sexta-feira, 8 de abril de 2016

Coentrinho ou Bico-de-pomba (Geranium dissectum)






Designada, entre nós, por Coentrinho, ou Bico-de-pomba (Geranium dissectum L.) esta planta pertence à família Geraniaceae. Distribui-se pela Europa, Ásia Ocidental e Norte de África, encontrando-se, todavia, já naturalizado noutras regiões, p.e. na Califórnia (EUA). Em Portugal, distribui-se por todo o território do Continente. Encontra-se também com frequência na Arrábida. Ocorre em terrenos incultos, sebes e à beira de caminhos.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Locais e data: Serra do Louro e Serra de S.Luís (Arrábida); 1 - Abril - 2016)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Serapião-de-língua-pequena (Serapias parviflora)


 

 

Serapião-de-língua-pequena (Serapias parviflora Parl. *) 
Erva perene (tipo biológico: geófito) com 2 a 5 tubérculos; caules verdes com 15 a 35 cm; folhas (4 a 8) linear-lanceoladas; inflorescências mais ou menos densas com 3 a 8 flores. Muito semelhante no hábito às suas congénres S. lingua e S. strictiflora, as dúvidas sobre a espécie em presença só são completamente esclarecidas com a observação do formato do labelo e da verificação do número e forma das calosidades existentes no hipoquilo  (2 no caso da S. parviflora e 1 no caso da S. lingua e S. strictiflora (cfr. gravura infra). 
Distribuição: Grande parte da Europa e Canárias. Em Portugal encontra-se em boa parte do território do Continente, sendo, aparentemente, mais vulgar no Centro e Sul.
Ecologia/habitat: pastagens e  clareiras de matos e bosques, a altitudes até 1100m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Junho.
*Sinonímia:  Serapias occultata J. Gay
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril -2016)



(Gravura daqui)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Ésula-redonda (Euphorbia peplus)





Ésula-redonda (Euphorbia peplus L.)
Erva anual, (tipo biológico: terófito) glabra, da família Euphorbiaceae.
Espécie de pequenas dimensões (2 a 20cm) com caules erectos ou ascendentes, pleiocásio com 2 a 8 raios, bifurcado 1 a 8 vezes.
Facilmente identificável durante a frutificação (os frutos - cápsulas - apresentam no dorso sulcos formados pelo estreitamento de duas asas) já o mesmo não acontece antes da frutificação. De facto, no hábito, não difere grandemente da congénere Euphorbia pterococca. Para distinguir as duas espécies, antes daquela fase, sugere o portal da SPBotânica (Flora.on) que se atente na forma dos nectários. Estes surgem na E. pterococca sem apêndices, ao passo que os nectários da E. peplus possuem dois apêndices finos.
Distribuição: planta com ampla distribuição a nível mundial, quer como espécie nativa (Europa, Oeste da Ásia, Norte de África e parte da Macaronésia) quer como espécie introduzida (América, Sul de África e Oceania).
Em Portugal distribui-se, enquanto espécie autóctone, por todo o território do Continente e pelo arquipélago da Madeira e encontra-se também presente no arquipélago dos Açores, onde foi introduzida.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, campos cultivados e em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1600m.
Floração: com maior ou menor intensidade, a floração decorre praticamente ao longo de todo o ano.
[Local e datas: Serra da Arrábida; Janeiro e Fevreiro de 2103 (foto 4); Fevereiro e Março de 2014)

sexta-feira, 4 de março de 2016

Dorycnium rectum






Dorycnium rectum (L.) Ser.*
Erva perene (com 30 a 200cm) algo lenhosa na base, com caules erectos ou ascendentes muito ramificados.
Tipo biológico: Caméfito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, designadamente no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: margens de cursos de águas, preferentemente em substratos básicos, a altitudes até 1300m.
Floração: de Maio a Agosto.
*Sinonímia:Lotus rectus L.(Basónimo
(Local e datas; Alte Arrábida: Junho 2014; Julho 2015)

terça-feira, 1 de março de 2016

Mostarda-branca ou Mostarda (Sinapis alba subsp. mairei)












Mostarda-branca ou Mostarda (Sinapis alba L. subsp. mairei (H.Lindb.) Maire*
Erva anual (tipo biológico: terófito) com caule híspido, ramificado desde a base, que pode atingir até 120cm; folhas pecioladas, penatissectas, com 2 a 3 segmentos laterais lobulados ou penatifendidos; inflorescências formadas por 15 a 50 flores com pétalas amarelas; frutos híspidos, com o rostro por vezes mais largo e tão ou mais comprido que a porção valvar, contendo esta 1 ou 2 sementes. 
Família: Brassicaceae/ Cruciferae;  
Distribuição: Europa, Norte de África e grande parte da Ásia (Região Irano-turaniana). 
A espécie é também cultivada noutras partes do globo, sobretudo, para aproveitamento das suas sementes que são usadas na confecção de um condimento sob a forma de pasta ou creme que é designado, precisamente, por mostarda.
Em Portugal, a subespécie em causa ocorre, como planta autóctone, em  quase todo o território do Continente, mas é inexistente, enquanto tal, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: campos cultivados, incultos, ou em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, e terrenos perturbados, a altitudes desde os 50 até aos 1200m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Sinonímia: Sinapis mairei H.Lindb. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida;  28 - Fevereiro - 2016)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pinheiro-bravo (Pinus pinaster)

Pinheiro-bravo (Pinus pinaster Aiton) é, juntamente, com o sobreiro e o eucalipto, uma das espécies com maior área de implantação nas florestas portuguesas. Embora de forma não muito expressiva também se encontra na Arrábida, razão por que merece que se lhe faça aqui uma breve referência, não só porque contribui para o enriquecimento paisagístico da Arrábida, mas também porque se trata de uma espécie com grande importância económica não só pela madeira (com utilizações tão diversas como a indústria de celulose, o fabrico de mobiliário, indústria de aglomerados e construção civil, entre outros) mas também pela resina que dela se extrai (embora esta actividade esteja em regressão) resina que é utilizada no fabrico de tintas, vernizes e aguarrás.
Refira-se entretanto que o pinheiro-bravo se distingue do pinheiro-manso (Pinus pinea), pelo formato da copa (não arredondada) e também pela forma das suas pinhas (mais alongadas) e das folhas (agulhas) que são mais compridas.
Já agora, refira-se que o pinhão do pinheiro-bravo, embora comestível e saboroso, não é, no entanto, aproveitado economicamente, ao contrário do que sucede com o pinhão do pinheiro-manso, dadas as suas reduzidas dimensões.
Classificação: O pinheiro-bravo pertence à Divisão: Pinophyta; Classe: Pinopsida; Ordem: Pinales; Família: Pinaceae; Género: Pinus; Espécie: Pinus pinaster.
(Local e data: Serra da Arrábida; 13 - Janeiro - 2016)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Rabo-de-raposa (Stachys ocymastrum)


Rabo-de-raposa [Stachys ocymastrum (L.) Briq.]
Planta, da família Lamiaceae, conhecida vulgarmente pela designação (não exclusiva da espécie) de Rabo-de-raposa é originária da Região Mediterrânica, Portugal incluído, ocorrendo em zonas com alguma humidade, em terrenos baldios, incultos e à beira dos caminhos.
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015)
(Clicando nas imagens, amplia) 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O regresso das orquídeas

Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum ( Loisel. ) P. Delforge]
[Sinónimo: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
(Local e data: Serra da Arrábida; 4 - Fevereiro - 2016)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Erucastrum nasturtiifolium subsp. nasturtiifolium





Erucastrum nasturtiifolium (Poir.) O.E.Schulz subsp. nasturtiifolium 
Erva bienal, eventualmente perene (tipos biológicoscaméfito ou hemicriptófito) da família BrassicaceaeCruciferae, com caules erectos, com 30 a 100cm; folhas penatissectas com segmentos inteiros ou penatifendidos; flores (com limbo obovado, de cor amarela) agrupadas (10 a 70) em inflorescências em cacho.
Distribuição: Sul da Europa.
Presente em Portugal no território do Continente, com ocorrência, ao que parece, circunscrita ao Cabo Espichel e Serra da Arrábida, embora tal facto se mostre algo estranho, pois, como observa Miguel Porto  (cfr. aqui) o habitat onde surge é replicado (aparentemente) noutras zonas do país. 
Ecologia/habitat: relvados nitrófilos, vinhedos, olivais, matagais e pastagens em locais secos, com frequência pedregosos, a altitudes até 1400m .
Floração: de Abril a Julho.
SinonímiaSinapis nasturtiifolia Poir. in Lam. (Basónimo)
(Local e data:  Serra da Arrábida; 28 - Maio 2012)

sábado, 19 de dezembro de 2015

Piteira (Agave americana)

(1)

(2)

(3)

(4)
Planta suculenta da família Agavaceae, conhecida em Portugal sob os nomes comuns de Piteira ou Pita (designação científica: Agave americana L.) é originária do México, encontrando-se actualmente distribuída por vários continentes e por numerosos países, incluindo Portugal, expansão que ficou a dever-se, certamente, quer à sua utilização como planta ornamental, quer ao uso na construção de sebes.
Na Arrábida é bastante comum, podendo encontrar-se duas variedades desta espécie: a A. a. americana (fotos 1, 2 e 3) e a A. a. marginata (foto 4).

domingo, 8 de novembro de 2015

Arruda ou Arrudão (Ruta montana)





Arruda ou Arrudão [Ruta montana (L.) L.]
Erva perene, lenhosa na base, com caule erecto que pode elevar-se até cerca de 80 cm.
Tipo biológicocaméfito:
FamíliaRutaceae;
Distribuição: Sul da Europa, Ásia Menor (Anatólia) e Noroeste de África.
Em Portugal distribui-se, ainda que de forma descontínua, por todo o território do Continente. 
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques e de matagais; terrenos de pastagem; geralmente em locais secos, pedregosos e soalheiros, a altitudes até 1600m. Indiferente à composição do solo. 
Floração: de Maio a Setembro.
SinonímiaRuta graveolens var. montana L. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Junho - 2105)