terça-feira, 1 de março de 2016

Mostarda-branca ou Mostarda (Sinapis alba subsp. mairei)












Mostarda-branca ou Mostarda (Sinapis alba L. subsp. mairei (H.Lindb.) Maire*
Erva anual (tipo biológico: terófito) com caule híspido, ramificado desde a base, que pode atingir até 120cm; folhas pecioladas, penatissectas, com 2 a 3 segmentos laterais lobulados ou penatifendidos; inflorescências formadas por 15 a 50 flores com pétalas amarelas; frutos híspidos, com o rostro por vezes mais largo e tão ou mais comprido que a porção valvar, contendo esta 1 ou 2 sementes. 
Família: Brassicaceae/ Cruciferae;  
Distribuição: Europa, Norte de África e grande parte da Ásia (Região Irano-turaniana). 
A espécie é também cultivada noutras partes do globo, sobretudo, para aproveitamento das suas sementes que são usadas na confecção de um condimento sob a forma de pasta ou creme que é designado, precisamente, por mostarda.
Em Portugal, a subespécie em causa ocorre, como planta autóctone, em  quase todo o território do Continente, mas é inexistente, enquanto tal, nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: campos cultivados, incultos, ou em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, e terrenos perturbados, a altitudes desde os 50 até aos 1200m.
Floração: de Fevereiro a Junho.
* Sinonímia: Sinapis mairei H.Lindb. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida;  28 - Fevereiro - 2016)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Pinheiro-bravo (Pinus pinaster)

Pinheiro-bravo (Pinus pinaster Aiton) é, juntamente, com o sobreiro e o eucalipto, uma das espécies com maior área de implantação nas florestas portuguesas. Embora de forma não muito expressiva também se encontra na Arrábida, razão por que merece que se lhe faça aqui uma breve referência, não só porque contribui para o enriquecimento paisagístico da Arrábida, mas também porque se trata de uma espécie com grande importância económica não só pela madeira (com utilizações tão diversas como a indústria de celulose, o fabrico de mobiliário, indústria de aglomerados e construção civil, entre outros) mas também pela resina que dela se extrai (embora esta actividade esteja em regressão) resina que é utilizada no fabrico de tintas, vernizes e aguarrás.
Refira-se entretanto que o pinheiro-bravo se distingue do pinheiro-manso (Pinus pinea), pelo formato da copa (não arredondada) e também pela forma das suas pinhas (mais alongadas) e das folhas (agulhas) que são mais compridas.
Já agora, refira-se que o pinhão do pinheiro-bravo, embora comestível e saboroso, não é, no entanto, aproveitado economicamente, ao contrário do que sucede com o pinhão do pinheiro-manso, dadas as suas reduzidas dimensões.
Classificação: O pinheiro-bravo pertence à Divisão: Pinophyta; Classe: Pinopsida; Ordem: Pinales; Família: Pinaceae; Género: Pinus; Espécie: Pinus pinaster.
(Local e data: Serra da Arrábida; 13 - Janeiro - 2016)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Rabo-de-raposa (Stachys ocymastrum)


Rabo-de-raposa [Stachys ocymastrum (L.) Briq.]
Planta, da família Lamiaceae, conhecida vulgarmente pela designação (não exclusiva da espécie) de Rabo-de-raposa é originária da Região Mediterrânica, Portugal incluído, ocorrendo em zonas com alguma humidade, em terrenos baldios, incultos e à beira dos caminhos.
(Local e data: Serra da Arrábida; 17 - Abril - 2015)
(Clicando nas imagens, amplia) 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O regresso das orquídeas

Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum ( Loisel. ) P. Delforge]
[Sinónimo: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
(Local e data: Serra da Arrábida; 4 - Fevereiro - 2016)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Erucastrum nasturtiifolium subsp. nasturtiifolium





Erucastrum nasturtiifolium (Poir.) O.E.Schulz subsp. nasturtiifolium 
Erva bienal, eventualmente perene (tipos biológicoscaméfito ou hemicriptófito) da família BrassicaceaeCruciferae, com caules erectos, com 30 a 100cm; folhas penatissectas com segmentos inteiros ou penatifendidos; flores (com limbo obovado, de cor amarela) agrupadas (10 a 70) em inflorescências em cacho.
Distribuição: Sul da Europa.
Presente em Portugal no território do Continente, com ocorrência, ao que parece, circunscrita ao Cabo Espichel e Serra da Arrábida, embora tal facto se mostre algo estranho, pois, como observa Miguel Porto  (cfr. aqui) o habitat onde surge é replicado (aparentemente) noutras zonas do país. 
Ecologia/habitat: relvados nitrófilos, vinhedos, olivais, matagais e pastagens em locais secos, com frequência pedregosos, a altitudes até 1400m .
Floração: de Abril a Julho.
SinonímiaSinapis nasturtiifolia Poir. in Lam. (Basónimo)
(Local e data:  Serra da Arrábida; 28 - Maio 2012)

sábado, 19 de dezembro de 2015

Piteira (Agave americana)

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Planta suculenta da família Agavaceae, conhecida em Portugal sob os nomes comuns de Piteira ou Pita (designação científica: Agave americana L.) é originária do México, encontrando-se actualmente distribuída por vários continentes e por numerosos países, incluindo Portugal, expansão que ficou a dever-se, certamente, quer à sua utilização como planta ornamental, quer ao uso na construção de sebes.
Na Arrábida é bastante comum, podendo encontrar-se duas variedades desta espécie: a A. a. americana (fotos 1, 2 e 3) e a A. a. marginata (foto 4).

domingo, 8 de novembro de 2015

Arruda ou Arrudão (Ruta montana)





Arruda ou Arrudão [Ruta montana (L.) L.]
Erva perene, lenhosa na base, com caule erecto que pode elevar-se até cerca de 80 cm.
Tipo biológicocaméfito:
FamíliaRutaceae;
Distribuição: Sul da Europa, Ásia Menor (Anatólia) e Noroeste de África.
Em Portugal distribui-se, ainda que de forma descontínua, por todo o território do Continente. 
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques e de matagais; terrenos de pastagem; geralmente em locais secos, pedregosos e soalheiros, a altitudes até 1600m. Indiferente à composição do solo. 
Floração: de Maio a Setembro.
SinonímiaRuta graveolens var. montana L. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Junho - 2105)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Torga (Calluna vulgaris)







Torga [Calluna vulgaris (L.) Hull]
Este pequeno arbusto, muito ramificado, da família Ericaceae é conhecido entre nós pelos nomes vulgares de Torga, Torga-ordinária, Urze, Urze-do-matoQueiró Queiroga, além de vários outros, alguns dos quais partilha com outras espécies do género Erica.
Planta nativa da Europa e do norte de África, encontra-se também na América do Norte, onde terá sido introduzida. Em Portugal ocorre por todo o território, incluindo nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, sobretudo em terrenos argilo-xistosos, secos ou pouco húmidos, nas encostas dos montes, terrenos que disputa com outros arbustos, como as estevas, as carquejas e os tojos e outras urzes.
Embora céptico quanto à sua eficácia, registo que as partes florais da planta são usadas em fitoterapia, tendo como principais indicações o uso como anti-séptico das vias urinárias e como remédio contra a gota (v. Plantas e Produtos Vegetais em Fitoterapia).
Floração: de Maio a Dezembro.
SinonímiaCalluna vulgaris var. pubescens W.D.J.Koch; Erica vulgaris var. albaWeston; Calluna sancta Gand.; Calluna sagittifolia var. hirsuta Gray; Calluna pyrenaica Gand.; Calluna oviformis Gand.; Calluna olbiensis Albert; Calluna erica var. condensata (Lamotte) Rouy; Calluna erica proles olbiensis (Albert) Rouy;Calluna erica proles beleziae (Rouy) Rouy; Calluna brumalis Gand.; Calluna beleziana Rouy; Calluna atlantica Seemen; Calluna alpestris Gand.; Ericoides vulgaris (L.) Merino; Erica vulgaris L.; Calluna sagittifolia Gray; Calluna ericaDC.; Calluna beleziae Rouy; Calluna erica var. hirsuta (Gray) Rouy in Rouy & Foucaud; Calluna sagittifolia Gray; Erica sagittifolia var. villosa Stokes; Erica sagittifolia Stokes
(Local: Serra da Arrábida; 14 - Outubro - 2015)
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Urze-das-vassouras (Erica scoparia subsp. scoparia)




Urze-das-vassouras (Erica scoparia L. subsp. scoparia)
Arbusto (tipo biológico: fanerófito), por norma com 1 a 2,5m de altura, podendo eventualmente elevar-se até aos 4 m; folhas lineares, revolutas, agrupadas  (3 a 4) em verticilos; flores em que se destaca a corola semifendida, de cor amarelada ou esverdeada e o estigma em forma de disco de cor púrpura ou avermelhado.
Família: Ericaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental.
Em Portugal, ainda que de forma descontínua, distribui-se por quase todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de matagais e bosques, em solos frescos e pouco compactos, de natureza siliciosa, a altitudes até 1600m.
Floração: de Fevereiro a Julho
(Local e datas: Serra da Arrábida;  Abril /  Maio - 2015 )

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Abrótea (Asphodelus serotinus)






Designação científicaAsphodelus serotinus Wolley-Dod 
Nomes comuns: Abrótea, Abrótea-da-primavera, Abrótega, Gamões, Gamoneira, além de outros.
FamíliaXanthorrhoeaceae;
Tipo biológicoGeófito;
DistribuiçãoEndemismo ibérico, com ocorrência mais frequente no Centro e Ocidente da Península Ibérica. Raro no Norte. 
 Em Portugal encontra-se em grande parte do território do Continente (Algarve; Alto e Baixo Alentejo; Estremadura, Ribatejo;  Beira Baixa, Beira Alta, Beira Litoral e Trás-os-Montes). 
Ecologia/habitat:  clareiras de bosques, charnecas e matagais; terrenos de pastagem e taludes, sobre solos de diversa composição (ardósia, xistos, granitos, arenitos e mesmo calcários) a altitudes até aos 1240m. 
Floração: de Março a Junho.
Obs.: Erva perene, rizomatosa, com 80 a 180cm de altura, aos olhos do leigo, é muito semelhante às demais espécies do género Asphodelus que ocorrem em Portugal, se exceptuarmos a espécie baptizada de Asphodelus fistulosus que tem umas "vestes" muito diferentes das restantes. Para distinguir o A. serotinus recomenda o portal Flora.on que se preste atenção aos frutos "muito brilhantes e algo pegajosos" e "em forma de pêra invertida, isto é, estreitando para a base".
(Local e data: Serra da Arrábida;  5 Maio - 2015)

sábado, 19 de setembro de 2015

Limodoro-mal-feito (Limodorum abortivum)




Limodoro-mal-feito [Limodorum abortivum (L.) Sw.]


Planta da família Orchidaceae, nativa da Europa, ditribuindo-se desde Portugal, a Oeste, até ao Cáucaso, a Leste, e do Mediterrâneo, a Sul, até à Belgica, a Norte, sendo que é mais abundante no Sul do que a Norte, onde surge raramente. No Sul, floresce de Abril a Maio, podendo, no Norte, a floração ir até Julho.  

(Local e data: Serra da Arrábida;6-Maio-2015)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Erva-das-disenterias (Pulicaria dysenterica)



Erva-das-disenterias, ou Erva-de-São-Roque [Pulicaria dysenterica (L.) Bernh. *]  
Erva rizomatosa, perene (tipo biológico: hemicriptófito), pubescente ou tomentosa, com caules mais ou menos erectos, geralmente muito ramificados que podem elevar-se até cerca de 1 m.
Família: Asteraceae;
Distribuição: grande parte da Europa (Centro, Sul e Oeste), Ásia Menor e Norte de África (Argélia e Marrocos).
Em Portugal Continental encontra-se nas regiões mais próximas do litoral, desde o Minho até ao Baixo Alentejo, estando, ao que parece, ausente das regiões do interior.
Ecologia/habitat: em geral, desenvolve-se em lugares húmidos ou encharcados, na orla de cursos de água, valas, lagos, lagoas e terrenos pantanosos.
Floração: de Junho a Setembro.
*Sinonímia: Inula dysenterica L. (Basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 -Julho - 2015)