sexta-feira, 2 de julho de 2021

Bruco-fétido [Margotia gummifera)






Bruco-fétido [Margotia gummifera (Desf.) Lange in Willk. & Lange]
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apiaceae. Tem caule erecto que pode atingir até 180cm, não ramificado, cilíndrico; folhas penatissectas, com segmentos de última (3ª ou 4ª) ordem, lineares ou linear-lanceolados; flores com cinco pétalas brancas, encurvadas, reunidas em inflorescências compostas com 20 a 35 raios.
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente, designadamente, no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes. É algo duvidoso o seu aparecimento nas restantes regiões.
Ecologia/habitat: em matagais degradados, em sítios algo secos, sobre solos geralmente ácidos e menos frequentemente básicos.
Floração: de Maio a Junho.
[Local e datas: Arrábida; 7 - Junho - 2021 (fotos 1, 2 e 3); 1 - Fevereiro - 2014 (fotos 4 e 5)]
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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Escorcioneira-de-folha-estreita (Scorzonera angustifolia var. angustifolia)







Escorcioneira-de-folha-estreita (Scorzonera angustifolia L. var. angustifolia)
Planta perene, raramente bienal, provida de rizoma, com caule erecto, simples ou pouco ramificado; folhas alternas, lineares, inteiras e compridas; flores liguladas, amarelas, dispostas em capítulos terminais e solitários.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaAsteraceae (Compositae
Distribuição geral: Península Ibérica e noroeste de Marrocos;
Em Portugal: presente, de forma dispersa, irregular e pouco densa, ao longo de quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: "Clareiras de matos xerófíticos, taludes e pousios. Em locais secos e expostos, sobre substratos xistosos ou calcários, frequentemente pedregosos"(Flora.On)
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra do Louro (P.N. Arrábida);  26 - Maio - 2021)
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terça-feira, 25 de maio de 2021

Silene disticha





Silene disticha Willd.
Erva anual, com 25 a 60 cm;  caules erectos, simples ou ramificados na metade superior, com duplo indumento (viloso, na parte inferior e retrorso-pubérulo na parte superior); folhas com alguma vilosidade dispersa; as inferiores, oblanceoladas; as superiores, lanceoladas; inflorescências em geral ramificadas, com dois ramos laterais, densos, separados por uma flor central; brácteas mais compridas que os pedicelos; cálice claviforme na frutificação, viloso nos nervos e pubérulo-glanduloso nos espaços entre os nervos, com dentes lanceolados; pétalas com limbo bífido, branco-rosado ou esbranquiçado, pouco saliente no exterior do cálice; cápsula (fruto) subglobosa com 7 a 8 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Península Ibérica, Ilhas Baleares e Noroeste de África.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos calcários ou areníticos a altitudes até 500 m
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Serra de S. Luís (P.N. Arrábida) 25 - Maio - 2021]

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Ervilhaca-comum (Vicia sativa subsp. sativa)



Ervilhaca-comum* (Vicia sativa subsp. sativa)
Erva anual, trepadora, com caules ascendentes ou procumbentes que podem atingir até 80cm; folhas pecioladas ou subsésseis, com 4 a 7 pares de folíolos (oblongos, oblanceolados ou elípticos, raramente lineares, obtusos ou emarginados, caudados) terminadas em gavinha ramificada; inflorescências reduzidas a 1 ou 2 flores; estas com cálice com lóbulos triangulares, frequentemente mais compridos que o tubo; pétalas (estandarte, alas e quilha) de cor que vai do violeta ao púrpura, mais escura nas alas; frutos claramente comprimidos entre as (4 a 9) sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica, mas introduzida em numerosas regiões do globo, sendo considerada actualmente como planta subcosmopolita.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores. Inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados e campos cultivados em solos nitrificados, a altitudes até 1050 m.
Floração: de Março a Junho.
Nota: cultivada como planta forrageira.
* Outro nomes comuns: Ervilhaca-mansa; Ervilhaca-ordinária.
[Local e data do avistamento: Arrábida (Vale de Barris); 4 - Março - 2020]
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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus)

 



Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus L.)
Erva anual, glabra, trepadora, que pode atingir até 200cm; com caules ramificados, alados, com asas com 0,5 a 2,5 mm de largura; folhas pecioladas com 1 par de folíolos, terminadas em gavinha ramificada; estípulas linear-lanceoladas, semisagitadas ou semihastadas, mais curtas que o pecíolo; flores com pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor amarela, dispostas (1 a 3) em inflorescências pedunculadas; pedúnculo em geral mais curto que a folha axilante; fruto oblongo, reticulado, com 5 a 9 sementes esféricas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa, desde a Península Ibérica até ao Cáucaso; Centro e Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias). Em Portugal além de presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ocorre também, como espécie autóctone, em boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral, sendo duvidoso o seu aparecimento no Douro Litoral e Minho).
Ecologia/habitat: terrenos relvados na orla de terrenos cultivados, caminhos e taludes, em locais húmidos e algo sombrios, com preferência por solos básicos, a altitudes desde 8 a 1200m.
Floração: de Março a Junho.
[Local e data do avistamento: serra de S. Luís (Arrábida); 28 - Abril - 2019]

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Trigo-de-perdiz (Aegilops geniculata)

 
Trigo-de-perdiz (Aegilops geniculata Roth)
Erva anual, cespitosa, com 30 a 40 cm de altura.
Tipo biológico: terófito;
Família: Poaceae (Gramíneas);
Distribuição: Região Mediterrânica; Oeste da Ásia e Norte de África. Introduzida no Norte da Europa, Canárias e América do Norte.
Em Portugal distribui-se por quase todo o território do Continente, estando, porém, ausente dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, incultos, em locais secos e bem ensolarados.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data do avistamento: PNArrábida; 10 - Maio 2014)
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terça-feira, 23 de março de 2021

Neotinea maculata


Neotinea maculata (Desf.) Stearn
Erva vivaz, tuberosa (dois tubérculos) com caule esverdeado (8 a 25 cm) frequentemente com manchas; folhas basais dispostas em roseta, compridas, lanceoladas; as superiores mais curtas, invaginantes, umas e outras geralmente também com manchas; inflorescência, mais ou menos curta (2 a 6 cm) com flores pequenas, densamente agrupadas, com a maioria voltada para o mesmo lado.
Tipo biológico: geófito;
Família: Orchidaceae;
Distribuição: grande parte da Região Mediterrânica; Irlanda e Macaronésia (Madeira e Canárias). 
Em Portugal Continental é dada como ocorrendo, embora de forma dispersa e descontínua, em todas as regiões.
Habitat: Pastos, dunas consolidadas, e clareiras de vários tipos de bosques e de matagais. Indiferente ao substrato.
Floração: de Março a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 22 - Março - 2021)

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Anúncios de Primavera na Arrábida

Erva-vespa (Ophrys lutea)

Margarida-do-monte (Bellis sylvestris)

Cardinho-das-almorreimas (Centaurea pullata)

Campainhas-amarelasCucos, Campainha-dos-montes (Narcissus bulbocodium subsp. obesus)
Arrábida, 24 - Fevereiro - 2021
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Silene gracilis





Silene gracilis DC.
Erva anual, com 10 a 80 cm; caules geralmente ascendentes, simples ou ramificados a partir da base, vilosos na parte inferior, glabros na parte média e com indumento retrorso-pubérulo na parte superior; folhas pubescentes, as basais subespatuladas ou oblanceoladas, geralmente dispostas em roseta; as caulinares, de ovais a lanceoladas; inflorescências em cimeiras com 1 a 10 flores frequentemente cleistogâmicas; brácteas mais curtas que os pedicelos, de ovadas a ovado-lanceoladas, ciliadas, pelo menos, na base; cálice campanulado na frutificação, totalmente glabro ou ligeiramente escábrido nos nervos, com dentes triangulares, ciliados; pétalas profundamente bífidas, de cor branca ou rosa-pálido; cápsula (fruto) subcilíndrica com 6 a 11 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos arenosos, geralmente próximos do litoral.
Floração: de Janeiro a Junho.
[Local e data do avistamento: Serra do Risco (Arrábida); 9 - Março - 2020]
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sábado, 12 de dezembro de 2020

Malva (Malva sylvestris)


 


Malva * (Malva sylvestris L.)
Erva bienal ou perene, com caules erectos ou ascendentes que podem atingir até 150 cm; folhas mais ou menos longamente pecioladas, com limbo aproximadamente cordiforme com 3 a 7 lóbulos crenados ou serrados; flores com 2 a 6 cm de diâmetro, dispostas em fascículos axilares ou agrupadas no extremo dos ramos, raramente solitárias; epicálice composto por 3 peças elípticas ou oblongo-ovadas, completamente livres entre si; cálice formado por sépalas triangulares ou triangular-ovadas, não acrescentes na frutificação; pétalas profundamente emarginadas, de cor púrpura ou azulada, cores claramente acentuadas nas nervuras, em ambos os casos.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Malvaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África, Sudoeste da Ásia e Macaronésia (Madeira). Introduzida e naturalizada na América Central e do Norte.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, não apenas, como referido, no arquipélago da Madeira, mas também em quase todo o território do Continente. Enquanto espécie introduzida encontra-se também presente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: relvados nitrificados, campos agrícolas, cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500 m. Planta ruderal, arvense e viária.
Floração: de Abril a Setembro.
Observação: planta usada em fitoterapia, sendo-lhe atribuídas propriedades anti-inflamatórias, emolientes e laxantes.
* Outros nomes comuns: Malva-das-boticas; Malva-comum; Malva-maior;Malva-mourisca; Malva-selvagem; Malva-silvestre.
[Local e datas: Serra do Louro (Arrábida); 7 - Maio - 2017 (fotos 1, 3 e 5); 4 - Março - 2020 (fotos 2 e 4)]
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terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Vicia parviflora



Vicia parviflora Cav.
Erva anual, trepadora, com caules erectos ou procumbentes que podem atingir até 50cm; folhas curtamente pecioladas, com 2 a 4 pares de folíolos, terminando em gavinha não ramificada; flores com pétalas de cor lilás, rosa, azul; amarelada ou esbranquiçada.
Características que convém confirmar:
"-Fruto estipitado (com um pedúnculo dentro do cálice) e glabro. -Inflorescências com o pedúnculo claramente mais comprido que a respectiva folha.(...)" (fonte)
Tipo biológico: terófito; escandente;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Ásia Menor; Noroeste de África e Macaronésia (arquipélagos dos Açores; Madeira e Canárias).
Em território português, ocorre não apenas nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, mas também em todas as regiões do Continente. 
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem secos; orlas e clareiras de bosques e matagais, a altitudes até 1600m. 
Floração: de Fevereiro a Julho.
(Local e data do avistamento: Arrábida; 19  - Abril - 2017)
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terça-feira, 10 de novembro de 2020

Lírio-dos-tintureiros (Reseda luteola)





Lírio-dos-tintureiros * (Reseda luteola L.)
Planta anual ou bienal, com caules erectos, glabros, simples ou ramificados que podem atingir até cerca 100cm de altura; folhas inteiras, com margem geralmente ondulada; inflorescência em cacho especiforme, densa; flores hermafroditas, tetrâmeras, com 4 sépalas persistentes e 4 pétalas amarelas ou branco-amareladas; fruto (cápsula) subgloboso, glabro ou papiloso, com sulcos profundos; sementes ovóides, lisas, escuras, brilhantes.
Tipo biológico: terófito ou hemicriptófito;
Família: Resedaceae;
Distribuição: Europa, Norte de África, Oeste da Ásia e Macaronésia. Introduzida e naturalizada na América.
Em Portugal, ocorre como espécie autóctone em todo o território do Continente e no arquipélago da Madeira e como planta introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: planta arvense e ruderal, presente em campos cultivados e incultos, baldios, bermas de estradas e caminhos, entulheiras, preferentemente em solos arenosos, a altitudes até 1700m.
Floração: ao longo de boa parte do ano, com maior intensidade de Fevereiro a Setembro.
Observação: planta outrora cultivada para obtenção de um corante amarelo usado em tinturaria.
* Outros nomes comuns: Erva-dos-ensalmos; Gauda.
[Local e datas: Serra de S. Luís (Arrábida): Março/Abril 2012)]

domingo, 4 de outubro de 2020

Spiranthes spiralis





Spiranthes spiralis (L.) Chevall.
Erva perene (tipo biológico: geófito) com 2 a 4 tubérculos e haste floral de pequeno porte (6 a 27 cm) aproveita para florir numa época em que as ervas circundantes ainda se encontram no início do seu desenvolvimento e em que, por isso, tem melhores condições para beneficiar da luz solar e para se fazer notar. E mesmo assim pode facilmente passar despercebida, porque também as flores, dispostas em espiral, embora gráceis, apresentam uma cor discreta e são de pequenas dimensões.
Família: Orchidaceae;
Distribuição:  Centro e Sul da Europa e por toda a região costeira do Mediterrâneo. Em Portugal, a Flora Ibérica dá-a como presente, com certeza, na Estremadura e na Beira Litoral, admitindo como provável a sua ocorrência no Algarve, Alto Alentejo, Ribatejo, Douro Litoral e Trás-os-Montes. Tendo, no entanto, em conta os registos já existentes no Portal Flora.On, podemos considerar que, pelo menos, no Algarve, Ribatejo e Douro Litoral, a sua presença é uma certeza e não mera probabilidade.
Ecologia/habitat: prados, clareiras de matos, espaços entre rochas, bermas de caminhos e dunas, a altitudes que vão desde o nível do mar até aos 1500 m.
(Local e data: Arrábida; 4 - Outubro - 2020)