terça-feira, 12 de maio de 2015

Pútegas (Cytinus hypocistis subsp.macranthus )

Designada vulgarmente por PútegasPútegas-de-escamas-largas e também por Coalhadas e Amareladas, com a designação científica de Cytinus hypocistis (L.) L., subsp. macranthus Wettst., esta planta, da família Cytinaceae, é desprovida de clorofila e como tal dependente das plantas hospedeiras que parasita e que, no caso desta espécie, são plantas dos géneros Cistus e Halimium, ambos da família Cistaceae. Distribui-se pela Região Mediterrânica e Macaronésia, surgindo em Portugal por todo o território, nos locais onde ocorram também as plantas hospedeiras, como é o caso da Serra da Arrábida, onde as plantas da família Cistaceae são, não só de várias espécies, como numerosas.
É uma planta monóica, dispondo-se as flores masculinas, em regra no interior da inflorescência e as flores femininas exteriormente, umas e outras visíveis, na foto supra. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2015)
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Bico-de-pomba-maior (Geranium columbinum)





Bico-de-pomba-maior (Geranium columbinum L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Geraniaceae, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até 50cm, com folhas palmatipartidas, compridamente pecioladas; flores com 5 pétalas de cor entre o rosa e o púrpura, suportadas por elegantes e compridos pedúnculos.
Nem sempre é fácil a distinção entre as várias espécies do género Geranium e no caso do G. columbinum as dificuldades surgem sobretudo em relação ao G. dissectum e ao G. molle, porque estas duas espécies têm folhas semelhantes. Como característica distintiva facilmente perceptível para um observador mediano, o portal da SPBotânica (Flora.on), chama a atenção para uma característica do G. columbinum que os seus congéneres não possuem e que é a existência de "sépalas prolongadas numa arista comprida, claramente diferenciada", bem visível em algumas das imagens supra. 
Distribuição: presente em grande parte da Europa, no Sudoeste da Ásia e no Norte de África. Presente igualmente na América do Norte como espécie introduzida. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagens, campos cultivados, incultos, ou em pousio, baldios, bermas de caminhos, em locais com alguma humidade, a altitudes que podem ir desde o nível do mar até aos 1500m.
Floração: de Abril a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida, 6 - Maio - 2015)
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Genciana-da-praia (Centaurium maritimum)




Genciana-da-praia (Centaurium maritimum (L.) Fritsch  *)
Erva anual (tipo biológico: terófito) glabra, com caule simples, erecto, com 5 a 30 cm; folhas inferiores agrupadas em 3 ou quatro nós basais, sésseis ou escassamente pecioladas, as superiores sésseis, de oblongo-ovadas a ovado-lanceoladas; flores com corola formada por lóbulos amarelos ou amarelo-pálidos, agrupadas em inflorescências paniculiformes, paucifloras, não sendo, porém, raros os casos em que se encontram exemplares reduzidos a uma única flor.
Família: Gentianaceae.
Distribuição: Região Mediterrânica, Açores e Madeira. No que a Portugal diz respeito, além da assinalada presença nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a espécie ocorre também em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: pastagens anuais e clareiras de matos e bosques, com humidade temporária, preferentemente em solos siliciosos,  a altitudes que podem ir desde o nível do mar até aos 1200m, frequentemente em locais próximos do litoral.
Floração: de finais de Março a Julho.
* Sinonímia: Gentiana maritima L. (basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015 )

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Craveiro-do-monte (Simethis mattiazzi (Vand.) Sacc.)











Craveiro-do-monte, Cravo-do-monte ou Ouropeso [Simethis mattiazzi (Vand.) Sacc.) *]

Planta rizomatosa, perene, de caule erecto (20-45 cm); folhas lineares, basais, geralmente mais compridas que a haste floral; flores (brancas na parte interior e de cor púrpura na parte exterior, estames com filamento densamente peloso, na parte média, característico desta espécie, e anteras amarelas) agrupadas em panículas lassas. 
Distribui-se ao longo dos países ribeirinhos da costa ocidental do Atlântico (noroeste de Marrocos, Portugal, Espanha, França e Sudoeste da Irlanda) e da costa ocidental do Mediterrâneo, desde Espanha até à Itália.
Espécie única do género Simethis, tem sido habitualmente classificada como pertencendo à família Asphodelaceae/Liliaceae. Todavia, esta fonte e esta, com base em análises filogenéticas, enquadram-na na família Xanthorrhoeaceae (subfamília Hemerocallidoideae). (Como é óbvio, não serei eu a resolver a disputatio. O leitor terá que se contentar, tal como eu, com a informação sobre a existência desta divergência.) 
Floração: de Março a Junho.
*Sinónimos: Simethis planifolia (L.) Gren. et Godr.; Anthericum mattiazii Vand.; Pubilaria mattiazzi (Vand.) Samp.; Simethis bicolor Kunth
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Alcar (Tuberaria lignosa)





Alcar * [Tuberaria lignosa (Sweet) Samp.]  **
Erva rizomatosa, perene (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Cistaceae, com cerca de 40cm de altura, de base lenhosa, geralmente ramificada, formando toiças; com folhas de obovado-lanceoladas a elípticas, concentradas em grande medida na base onde se dispõem em roseta, subglabras na página superior e tomentosas na página inferior, com sulcos longitudinais bem visíveis; com talos floríferos com 20 a 30cm, dispondo-se as flores com cerca de 3 cm de diâmetro, com corola amarela e estames com filetes de igual cor (pormenor que, segundo o portal Flora.On, a distingue da congénere Tuberaria globulariifolia que tem estames com filetes negros) em cimeiras pouco densas.
Distribuição: Oeste da Europa e da Região Mediterrânica; e Canárias. Em Portugal distribui-se, de forma irregular e descontínua, por todo o território do Continente, não sendo, aparentemente, muito vulgar.
Habitat: clareiras de matos baixos, orlas de bosques e bermas de caminhos, sobre solos ácidos.
Floração: de Abril a Julho
*Outras designações comuns: Alcária; Erva-das-túberas; Sargacinha.
**Sinonímia: Xolantha tuberaria (L.) Gallego, Muñoz Garm. et C. Navarro 
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015)
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Erva-férrea (Prunella vulgaris)




Erva-férrea (Prunella vulgaris L.)
Também conhecida pelas designações comuns de Consolda-menor e Prunela, a Prunella vulgaris é uma erva vivaz da família Lamiaceae. Originária, segundo se afirma, das zonas temperadas da Europa e da Ásia, encontra-se, actualmente, presente na maior parte das regiões temperadas do globo, ocorrendo normalmente em lugares húmidos, frequentemente nas margens de cursos de água e em terrenos relvados, mas também em sítios pouco ensolarados ao longo de valetas de estradas e caminhos que recebem as escorrências da água da chuva.
Em Portugal, segundo esta fonte, ocorre em todo o país.
São-lhe atribuídas muitas propriedades curativas (v. aqui e aqui).
Floresce ao longo da Primavera e do Verão.
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Genista tournefortii subsp. tournefortii






Genista tournefortii Spach subsp. tournefortii 
Pequeno arbusto (tipo biológico: caméfito) que, por norma, não ultrapassa, em altura, 50cm, moderamente espinhoso, se nos ativermos ao padrão geral das espécies do mesmo género, com caules ascendentes ou decumbentes,  muito ramificados, com ramos velhos desprovidos de folhas, mas com espinhos não muito agressivos e ramos novos, vilosos (revestidos com pêlos compridos e macios), inermes, com folhas inteiras, alternas, sem estípulas, de ovadas a lanceoladas, algo vilosas, com  pêlos em ambas as páginas (frente e verso). Inflorescências em cacho agrupando flores com corola amarela em que sobressai a quilha, bem maior do que o estandarte, este, por sua vez, maior do que as asas.
Família: Fabaceae;
Distribuição: Endemismo ibérico, com ocorrência limitada ao Centro e Oeste da Península Ibérica. Em Portugal assinala-se a sua presença apenas no território do Continente (Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes).
Ecologia/habitat: terrenos de mato; orlas e clareiras de bosques, em geral, sobre solos calcários, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida: 4 - Abril - 2015 )

terça-feira, 7 de abril de 2015

Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas (Phagnalon rupestre)



Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas [Phagnalon rupestre (L.) DC.]
Pequeno arbusto (10 a 40 cm) (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae, com caules ascendentes, revestidos de tomento branco, denso, com frequência ramificados desde a base; folhas alternas, levemente onduladas e com margens, por vezes, revolutas,  revestidas, tal como o caule, de tomento branco, sobretudo, na página inferior; flores agrupadas em capítulos ovóides, solitários, longamente pedunculados.
A suposta designação vulgar de "Alecrim-das-paredes" não faz grande sentido, visto que a planta poucas ou nenhumas semelhanças tem com o verdadeiro alecrim (Rosmarinus officinalis). Mais sentido faz o acrescento "de-brácteas-largas" na medida em que chama a atenção para uma das características que podem servir para a distinguir  do seu congénere Phagnalon saxatile, bem mais comum e que também é apodado de "Alecrim-das-paredes" ou "Alecrim-das-paredes-de-brácteas-estreitas".  
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias. Presente em Portugal, o Ph. rupestre tem, no entanto, uma distribuição bem mais limitada do que  o seu congénere Ph. saxatile que pode encontrar-se em todo o território do Continente. Tendo em conta os registos existentes no portal Flora.on, a sua presença está, aparentemente, limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos rochosos, pedregosos, secos, taludes, muros e paredes, geralmente sobre solos calcários.
Floração: de Março a Junho
(Local e data: Serra da Arrábida; 7- Abril - 2014)

domingo, 5 de abril de 2015

Macela-espatulada (Lepidophorum repandum)





Macela-espatulada [Lepidophorum repandum (L.) DC]
Erva anual ou vivaz (tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito) com caule simples ou escassamente ramificado, com folhas basais curtamente pecioladas, as caulinares sésseis, todas mais ou menos espatuladas e com margens dentadas/serradas; capítulos compridamente pedunculados, com flores marginais com lígulas amarelas, femininas, as do disco desprovidas de lígulas e hermafroditas.
Distribuição: é mais um endemismo ibérico, Em Portugal é mais frequente o seu aparecimento nas regiões Norte e Centro, mas não é de excluir a sua presença em todo o terriotório do Continente, dado que há notícias que a dão como presente no Sul de Espanha (Província de Cádis), quando era suposto, até há pouco, que a sua distribuição estivesse limitada ao Oeste e Noroeste da Península.
Ecologia/habitat: em geral, em terrenos algo húmidos e sombrios.
Floração: De Março a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida,; 4 - Abril - 2015)
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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Escamédrio (Nothobartsia asperrima)



Escamédrio [Nothobartsia asperrima (Link) Benedí & Herrero] 
Arbusto ou subarbusto, semi-parasita (tipo biológico: caméfito; epífito) com caule erecto (40 a 70 cm de altura), ramificado desde a base.
Família: Orobanchaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Península Ibérica e Norte de Marrocos. Presença em Portugal limitada ao território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho).Inexistente, pois, quer nos Açores, quer na Madeira. 
Ecologia/habitat: Matagais e clareiras de bosques a altitudes entre 150 e 1100m.
Floração: de Julho a Setembro.
(Local e data: Serra do Louro - Arrábida; 27 - Março - 2015)
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quinta-feira, 26 de março de 2015

Asperula aristata subsp. scabra



Asperula aristata L.f. subsp. scabra (J.Presl & C.Presl ex Lange) Nyman 
Erva perene, multicaule, com caules erectos ou ascendentes que podem alcançar até 65 cm.
Tipo biológicohemicriptófito;
FamíliaRubiaceae;
Distribuição: Centro Sul e Sul da Europa; Norte de África, com excepção do Egipto. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente. Todavia, atendendo aos escassos registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on) dir-se-ia que não é, aparentemente, muito comum.
Ecologia/habitat:  em matagais, clareiras de bosques, taludes e bermas de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos ou arenosos de origem calcária, dolomítica e margosa, ou em formações de gesso. Menos frequente em terrenos xistosos.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data: Serra da Arrábida;  1 - Junho - 2011]
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domingo, 8 de março de 2015

Alyssum simplex



Alyssum simplex Rudolphi
Tal como tantas outras, estamos perante uma espécie que merece figurar numa galeria de plantas-miniatura, pois não tem, com frequência, senão uns escassos centímetros, sujeitando-se com frequência a servir de tapete ao passante que, tantas vezes, nem da sua presença se apercebe.
Trata-se de uma planta anual (tipo biológico: terófito) verde cinza, com indumento de pêlos estrelados, com caule simples ou ramificado. flores com pétalas amarelas dispostas em inflorescências que se vão dilatando enquanto dura a floração. Uma característica que permite uma fácil distinção relativamente a outras espécies do mesmo género que ocorrem em Portugal e, em particular em relação às designadas por A. minutumA. granatense e A. alyssoides  é a existência de sépalas que cedo se desprendem da planta, ao contrário do que sucede no caso destas outras que possuem sépalas persistentes durante a frutificação.
Família: Brassicaceae.
Distribuição: Sul da Europa; Norte de África, Próximo Oriente. Em Portugal, há registo de ocorrências dispersas por boa parte do território do Continente, incluindo no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Alta e Trás-os-Montes. Inexistente nos Açores e na Madeira;
Ecologia/habitat; locais abertos e ensolarados, frequentemente em terrenos rochosos ou pedregosos, sobre substrato calcário, granítico ou xistoso, a altitudes até 1500m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Março - 2015 )