, ao que parece,  aos dois tipos biológicos da espécie: terófito, aquela e hemicriptófito, esta, com ciclo vegetativo anual e bienal respectivamente. As duas subespécies distinguir-se-iam, em particular, pelo facto de a subsp. glaucescens ser muito mais espinhosa do que a subespécie nominal.
Distribuição: A espécie é originária da Europa, Região Mediterrânica e de parte da Macaronésia. Presentemente é considerada como planta subcosmopolita quanto à distribuição, dado ter sido introduzida e encontrar-se naturalizada em várias outras regiões do globo, sendo que nalgumas ela é mesmo, actualmente, considerada como planta invasora. Em Portugal, onde ocorrem as duas subespécies, a planta é considerada como autóctone quer no território do Continente, quer na Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: baldios, campos cultivados ou em pousio, bermas de caminhos, em locais com alguma humidade, a altitudes até aos 1500 m.
A floração em Portugal decorre, com maior ou menor intensidade, ao longo de quase todo o ano.
*Outros nomes comuns: Serralha-espinhosaSerralha-escuraSerralha-preta
**Sinonímia: Sonchus oleraceus var. asper L. (Basónimo)
Obervação complementar: as folhas desta espécie são comestíveis, sendo utilizadas, designadamente, em saladas.
(Local e data: Serra da Arrábida; Março/ Abril - 2012)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Gerânio-peludo (Geranium rotundifolium)




Gerânio-peludo (Geranium rotundifolium L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Geraniaceae.
Distribui-se pela Eurásia (com excepção do extremo Norte)  Macaronésia (Madeira e Canárias) e Norte de África, surgindo em terrenos incultos, sebes, entulheiras e à beira de caminhos. Em Portugal, ocorre em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira, como espécie autóctone, e no arquipélago dos Açores como espécie introduzida. Frequente na Serra da Arrábida.
Floração: de Fevereiro a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 18 - Fevereiro - 2014)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Orégãos (Origanum vulgare subsp. virens)


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Orégãos ou Orégão [Origanum vulgare L. subsp. virens (Hoffmanns. & Link) Bonnier & Layens]
Erva perene (tipo biológico: Caméfito) da família Lamiaceae.
Planta aromática muito utilizada na cozinha mediterrânica, incluindo em Portugal, particularmente no Alentejo. Serve para aromatizar sopas, açordas, saladas (em especial a de tomate) queijo e requeijão, sendo também indispensável na confecção de caracóis. 
Distribuição: Península Ibérica, Noroeste de África e Macaronésia. Presente em quase todo o território do Continente, bem como nos arquipélago dos Açores e da Madeira, é espécie muito comum na Serra da Arrábida.
Floração: de Junho a Novembro.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 9 - Maio - 2012 (fotos 3 e 4); 27 - Junho - 2012 (fotos 1, 2 e 5)]

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus)





Leituga-tuberosa (Leontodon tuberosus L.)
Erva perene (tipo biológico: geófito) da família Asteraceae
Apresenta semelhanças com a sua congénere Leontodon taraxacoides subsp. taraxacoides, distinguindo-se, no entanto, dela por algumas características que esta não possui, a saber: "Raízes claramente tuberosas e fasciculadas" e " Divisões da folha recurvadas para trás" (Fonte)
Distribuição geral: Região Mediterrânica. Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, prados mais ou menos húmidos, clareiras de matos e bosques, bermas de caminhos.
Floração: de Dezembro a Maio. 
(Local e datas :  Serra da Arrábida; Janeiro/ Fevereiro 2013 )
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Revisitação: Tulipa-brava (Tulipa sylvestris subsp. australis)


 

Tulipa-brava [Tulipa sylvestris L. subsp. australis (Link) Pamp.]
(Nota: A espécie já foi objecto de um post anteriormente publicado aqui no blogue. As fotografias então publicadas é que deixam muito a desejar. Espera-se que, desta feita, a Tulipa-brava não fique com razões de queixa.)

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Lavatera maritima






Lavatera maritima Gouan
Pequeno arbusto (tipo biológico: caméfito) com 30 a 150 cm de envergadura, com caule muito ramificado, todo ele coberto por tomento denso, esbranquiçado; folhas tri ou pentalobadas, com lóbulos pouco profundos e arredondados; flores, em geral, solitárias, axilares, com pedúnculos mais compridos do que o pecíolo das folhas respectivas, com pétalas de cor rosa pálido, mas com a unha de cor púrpura.
FamíliaMalvaceae;
Ecologia/ habitat: matagais, ribanceiras e arribas litorais, em terrenos muito secos e pedregosos, algo perturbados, sobre substrato calcário ou margoso.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (Península Ibérica, França, Itália, Córsega, Sardenha, Tunísia  Argélia  e Marrocos). Presente também em Portugal, onde é, no entanto, espécie muito rara. Segundo o portal da APBotânica (Flora.On) existe apenas "nas arribas marítimas do Cabo Espichel até Arrábida". 
Floração: de Janeiro/Fevereiro a Junho.
(Local e data: arribas do Cabo Espichel a poente do Forte do Cavalo - Sesimbra; 29 - Janeiro - 2014)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Acanto (Acanthus mollis)

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Acanto * (Acanthus mollis L.)
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Acanthaceae.
Originária da Região Mediterrânica (Centro e Leste) esta espécie conhece actualmente uma distribuição bem mais alargada, pois foi introduzida noutras regiões, como planta ornamental, regiões e países onde acabou por se naturalizar, tal como acontece em Portugal, onde, presentemente, ocorre, quer como planta cultivada para fins ornamentais, usada com alguma frequência em jardins, quer como planta assilvestrada, seja no território do Continente, seja nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: em ambiente natural, a espécie prefere locais sombrios e algo húmidos, na orla e em clareiras de bosques, nas margens de linhas de água e nas bermas de caminhos.
Floração: de Maio a Setembro;
* Outros nomes comuns:  Acanto-mansoBranca-ursinaErva-gigantePé-de-urso.
(Local e datas: Serra da Arrábida; Maio - 2012 (fotos 2, 3 e 4): Dezembro 2013 (foto 1)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas subsp. stoechas)






Perpétua-das-areias (Helichrysum stoechas (L.) Moench subsp. stoechas)     
Planta herbácea (que atinge à volta de quarenta centímetros de altura) da família Asteraceae, também designada por Perpétuas e Marcenilha. Distribui-se pela Europa meridional e ocidental e pelo norte de Marrocos (Fonte) desenvolvendo-se em terrenos incultos e na orla de estradas e caminhos, geralmente em solos secos, arenosos e/ou pedregosos. Floresce de Abril a Setembro. É utilizada, depois de seca, em arranjos florais.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - junho - 2012)
(Clicando nas imagens, amplia)