sexta-feira, 4 de julho de 2014

Teucrium haenseleri

 




Teucrium haenseleri Boiss. 
Subarbusto com 15 a 40 cm, (tipo biológico: caméfito) da família Lamiaceae, com caules hirsutos ou pubescentes, erectos, por vezes ascendentes e outras vezes prostrados, com folhas sésseis dispostas em verticilos de 3 ou 4.
Distribuição: é um endemismo ibérico com distribuição limitada ao Centro, Sul e Sudoeste da Península. Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura. 
Já agora refira-se que na Arrábida é uma espécie bastante comum.
Ecologia/habitat: clareiras de matagais e de bosques, encostas pedregosas, bermas de caminhos, sobre solos calcários, ultrabásicos, xistosos, ou arenosos.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10/24 - Maio - 2014)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vide-branca (Clematis campaniflora)








Vide-branca (Clematis campaniflora Brot.)
Planta trepadora da família Ranunculaceae com caules lenhosos, sarmentosos; folhas, em geral, bi-penatissectas, com segmentos de última ordem oval-lanceolados, inteiros; flores acampanuladas, solitárias ou agrupadas em cimeiras lassas.
Distribuição: é um endemismo ibérico com distribuição limitada ao centro e oeste da Península. Em Portugal não é, aparentemente, muito comum. Em todo o caso é dado como presente em quase todo o território do Continente. O Algarve é a única excepção.
Ecologia/habitat: matagais e sebes vivas, frequentemente em vales e na proximidade de cursos de água. 
Floração: de Maio a Julho (Agosto).
(Local e data: Serra da Arrábida; 24- Maio / 4 - Junho - 2014)
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Carvalhinha (Teucrium chamaedrys)







Carvalhinha * (Teucrium chamaedrys L.)
Subarbusto de pequenas dimensões (10 a 20 cm.) da família Lamiaceae (tipo biológico: caméfito) com crescimento cespitoso; com folhas, em geral, com margens crenadas e flores com corola unilabiada de cor púrpura agrupadas (2 a 6) em verticilastros em número variável.
Distribuição: Região Mediterrânica; centro da Europa e Ilhas Britânicas; Sudoeste da Ásia; Argélia e Marrocos, no Norte de África. Em Portugal faz companhia a cerca de uma dezena e meia de outras espécies do mesmo género, incluindo duas que são endemismos portugueses (Teucrium vicentinum e Teucrium salviastrum), mas, aparentemente, não é muito comum. A Flora Ibérica dá a sua ocorrência como certa nas antigas províncias da Beira Alta e da Beira Baixa e como duvidosa na Beira Litoral e na Estremadura. No entanto, o portal da SPBotânica (Flora.on) não regista, até agora, qualquer ocorrência naquelas duas primeiras províncias.
Ecologia/habitat: Prados e matagais abertos de montanha; clareiras de bosques; rochedos e encostas solarengas; taludes e bermas de caminhos, em solos calcários ou margosos, a altitudes entre 400 e 2400m.
Floração: de Maio a Setembro.
*Outros nomes comuns:Erva-carvalhinha; Erva-carvalha; Carvalho-pequeno; Camédrios
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 24 - Maio - 2014)
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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bela-luz (Thymus mastichina)





Bela-luz ou Tomilho-alvadio (Thymus mastichina L.)
Pequeno arbusto, muito aromático (tipo biológico: caméfito) da familia Lamiaceae, com caule (50 a 80 m) muito ramificado, erecto ou ascendente.
Distribuição: endemismo ibérico que, em Portugal, se distribui por quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: aparentemente indiferente à natureza do substrato, pois encontra-se em solos formados pela desagregação quer de rochas graníticas, quer de rochas xistosas ou calcárias, surge, no entanto habitualmente, em  terrenos pedregosos, secos,  na berma de estradas, em clareiras de matos e de bosques e em campos de cultivo abandonados ou em pousio, a altitudes entre os 5 e os 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 Maio - 2014)
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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Crupina-comum (Crupina vulgaris)





Crupina-comum  (Crupina vulgaris Pers. ex Cass.)

Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Asteraceae (Compositae). 
Planta de reduzidas dimensões (20 a 50 cm) com caule erecto, ramificado na parte superior; folhas caulinares sésseis, penatissectas, com segmentos lineares denticulados; flores (3 a 5) agrupadas em capítulos cilíndricos ou ovóides protegidos por brácteas involucrais oblongo-lanceoladas, desiguais, de cor verde com tons de púrpura.
Distribuição:  originária do Sul e Centro da Europa e Região Mediterrânica, entretanto naturalizada noutras partes do globo, como, p.e., os Estados Unidos da América, onde lhe é dado o tratamento de planta invasora. 
Em relação à sua distribuição em Portugal, atentando nos registos existentes no Portal da SPBotânica (Flora.on) poder-se-á concluir que, não sendo, aparentemente, uma espécie particularmente abundante,  ela distribui-se, de forma irregular, por quase todo o território do Continente. Digo "aparentemente", porque a sua reduzida dimensão e o habitat não favorecem o seu fácil avistamento.
Ecologia/habitat: pastagens e clareiras de matos, em terrenos secos e pedregosos a  altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida: 23 - Abril - 2014)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Penachos - Erva-toira (Orobanche crenata)



Designação comum: Penachos, ou Brincalheta. Também é designada por Erva-toira, nome comum a outras espécies do género Orobanche;
Designação científica: Orobanche crenata Forssk.;
Família: Orobanchaceae;
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África e Sudoeste da Ásia, não se excluindo a eventualidade de ter sido introduzida noutras regiões;
Plantas hospedeiras: Como é sabido, as plantas do género Orobanche não possuem clorofila, pelo que para se alimentarem e se desenvolverem são forçadas a parasitar outras plantas (as hospedeiras). No caso da Orobanche crenata é voz comum que as plantas por ela parasitadas são geralmente leguminosas (Fabaceae).

sábado, 12 de abril de 2014

Muscari neglectum





Muscari neglectum Ten.
Erva vivaz, bulbosa (tipo fisionómico: geófito) de pequenas dimensões (até cerca de 20 cm de altura). 
Família: Asparagaceae.
Diistribuição: Europa Central, do Sul e do Leste, Cáucaso, Oeste da Ásia e Norte de África. Em Portugal, a sua ocorrência está limitada ao Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira litoral e Alto Douro.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra do Risco -  Arrábida; 11 - Abril -2014)
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domingo, 6 de abril de 2014

Erva-do-salepo (Orchis morio)




Erva-do-salepo *(Orchis morio L.**)
Erva vivaz com 2 ou 3 raízes tuberosas (tipo biológico: geófito) da famíliaOrchidaceae, com hastes florais que podem atingir até cerca de 30 cm.
Distribuição: grande parte da Europa (até ao sul da Noruega), Oeste da Ásia e Marrocos. Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, mas ausente nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores. No Continente, as excepções no que respeita ao seu aparecimento, serão as regiões do Minho e Douro Litoral e também, provavelmente, o Alto Alentejo.
Ecologia/habitat: Prados de sequeiro, clareiras de matos, orlas de bosques, frequentemente em lugares soalheiros, sobre qualquer tipo de substrato, mas, aparentemente, com preferência por solos calcários e argilo-xistosos.
Floração: de Março a Junho
*Outros nomes comuns: Testículos-de-cão; Fatua.
** SinonímiaAnacamptis morio (L.) R. M. Bateman, Pridgeon et M. W. Chase;Orchis champagneuxii Barnéoud; Orchis picta Loisel. var. champagneuxii(Barnéoud) Mendonça et Vasc.; Orchis morio L. subsp. picta (Loisel.) Rchb. var. champagneuxii (Barnéoud) P. Cout.; Orchis morio L. subsp. picta (Loisel.) Rchb. var. genuina P. Cout.; Orchis morio L. var. picta (Loisel.) Rchb.;
(Local e datas: Cabo Espichel - Arrábida;  13 - Março - 2014)

terça-feira, 1 de abril de 2014

Salva-do-sul (Salvia sclareoides)

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Salva-do-sul *(Salvia sclareoides Brot.)
Erva vivaz (tipo biológico: proto-hemicriptófito) viloso-glandulosa, de caules (15 a 50 cm) erectos, simples ou escassamente ramificados; folhas basilares ovado-oblongas, com margens crenadas ou serradas, com superfície rugosa, com "bolhas"; as caulinares, pouco numerosas, mais pequenas, sésseis; flores com corola tubular, bilabiada, de cor púrpura ou violácea, raramente branca, dispostas (3 a 6) em número variável de verticilastros em inflorescência racemosa.
Distribuição: É um endemismo ibérico que ocorre apenas no Sudoeste da Península, com presença limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral, do lado de cá da fronteira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados, ou incultos, frequentemente pedregosos, sobre solos calcários, margosos ou argilosos.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Esclareia-bastarda; Salva-viscosa-dos-montes.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 30 - Abril - 2012 (foto 7) 15 - Abril - 2011 (foto 5); 8 - Março - 2014 (fotos restantes)]