domingo, 7 de junho de 2015

Euphorbia transtagana







Euphorbia transtagana Boiss.
Planta perene (tipo biológico: Hemicriptófito ou Caméfitoglabra, mais ou menos glauca, frequentemente  multicaule, com caules (5 a 30cm)  ascendentes, apresentando, normalmente, 3 a 5 ramos laterais férteis.
Distribuição: É um endemismo português, que ocorre apenas na metade sul do território do Continente.
Ecologia/habitat: no interior de matagais ou de matas de pinheiros, uns e outros com boas abertas, sobre solos com predominância de areia e cascalho, derivados de arenitos e margas, em locais com alguma humidade e simultaneamente quentes, a altitudes até aos 400m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e datas: Serra da Arrábida: Abril / Maio -2015)
(Fontes: Flora.onFlora Iberica)

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Cicendia filiformis






Cicendia filiformis (L.) Delarbre *
Erva anual (tipo biológico: terófito) de pequenas dimensões (2 a 15 cm) com caule filiforme, erecto, simples ou pouco ramificado; folhas basais (2 a 3 pares) e caulinares aproximadamente lineares; flores longamente pedunculadas, com frequência solitárias, onde avulta, apesar de diminuta,  a corola tubular amarela que contribui para dar alguma visibilidade à planta que, não fora o amarelo brilhante da(s) flor(es), passaria facilmente despercebida. 
Família: Gentianaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa, Norte de África e Açores. Em Portugal, além da presença nos Açores, pode encontrar-se também em todo o território do Continente, conquanto não seja avistada com grande frequência, presumivelmente devido à sua reduzida dimensão.
Ecologia/habitat:  locais húmidos ou temporiamente encharcados, sobre solos arenosos, a altitudes até aos 1200m.
Floração: de Abril a Julho.
Sinónimo: Gentiana filiformis L. (Basónimo)
[Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015 )

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Klasea integrifolia subsp. monardii




 


Klasea integrifolia (Vahl) Greuter subsp. monardii (Dufour) Cantó  *
Erva rizomatosa, perene (tipo biológico: geófito) da família Asteraceae, com caules erectos,  em geral com 4 a 12 cm, por regra não ramificados; folhas com o limbo inteiro, serrado, dentado, ou penatifendido; flores rosadas agrupadas em capítulos terminais, solitários.
Distribuição: trata-se de um endemismo ibérico com ocorrência limitada ao Centro, Oeste e Sudoeste da Península Ibérica. Em Portugal encontra-se em boa parte do território do Continente e, designadamente, no Algarve, no Alto e no Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat:  no interior ou na orla de sobreirais, pinhais e matas de carvalhos, bem como de matagais, em geral em solos arenosos, a altitudes não superiores a 600m.
Floração: de Maio a Junho.
Sinonímia:  Serratula monardii Dufour (basónimo
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2015)
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Trevo-de-folhas-estreitas (Trifolium angustifolium)



Trevo-de-folhas-estreitas (Trifolium angustifolium L.) também designado, vulgarmente, por Rabo-de-gato e por Trevo-massaroco é uma planta da família Fabaceae, originária da Região Mediterrânica, Sudoeste da Ásia e Norte de África, mas naturalizada em várias outras regiões e países, como a  Austrália e os Estados Unidos da América, por exemplo. Em Portugal distribui-se por todo o território, incluindo os arquipélagos da Madeira e dos Açores (aqui como planta naturalizada). É considerada como uma espécie típica de terrenos secos e arenosos, mas também se encontra em terrenos húmidos, uns e outros cultivados e incultos e mesmo em terrenos à beira dos caminhos.
É utilizada como forragem para alimentação de animais. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 -Maio - 2015)
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terça-feira, 19 de maio de 2015

Cardo-roxo (Cirsium vulgare)








Cardo-roxo [Cirsium vulgare (Savi) Ten.]  
Erva bienal (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Asteraceae. Durante o primeiro ano permanece sob a forma de roseta de folhas basilares;  desenvolve o caule e floresce no segundo ano. 
O caule erecto, por vezes, simples, mas, geralmente, ramificado, pode atingir até cerca de três metros de altura. As folhas são alternas, palmatilobadas, com os vários segmentos (o terminal mais comprido e os laterais)  munidos de fortes espinhos que, aliás, não se encontram apenas nas folhas, pois distribuem-se também ao longo do caule e dos ramos e guarnecem igualmente as brácteas involucrais dos capítulos florais. As flores apresentam corolas tubulares estreitas, exteriormente arroxeadas, reunidas em capítulos com 2 a 5 cm de diâmetro, surgindo estes na extremidade dos ramos, isolados, ou em grupos de 2 a 3.  
Distribui-se por quase toda a Europa, Ásia Ocidental e Norte de África. A espécie foi, entretanto introduzida noutras regiões do globo, tendo ganho, nalgumas partes, o estatuto pouco cobiçado de planta invasora. Está também presente em toda a Península Ibérica, distribuindo-se em Portugal por quase todo o território do continente, de forma dispersa, mas, aparentemente, não é tão vulgar quanto o sugerido pelo epíteto específico.
Habitat: Terrenos incultos, baldios, bermas de caminhos, em locais nem muito secos, nem excessivamente húmidos. É indiferente à composição do solo.
Floração: de Maio a Setembro.
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 -Maio - 2015)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Pútegas (Cytinus hypocistis subsp.macranthus )

Designada vulgarmente por PútegasPútegas-de-escamas-largas e também por Coalhadas e Amareladas, com a designação científica de Cytinus hypocistis (L.) L., subsp. macranthus Wettst., esta planta, da família Cytinaceae, é desprovida de clorofila e como tal dependente das plantas hospedeiras que parasita e que, no caso desta espécie, são plantas dos géneros Cistus e Halimium, ambos da família Cistaceae. Distribui-se pela Região Mediterrânica e Macaronésia, surgindo em Portugal por todo o território, nos locais onde ocorram também as plantas hospedeiras, como é o caso da Serra da Arrábida, onde as plantas da família Cistaceae são, não só de várias espécies, como numerosas.
É uma planta monóica, dispondo-se as flores masculinas, em regra no interior da inflorescência e as flores femininas exteriormente, umas e outras visíveis, na foto supra. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2015)
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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Bico-de-pomba-maior (Geranium columbinum)





Bico-de-pomba-maior (Geranium columbinum L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Geraniaceae, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até 50cm, com folhas palmatipartidas, compridamente pecioladas; flores com 5 pétalas de cor entre o rosa e o púrpura, suportadas por elegantes e compridos pedúnculos.
Nem sempre é fácil a distinção entre as várias espécies do género Geranium e no caso do G. columbinum as dificuldades surgem sobretudo em relação ao G. dissectum e ao G. molle, porque estas duas espécies têm folhas semelhantes. Como característica distintiva facilmente perceptível para um observador mediano, o portal da SPBotânica (Flora.on), chama a atenção para uma característica do G. columbinum que os seus congéneres não possuem e que é a existência de "sépalas prolongadas numa arista comprida, claramente diferenciada", bem visível em algumas das imagens supra. 
Distribuição: presente em grande parte da Europa, no Sudoeste da Ásia e no Norte de África. Presente igualmente na América do Norte como espécie introduzida. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagens, campos cultivados, incultos, ou em pousio, baldios, bermas de caminhos, em locais com alguma humidade, a altitudes que podem ir desde o nível do mar até aos 1500m.
Floração: de Abril a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida, 6 - Maio - 2015)
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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Genciana-da-praia (Centaurium maritimum)




Genciana-da-praia (Centaurium maritimum (L.) Fritsch  *)
Erva anual (tipo biológico: terófito) glabra, com caule simples, erecto, com 5 a 30 cm; folhas inferiores agrupadas em 3 ou quatro nós basais, sésseis ou escassamente pecioladas, as superiores sésseis, de oblongo-ovadas a ovado-lanceoladas; flores com corola formada por lóbulos amarelos ou amarelo-pálidos, agrupadas em inflorescências paniculiformes, paucifloras, não sendo, porém, raros os casos em que se encontram exemplares reduzidos a uma única flor.
Família: Gentianaceae.
Distribuição: Região Mediterrânica, Açores e Madeira. No que a Portugal diz respeito, além da assinalada presença nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, a espécie ocorre também em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: pastagens anuais e clareiras de matos e bosques, com humidade temporária, preferentemente em solos siliciosos,  a altitudes que podem ir desde o nível do mar até aos 1200m, frequentemente em locais próximos do litoral.
Floração: de finais de Março a Julho.
* Sinonímia: Gentiana maritima L. (basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015 )

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Craveiro-do-monte (Simethis mattiazzi (Vand.) Sacc.)











Craveiro-do-monte, Cravo-do-monte ou Ouropeso [Simethis mattiazzi (Vand.) Sacc.) *]

Planta rizomatosa, perene, de caule erecto (20-45 cm); folhas lineares, basais, geralmente mais compridas que a haste floral; flores (brancas na parte interior e de cor púrpura na parte exterior, estames com filamento densamente peloso, na parte média, característico desta espécie, e anteras amarelas) agrupadas em panículas lassas. 
Distribui-se ao longo dos países ribeirinhos da costa ocidental do Atlântico (noroeste de Marrocos, Portugal, Espanha, França e Sudoeste da Irlanda) e da costa ocidental do Mediterrâneo, desde Espanha até à Itália.
Espécie única do género Simethis, tem sido habitualmente classificada como pertencendo à família Asphodelaceae/Liliaceae. Todavia, esta fonte e esta, com base em análises filogenéticas, enquadram-na na família Xanthorrhoeaceae (subfamília Hemerocallidoideae). (Como é óbvio, não serei eu a resolver a disputatio. O leitor terá que se contentar, tal como eu, com a informação sobre a existência desta divergência.) 
Floração: de Março a Junho.
*Sinónimos: Simethis planifolia (L.) Gren. et Godr.; Anthericum mattiazii Vand.; Pubilaria mattiazzi (Vand.) Samp.; Simethis bicolor Kunth
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Alcar (Tuberaria lignosa)





Alcar * [Tuberaria lignosa (Sweet) Samp.]  **
Erva rizomatosa, perene (tipo fisionómico: hemicriptófito) da família Cistaceae, com cerca de 40cm de altura, de base lenhosa, geralmente ramificada, formando toiças; com folhas de obovado-lanceoladas a elípticas, concentradas em grande medida na base onde se dispõem em roseta, subglabras na página superior e tomentosas na página inferior, com sulcos longitudinais bem visíveis; com talos floríferos com 20 a 30cm, dispondo-se as flores com cerca de 3 cm de diâmetro, com corola amarela e estames com filetes de igual cor (pormenor que, segundo o portal Flora.On, a distingue da congénere Tuberaria globulariifolia que tem estames com filetes negros) em cimeiras pouco densas.
Distribuição: Oeste da Europa e da Região Mediterrânica; e Canárias. Em Portugal distribui-se, de forma irregular e descontínua, por todo o território do Continente, não sendo, aparentemente, muito vulgar.
Habitat: clareiras de matos baixos, orlas de bosques e bermas de caminhos, sobre solos ácidos.
Floração: de Abril a Julho
*Outras designações comuns: Alcária; Erva-das-túberas; Sargacinha.
**Sinonímia: Xolantha tuberaria (L.) Gallego, Muñoz Garm. et C. Navarro 
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015)
(Clicando nas imagens, amplia)