terça-feira, 7 de abril de 2015

Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas (Phagnalon rupestre)



Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas [Phagnalon rupestre (L.) DC.]
Pequeno arbusto (10 a 40 cm) (tipo biológico: caméfito) da família Asteraceae, com caules ascendentes, revestidos de tomento branco, denso, com frequência ramificados desde a base; folhas alternas, levemente onduladas e com margens, por vezes, revolutas,  revestidas, tal como o caule, de tomento branco, sobretudo, na página inferior; flores agrupadas em capítulos ovóides, solitários, longamente pedunculados.
A suposta designação vulgar de "Alecrim-das-paredes" não faz grande sentido, visto que a planta poucas ou nenhumas semelhanças tem com o verdadeiro alecrim (Rosmarinus officinalis). Mais sentido faz o acrescento "de-brácteas-largas" na medida em que chama a atenção para uma das características que podem servir para a distinguir  do seu congénere Phagnalon saxatile, bem mais comum e que também é apodado de "Alecrim-das-paredes" ou "Alecrim-das-paredes-de-brácteas-estreitas".  
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias. Presente em Portugal, o Ph. rupestre tem, no entanto, uma distribuição bem mais limitada do que  o seu congénere Ph. saxatile que pode encontrar-se em todo o território do Continente. Tendo em conta os registos existentes no portal Flora.on, a sua presença está, aparentemente, limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos rochosos, pedregosos, secos, taludes, muros e paredes, geralmente sobre solos calcários.
Floração: de Março a Junho
(Local e data: Serra da Arrábida; 7- Abril - 2014)

domingo, 5 de abril de 2015

Macela-espatulada (Lepidophorum repandum)





Macela-espatulada [Lepidophorum repandum (L.) DC]
Erva anual ou vivaz (tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito) com caule simples ou escassamente ramificado, com folhas basais curtamente pecioladas, as caulinares sésseis, todas mais ou menos espatuladas e com margens dentadas/serradas; capítulos compridamente pedunculados, com flores marginais com lígulas amarelas, femininas, as do disco desprovidas de lígulas e hermafroditas.
Distribuição: é mais um endemismo ibérico, Em Portugal é mais frequente o seu aparecimento nas regiões Norte e Centro, mas não é de excluir a sua presença em todo o terriotório do Continente, dado que há notícias que a dão como presente no Sul de Espanha (Província de Cádis), quando era suposto, até há pouco, que a sua distribuição estivesse limitada ao Oeste e Noroeste da Península.
Ecologia/habitat: em geral, em terrenos algo húmidos e sombrios.
Floração: De Março a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida,; 4 - Abril - 2015)
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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Escamédrio (Nothobartsia asperrima)



Escamédrio [Nothobartsia asperrima (Link) Benedí & Herrero] 
Arbusto ou subarbusto, semi-parasita (tipo biológico: caméfito; epífito) com caule erecto (40 a 70 cm de altura), ramificado desde a base.
Família: Orobanchaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Península Ibérica e Norte de Marrocos. Presença em Portugal limitada ao território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho).Inexistente, pois, quer nos Açores, quer na Madeira. 
Ecologia/habitat: Matagais e clareiras de bosques a altitudes entre 150 e 1100m.
Floração: de Julho a Setembro.
(Local e data: Serra do Louro - Arrábida; 27 - Março - 2015)
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quinta-feira, 26 de março de 2015

Asperula aristata subsp. scabra



Asperula aristata L.f. subsp. scabra (J.Presl & C.Presl ex Lange) Nyman 
Erva perene, multicaule, com caules erectos ou ascendentes que podem alcançar até 65 cm.
Tipo biológicohemicriptófito;
FamíliaRubiaceae;
Distribuição: Centro Sul e Sul da Europa; Norte de África, com excepção do Egipto. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente. Todavia, atendendo aos escassos registos existentes no portal da SPBotânica (Flora.on) dir-se-ia que não é, aparentemente, muito comum.
Ecologia/habitat:  em matagais, clareiras de bosques, taludes e bermas de estradas e caminhos, em terrenos pedregosos ou arenosos de origem calcária, dolomítica e margosa, ou em formações de gesso. Menos frequente em terrenos xistosos.
Floração: de Maio a Agosto.
[Local e data: Serra da Arrábida;  1 - Junho - 2011]
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domingo, 8 de março de 2015

Alyssum simplex



Alyssum simplex Rudolphi
Tal como tantas outras, estamos perante uma espécie que merece figurar numa galeria de plantas-miniatura, pois não tem, com frequência, senão uns escassos centímetros, sujeitando-se com frequência a servir de tapete ao passante que, tantas vezes, nem da sua presença se apercebe.
Trata-se de uma planta anual (tipo biológico: terófito) verde cinza, com indumento de pêlos estrelados, com caule simples ou ramificado. flores com pétalas amarelas dispostas em inflorescências que se vão dilatando enquanto dura a floração. Uma característica que permite uma fácil distinção relativamente a outras espécies do mesmo género que ocorrem em Portugal e, em particular em relação às designadas por A. minutumA. granatense e A. alyssoides  é a existência de sépalas que cedo se desprendem da planta, ao contrário do que sucede no caso destas outras que possuem sépalas persistentes durante a frutificação.
Família: Brassicaceae.
Distribuição: Sul da Europa; Norte de África, Próximo Oriente. Em Portugal, há registo de ocorrências dispersas por boa parte do território do Continente, incluindo no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Alta e Trás-os-Montes. Inexistente nos Açores e na Madeira;
Ecologia/habitat; locais abertos e ensolarados, frequentemente em terrenos rochosos ou pedregosos, sobre substrato calcário, granítico ou xistoso, a altitudes até 1500m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Março - 2015 )

sábado, 7 de março de 2015

Marroio-branco (Marrubium vulgare)







 
Marroio-branco * (Marrubium vulgare L.)
Pequeno arbusto (18 a 80 cm), perene, multicaule (tipo biológico: hemicriptófito), da família Lamiaceae
Distingue-se das espécies suas congéneres pela morfologia do cálice, em geral com 10 com dentes encurvados e pela cor da corola (esbranquiçada ou creme)
Distribuição: espécie originária de quase toda a Europa e do Norte de África, entretanto introduzida e naturalizada em quase todo o globo. No que respeita a Portugal, ocorre enquanto espécie autóctone em todo o território do Continente e na Madeira e como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: locais abandonados, relvados em  clareiras de matos, terrenos incultos, perturbados e nitrificados e bermas de caminhos, a altitudes até 1500m. Indiferente à composição do solo, aparecendo, no entanto, com frequência em terrenos calcários ou margosos.
Floração: de Março a Outubro
Outras designações comuns: Erva-virgem;  Marroio; Marroio-vulgar; Marroio-de-França
(Local: Serra da Arrábida, em várias  datas) 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Couve-bastarda (Crambe hispanica)








Couve-bastarda (Crambe hispanica L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) glabra, glabrescente, ou mais ou menos híspida, cujo caule (50 a 150cm), se apresenta com frequência muito ramificado; folhas lirado-penatissectas, com o segmento terminal muito maior que os segmentos laterais que, por vezes, mais se parecem com pequenos apêndices; flores com pétalas (4, como é de norma nas plantas da família Brassicaceae/Cruciferae), em geral, brancas.
Distribuição; Sul da Europa e Norte de África. Em Portugal, embora, aparentemente, não seja muito comum, distribui-se por boa parte do território do Continente, podendo encontrar-se, designadamente, no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: em locais pedregosos, abrigados e com humidade assegurada, em fissuras de rochas, sobre substrato silicioso ou calcário, a altitudes que podem ir desde as dezenas de metros acima do nível do mar até aos 700m.
 Floração : de Março a Julho.
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 13 - Março a 28 - Maio -2014)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Paliteira (Ammi visnaga)



Paliteira * [Ammi visnaga (L.) Lam.]
Erva anual ou bienal, glabra, (tipo fisionómico: terófito), da família Apiaceae, com caule (geralmente com 40  a 100 cm de altura), robusto, algo suculento, normalmente ramificado; com folhas bi-penatissectas, ou tri-penatissectas, com segmentos de última ordem, estreitos, com margem inteira e aproximadamente lineares; e com flores, com pétalas brancas, agrupadas em inflorescências em forma de umbela composta de umbélulas.
Nativa da Região Mediterrânica, trata-se duma espécie que é cultivada nalguns países, supostamente devido à sua utilização na higiene oral e também em fitoterapia, por, alegadamente, os seus componentes terem acção anti-espasmódica e efeito bronco-dilatador. Tenha sido, ou não, essa razão, o facto é que foi introduzida como planta cultivada noutras regiões do globo, designadamente na América do Norte, onde, entretanto, se naturalizou.
Em Portugal, ocorre segundo esta fonte, no Alto Alentejo, Estremadura, Beira Litoral e Minho e também, tendo em conta a minha própria observação, na Península de Setúbal.
Habitat em terrenos cultivados, incultos ou em pousio, à beira de caminhos e mesmo em terrenos recentemente revolvidos e perturbados. 
Floração: de Maio a Setembro
*Outros nomes comuns: Bisnaga-das-searasFuncho-silvestreNinhos-de-perdiz.
(Local e data: Serra de S. Luís -  Arrábida; 2e - Maio - 2012)
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Alho-porro-bravo (Allium ampeloprasum)





Alho-porro-bravo *(Allium ampeloprasum L.)
Erva perene, bulbosa (tipo biológico: geófito) com bolbo ovóide ou globoso, com 1 a 30 bolbilhos; caule circular maciço que pode atingir mais de 1 m de altura; folhas dispostas na metade inferior do caule, glabras, sésseis, com uma bainha membranosa envolvendo o caule; flores, em geral, numerosas, ovóides, por vezes substituídas por bolbilhos, agrupadas em inflorescências esféricas ou semi-esféricas, densas.  
Distribuição: Sul da Europa (desde a Península Ibérica até aos Balcãs); Norte de África (desde Marrocos até ao Egipto); Oeste da Ásia (Turquia, Cáucaso e Iraque). Como espécie introduzida encontra-se na Austrália e América do Sul e do Norte.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Alta, Beira Baixa, Estremadura, Ribatejo e Trás-os-Montes e, como planta introduzida, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: Clareiras de bosques e de matagais, prados, locais rochosos, dunas, campos cultivados e baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200m.
Floração: de Abril a Julho.
Nota: É comestível. O designado Alho-francês ou Alho-porro  (A. ampeloprasum var. porrum) não passa, ao que parece, duma variedade cultivada do A. ampeloprasum.
*Outros nomes comuns: Alho-de-verãoAlho-PorroAlho-bravoAlho-francêsChalotas.
[Local e datas: Serra da Arrábida;  Maio - 2012) 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Fumana thymifolia







Fumana thymifolia (L.) Spach ex Webb
Pequeno arbusto, glanduloso, muito ramificado, com ramos ascendentes ou erectos que podem atingir cerca de 30cm.
Tipo biológico: caméfito;
Família: Cistaceae;
Distribuição: toda a Região Mediterrânica. Em Portugal está presente apenas no território do Continente, distribuindo-se pelo Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat; Matagais e tomilhais em locais com boa exposição solar, em terrenos pedregosos ou não, em solos calcários ou descarbonatados, a altitudes até 1200m.
Floração: de Março a Maio.
*Sinonímia: Cistus thymifolius L. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 - Maio - 2012)
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Centaurea sphaerocephala subsp. lusitanica




Centaurea sphaerocephala L. subsp. lusitanica (Boiss. & Reut.) Nyman 
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae.
Apresenta algumas características que a diferenciam não só das suas congéneres mas também de outras subespécies da mesma espécie. Apresenta, designadamente, "folhas caulinares claramente decurrentes, isto é, prolongando-se pelo caule abaixo do ponto de inserção" e "grande parte dos apêndices das brácteas com 5 espinhos" (fonte).
Distribuição: Trata-se de um endemismo português, concentrando-se as suas populações, ao que parece, na Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: Pousios, orlas de campos cultivados e incultos; clareiras de matos e bermas de estradas e caminhos, sobre substrato calcário.
Floração: de Abril a Setembro.
(Local e data: Serra da Arrábida; 20 - Maio - 2013)