terça-feira, 13 de outubro de 2015

Urze-das-vassouras (Erica scoparia subsp. scoparia)




Urze-das-vassouras (Erica scoparia L. subsp. scoparia)
Arbusto (tipo biológico: fanerófito), por norma com 1 a 2,5m de altura, podendo eventualmente elevar-se até aos 4 m; folhas lineares, revolutas, agrupadas  (3 a 4) em verticilos; flores em que se destaca a corola semifendida, de cor amarelada ou esverdeada e o estigma em forma de disco de cor púrpura ou avermelhado.
Família: Ericaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental.
Em Portugal, ainda que de forma descontínua, distribui-se por quase todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matagais e bosques, em solos frescos e pouco compactos, de natureza siliciosa, a altitudes até 1600m.
Floração: de Fevereiro a Julho
(Local e datas: Serra da Arrábida;  Abril /  Maio - 2015 )

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Abrótea (Asphodelus serotinus)






Designação científicaAsphodelus serotinus Wolley-Dod 
Nomes comuns: Abrótea, Abrótea-da-primavera, Abrótega, Gamões, Gamoneira, além de outros.
FamíliaXanthorrhoeaceae;
Tipo biológicoGeófito;
DistribuiçãoEndemismo ibérico, com ocorrência mais frequente no Centro e Ocidente da Península Ibérica. Raro no Norte. 
 Em Portugal encontra-se em grande parte do território do Continente (Algarve; Alto e Baixo Alentejo; Estremadura, Ribatejo;  Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral e Trás-os-Montes). 
Ecologia/habitat:  clareiras de bosques, charnecas e matagais; terrenos de pastagem e taludes, sobre solos de diversa composição (ardósia, xistos, granitos, arenitos e mesmo calcários) a altitudes até aos 1240m. 
Floração: de Março a Junho.
Obs.: Erva perene, rizomatosa, com 80 a 180cm de altura, aos olhos do leigo, é muito semelhante às demais espécies do género Asphodelus que ocorrem em Portugal, se exceptuarmos a espécie baptizada de Asphodelus fistulosus que tem umas "vestes" muito diferentes das restantes. Para distinguir o A. serotinus recomenda o portal Flora.on que se preste atenção aos frutos "muito brilhantes e algo pegajosos" e "em forma de pêra invertida, isto é, estreitando para a base".
(Local e data: Serra da Arrábida;  5 Maio - 2015)

sábado, 19 de setembro de 2015

Limodoro-mal-feito (Limodorum abortivum)




Limodoro-mal-feito [Limodorum abortivum (L.) Sw.]


Planta da família Orchidaceae, nativa da Europa, ditribuindo-se desde Portugal, a Oeste, até ao Cáucaso, a Leste, e do Mediterrâneo, a Sul, até à Belgica, a Norte, sendo que é mais abundante no Sul do que a Norte, onde surge raramente. No Sul, floresce de Abril a Maio, podendo, no Norte, a floração ir até Julho.  

(Local e data: Serra da Arrábida;6-Maio-2015)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Erva-das-disenterias (Pulicaria dysenterica)



Erva-das-disenterias, ou Erva-de-São-Roque [Pulicaria dysenterica (L.) Bernh. *]  
Erva rizomatosa, perene (tipo biológico: hemicriptófito), pubescente ou tomentosa, com caules mais ou menos erectos, geralmente muito ramificados que podem elevar-se até cerca de 1 m.
Família: Asteraceae;
Distribuição: grande parte da Europa (Centro, Sul e Oeste), Ásia Menor e Norte de África (Argélia e Marrocos).
Em Portugal Continental encontra-se nas regiões mais próximas do litoral, desde o Minho até ao Baixo Alentejo, estando, ao que parece, ausente das regiões do interior.
Ecologia/habitat: em geral, desenvolve-se em lugares húmidos ou encharcados, na orla de cursos de água, valas, lagos, lagoas e terrenos pantanosos.
Floração: de Junho a Setembro.
*Sinonímia: Inula dysenterica L. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 -Julho - 2015)

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Solenopsis laurentia

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Solenopsis laurentia (L.) C.Presl *
Erva anual (tipo biológico: terófito) em geral, glabra. diminuta (6 a 20 cm, segundo a Flora Iberica, embora os exemplares que tenho observado apresentem menor dimensão a ponto de ser difícil obter fotos com alguma qualidade), com caule erecto; folhas inteiras ou levemente serrilhadas, curtamente pecioladas, solitárias ou dispostas em grupos de 2 a 4; flores solitárias, servidas de pecíolos compridos conquanto pouco consistentes. A corola apresenta dois lábios desiguais de cor branca a azulada.
Família: Campanulaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica. 
Segundo a fonte já citada, a espécie distribui-se em Portugal por todo o território do Continente, com excepção de Trás-os-Montes. Os registos existentes no portalFlora.on apontam, no entanto, para uma presença mais limitada, visto que os avistamentos registados se concentram nas regiões a sul do Tejo ou em regiões situadas a norte mas confinantes com o mesmo rio.
A espécie é inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: locais húmidos nas margens de pequenos cursos de água; terrenos encharcados mesmo que temporariamente, situados, em qualquer dos casos,  a altitudes até 700m.
Floração: de Março a Julho.
*Sinonímia: Lobelia laurentia L. (Basónimo)
[Local e datas: Serra da Arrábida; 17- Abril - 2015 (foto 1); 6 -Maio - 2015 (fotos 3 e4); 16 - Maio - 2015 (fotos 2 )]
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terça-feira, 4 de agosto de 2015

Salgueirinha (Lythrum salicaria)








Salgueirinha* (Lythrum salicaria L.)
Erva vivaz, da família Lythraceae, com ampla distribuição a nível do globo, tendo direito, a esse título, a ser considerada como planta cosmopolita. Desenvolve-se, geralmente, nas margens de cursos de água e em relvados húmidos. Em Portugal encontra-se distribuída praticamente por todo o país, incluindo na Serra da Arrábida, onde, todavia, não parece ser uma espécie muito abundante.
Possui caule tubular, erecto, com frequência muito ramificado, que pode atingir mais de 2 metros de altura; folhas inteiras, sésseis, de lineares a lanceoladas, geralmente opostas, as superiores por vezes alternas; flores com 5-6 pétalas de cor entre o violeta e o púrpura, dispostas em espigas compridas (até 40 cm) e terminais. 
Floração: de Abril a Agosto;
* Outras designações comuns: Erva-carapau; Salicária; Salgueira.
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 - Julho - 2015)

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Falsa-verónica (Kickxia spuria subsp. integrifolia)







Falsa-verónica * [Kickxia spuria (L.) Dumort. subsp. integrifolia (Brot.) R.Fern. **]
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Plantaginaceae, com denso revestimento de pêlos tectores compridos e macios e glandulares curtos, que apresenta caules ramificados desde a base, decumbentes ou prostrados, não radicantes nos nós, que podem atingir até 60cm; folhas inteiras, ovadas, suborbiculares ou ovado-lanceoladas; flores com corola (10 a 16 mm) tubular, bilabiada, com o lábio inferior de cor amarela intensa.
Distribuição: Região Mediterrânica; sul e oeste da Europa, sudoeste da Ásia; arquipélagos dos Açores e das Canárias. Em Portugal, além da presença nos Açores, há indicações da sua ocorrência no Algarve, Alto Alentejo, Beira Litoral e Estremadura.
Ecologia/habitat: Terrenos cultivados e incultos, bermas de estradas e caminhos, em solos pedregosos, argilosos ou, preferentemente, calcários, a altitudes até 1200m.
Floração: de Junho a Outubro.
*Outros nomes comuns: Linária-bastarda, Falsa-verónica-da-Alemanha;
** Sinonímia: Antirrhinum spurium var. integrifolium Brot. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 - Julho - 2015)

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Cardo-das-vinhas (Cirsium arvense)




Cardo-das-vinhas [(Cirsium arvense (L.) Scop.] também conhecido pelas designações comuns de Cardo-hemorroidal Cardo-rasteiro é uma planta da família Asteraceae,  nativa da Europa, mas já naturalizada noutras paragens, sendo considerada como planta invasora nalguns países da América do Norte e do Sul, onde foi introduzida. Em Portugal, esta planta distribui-se por quase todo o território e tanto pode surgir espontânea em terrenos incultos, como em terrenos cultivados, sendo que não é fácil a sua erradicação, mesmo com a utilização, a meu ver, pouco recomendável, de produtos químicos.
(Local e data: Serra do Louro - Arrábida; 16 - Junho - 2015)

sábado, 20 de junho de 2015

Erva-dos-unheiros (Chaetonychia cymosa)


Erva-dos-unheiros * Chaetonychia cymosa (L.) Sweet  

Erva anual (tipo biológico: terófito)  de pequeno porte, da família Caryophyllaceae, de caules erectos, embora, dada a pequena altura, possa,  por vezes, dar a ideia de que se trata de caules mais ou menos prostrados, com folhas carnudas, opostas, lineares, quase cilíndricas, terminadas em ponta fina; flores desprovidas de pétalas, mas com sépalas externas (3) maiores que as internas (2).
Distribuição: Península Ibérica; Sul de França, Córsega, Sardenha, Marrocos e Tunísia. Em Portugal, embora não seja uma espécie muito comum, distribui-se por todo o território do Continente.
Ecologia/ habitat: em clareiras em solos arenosos e ácidos, a altitudes até aos 1400m.
Floração: de Abril a Julho.
* Outros nomes comuns: Paroníquia-de-flores-empinadas;Rato-castanho;
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Maio - 2015))
(Clicando sobre as imagens, amplia) 

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pterocephalidium diandrum








Pterocephalidium diandrum (Lag.) G.López 
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Dipsacaceae, com caule erecto que pode elevar-se até 70 cm, ramificado na parte superior; folhas penatissectas, com segmentos lineares ou filiformes; flores com corola diminuta de cor rosa violeta, reunidas em capítulos com 6 a 14 mm de diâmetro que surgem no termo de pedúnculos compridos (até 20cm).
Trata-se de uma planta muito discreta que, quando isolada, pode passar facilmente despercebida, mas, uma vez avistada, torna-se facilmente reconhecível porque as flores e frutos apresentam um apêndice curvo, "claramente excerto da inflorescência" (fonte) que permite facilmente distingui-la de outras espécies da mesma família.
Distribuição: é mais um endemismo ibérico. Do lado de cá da fronteira com Espanha encontra-se no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: pastagens e clareiras de matos em solos secos e pobres em bases, a altitudes até 1300m.
Floração: de Maio a Agosto.
(Local e data:  Serra da Arrábida; 16 - Maio  - 2015)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Pycnocomon intermedium








Pycnocomon intermedium (Lag.) Greuter & Burdet   
Erva perene (tipo biológico: caméfito) da família Dipsacaceae, frequentemente multicaule, com caules mais ou menos erectos, ramificados, que podem atingir até 90 cm; folhas com formas diversas, desde penatipartidas ou penatissectas a inteiras; flores desiguais (as externas com maiores dimensões), todas com corola geralmente rosada, agrupadas em capítulos localizados no extremo de longos pedúnculos.
Distribuição: é um endemismo ibérico que ocorre no Sul e Sudoeste da Península. Em Portugal está presente no Algarve, Alto e Baixo Alentejo e Estremadura.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem em solos arenosos do litoral e do interior, a altitudes até aos 250m.
Floração: de Abril a Agosto.
[Local e data:  Serra da Arrábida 16 - Maio - 2015)