quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

Candeias ou Capuz-de-frade (Arisarum simorrhinum)




Candeias ou Capuz-de-frade (Arisarum simorrhinum Durieu)

Planta perene, acaule, com 15 a 40 cm, com tubérculo a partir do qual se desenvolvem rizomas e raízes; folhas que aparecem a partir do solo, com pecíolo comprido (5 a 34 cm) e limbo de cordiforme a hastado ou sagitado; inflorescência em forma de espádice, com pedúnculo com comprimento menor ou igual ao do pecíolo, protegida pela espata que se apresenta neste caso como estrutura tubular, curvada na parte superior, terminando em forma de capuz; espádice (mais curto ou mais comprido que a espata) com com 16 a 36 flores masculinas e 2 a 16 flores femininas, estas na base, estéril e dobrado na parte superior; fruto composto por 2 a 8 bagas; 1 a 12 sementes por cada baga.
Tipo biológico: geófito;
FamíliaAraceae;
Distribuição: Península Ibérica; Norte de África (Marrocos, Argélia e Tunísia); Ilhas Baleares; e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal, além de presente no arquipélago Madeira, ocorre também como espécie autóctone, com maior ou menor abundância, ao longo de grande parte do território do Continente. No arquipélago dos Açores surge como espécie introduzida.
Ecologia/ habitat: terrenos cultivados e incultos, taludes, bermas de estradas e caminhos, fendas e plataformas rochosas nitrificadas, em solos ácidos ou básicos, a altitudes até 840 m.
Floração: de Outubro a Abril.
(Avistamento: Serra do Risco (Arrábida); 4 - Dezembro - 2018)
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Inaugurando a época das orquídeas: Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)


Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge]
Família: Orchidaceae;
Sinonímia: Orchis robertiana Loisel.; Barlia robertiana (Loisel.) Greuter;
Mais informação: aqui.
[Avistamento: PNArrábida;  27 - Janeiro - 2023)
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sábado, 30 de abril de 2022

Silene fuscata




 Silene fuscata Link ex Brot.
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Caryophyllaceae, com caule (8 a 55 cm) erecto, simples ou ramificado a partir da base, densamente glanduloso-pubescente, com pêlos um tanto avermelhados.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental; Ásia Menor; Creta; Líbia.
Em Portugal Continental, onde, aparentemente não é espécie muito comum, surge apenas na Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo e, eventualmente, também na Beira Baixa. Ausente nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: Terrenos de pastagem, geralmente, sobre solos argilosos ou calcários.
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra de S. Luís (PNArrábida); 29 - Abril - 2022)
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Inaugurando a época das orquídeas silvestres



[Himantoglossum robertianum (Loisel.) P.Delforge; Sinónimo: Barlia robertiana (Loisel.) Greute]
Família: Orchidaceae;
(Avistamento: Pedreiras - Sesimbra (Parque Natural da Arrábida); 6 - Janeiro - 2022)
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Rabaça-pimpinelóide (Oenanthe pimpinelloides)





Rabaça-pimpinelóide (Oenanthe pimpinelloides L.)

Erva perene, glabra, com raízes tuberosas, ovóides; caules erectos, sólidos, ramificados na parte superior, podendo atingir até 100 cm de altura; folhas basais bipenatissectas, de contorno ovado-triangular com segmentos de última ordem com cerca de 10mm e forma variável; as caulinares penatissectas (por 1 ou 2 vezes), com segmentos de última ordem lanceolados, estreitos e com comprimento que pode atingir até 9 cm; flores (com pétalas brancas, as exteriores das flores marginais ligeiramente maiores que as restantes) que se agrupam em umbelas compostas, pedunculadas, em geral com 6 a 15 raios; frutos cilíndricos com um aro engrossado na base.
Tipo biológico: hemicriptófito
Família: Apiaceae (Umbelliferae)
Distribuição: Centro, Sul e Oeste da Europa; Cáucaso; Geórgia; e Síria.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Ribatejo, Estremadura, Beira Alta e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: locais húmidos, ainda que a humidade não permaneça ao longo de todo o ano, a altitudes até 900 m.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Serra de S. Luís (Parque Nacional da Arrábida); 25 - Maio - 2021]
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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Espadana-dos-montes (Gladiolus communis)

 




Espadana-dos-montes * (Gladiolus communis L.**)
Erva perene, bulbosa, glabra, com 25 a 90 cm. Bolbo com 1 a 3 cm de diâmetro, coberto com túnica formada por fibras finas e paralelas, dispondo-se estas em forma de rede na parte superior; folhas ensiformes que, por via de regra, não alcançam a base da inflorescência, só atingindo as flores inferiores em casos raros; inflorescência especiforme, em geral, simples e unilateral, normalmente com 6 a 10 flores; perianto purpúreo; tépalas (6) elípticas ou obovadas, as 3 superiores sem manchas; as 3 inferiores com mancha central esbranquiçada, elíptica, mais estreita na tépala central do que nas 2 laterais; anteras amarelas, com comprimento, em geral, inferior ao do respectivo filamento; fruto (cápsula) obovado, mais comprido que largo; sementes comprimidas com uma asa membranácea.
Tipo biológico: geófito;
Família: Iridaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente. Inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: clareiras de matos; relvados e pastagens em terrenos secos, com frequência pedregosos, ensolarados, a altitudes até 1500 m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Bordões-de-São-José; Calças-de-cuco; Espadana-bulbosa; Estoque; Gladíolo; Palmas-de-Santa-Rita.
*Sinónimos: Gladiolus illyricus W.D.J. Koch.; Gladiolus reuteri Boiss. in Boiss & Reut.; Gladiolus illyricus subsp. reuteri (Boiss.) K.Richt.
[Avistamento: Serra de S. Luís (Parque Nacional da Arrábida); 10- Maio - 2019)
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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Cardo-amarelo (Carlina hispanica)





Cardo-amarelo(Carlina hispanica Lam. **)
Planta herbácea, perene, rizomatosa, espinhosa, com caules erectos, geralmente ramificados, frequentemente a partir da base, podendo atingir até cerca de 85 cm de altura;  folhas sésseis, rígidas, espinhosas, com margem sinuado-dentada; flores amarelas, reunidas em capítulos, apresentando estes brácteas interiores de cor dourada.
Tipo biológicohemicriptófito;
FamíliaAsteraceae (Compositae)
Distribuição geral; Península Ibérica e Noroeste de África
Distribuição em Portugal;  é uma planta que se encontra com frequência em grande parte do território do Continente;
Habitat: clareiras de bosques e matagais, terrenos baldios e em pousio, dunas, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1700 m. Indiferente à  natureza dos solos; 
Floração: de Maio a Setembro;
*Outros nomes comuns:  CardolCardo-dos-cachosEspinho-de-cabeça;
** Sinonímia: Carlina corymbosa subsp. hispanica (Lam.) A. Bolòs & Vigo
[Avistamento: Serra do Louro (P N Arrábida); 9 - Agosto - 2021]
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domingo, 29 de agosto de 2021

Trovisco (Daphne gnidium)


Trovisco *(Daphne gnidium L.)
Arbusto muito ramificado que pode atingir até 2 m de altura.
Tipo biológico: fanerófito;
FamíliaThymelaeaceae;
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África e Canárias.
Em Portugal ocorre como planta autóctone em todo o território do Continente. 
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques e matagais, terrenos incultos, bermas de estradas e caminhos. a altitudes até 1400 m. 
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade, de Maio a Outubro.
Observação: planta muito tóxica. É usada, embora ilegalmente, em rios e ribeiras para captura de peixes por via do seu envenamento.
* Outros nomes comuns: Erva-de-João-Pires; Gorreiro; Lauréola-macha;Trovisco-fêmea;Trovisqueira.
[Avistamento: Serra do Louro (Arrábida); 9 - Agosto - 2021]
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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Bruco-fétido [Margotia gummifera)






Bruco-fétido [Margotia gummifera (Desf.) Lange in Willk. & Lange]
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Apiaceae. Tem caule erecto que pode atingir até 180cm, não ramificado, cilíndrico; folhas penatissectas, com segmentos de última (3ª ou 4ª) ordem, lineares ou linear-lanceolados; flores com cinco pétalas brancas, encurvadas, reunidas em inflorescências compostas com 20 a 35 raios.
Distribuição: Península Ibérica e Noroeste de África. Em Portugal ocorre em boa parte do território do Continente, designadamente, no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes. É algo duvidoso o seu aparecimento nas restantes regiões.
Ecologia/habitat: em matagais degradados, em sítios algo secos, sobre solos geralmente ácidos e menos frequentemente básicos.
Floração: de Maio a Junho.
[Local e datas: Arrábida; 7 - Junho - 2021 (fotos 1, 2 e 3); 1 - Fevereiro - 2014 (fotos 4 e 5)]
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quarta-feira, 2 de junho de 2021

Escorcioneira-de-folha-estreita (Scorzonera angustifolia var. angustifolia)







Escorcioneira-de-folha-estreita (Scorzonera angustifolia L. var. angustifolia)
Planta perene, raramente bienal, provida de rizoma, com caule erecto, simples ou pouco ramificado; folhas alternas, lineares, inteiras e compridas; flores liguladas, amarelas, dispostas em capítulos terminais e solitários.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaAsteraceae (Compositae
Distribuição geral: Península Ibérica e noroeste de Marrocos;
Em Portugal: presente, de forma dispersa, irregular e pouco densa, ao longo de quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: "Clareiras de matos xerófíticos, taludes e pousios. Em locais secos e expostos, sobre substratos xistosos ou calcários, frequentemente pedregosos"(Flora.On)
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra do Louro (P.N. Arrábida);  26 - Maio - 2021)
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terça-feira, 25 de maio de 2021

Silene disticha





Silene disticha Willd.
Erva anual, com 25 a 60 cm;  caules erectos, simples ou ramificados na metade superior, com duplo indumento (viloso, na parte inferior e retrorso-pubérulo na parte superior); folhas com alguma vilosidade dispersa; as inferiores, oblanceoladas; as superiores, lanceoladas; inflorescências em geral ramificadas, com dois ramos laterais, densos, separados por uma flor central; brácteas mais compridas que os pedicelos; cálice claviforme na frutificação, viloso nos nervos e pubérulo-glanduloso nos espaços entre os nervos, com dentes lanceolados; pétalas com limbo bífido, branco-rosado ou esbranquiçado, pouco saliente no exterior do cálice; cápsula (fruto) subglobosa com 7 a 8 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Península Ibérica, Ilhas Baleares e Noroeste de África.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos calcários ou areníticos a altitudes até 500 m
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Serra de S. Luís (P.N. Arrábida) 25 - Maio - 2021]

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Ervilhaca-comum (Vicia sativa subsp. sativa)



Ervilhaca-comum* (Vicia sativa subsp. sativa)
Erva anual, trepadora, com caules ascendentes ou procumbentes que podem atingir até 80cm; folhas pecioladas ou subsésseis, com 4 a 7 pares de folíolos (oblongos, oblanceolados ou elípticos, raramente lineares, obtusos ou emarginados, caudados) terminadas em gavinha ramificada; inflorescências reduzidas a 1 ou 2 flores; estas com cálice com lóbulos triangulares, frequentemente mais compridos que o tubo; pétalas (estandarte, alas e quilha) de cor que vai do violeta ao púrpura, mais escura nas alas; frutos claramente comprimidos entre as (4 a 9) sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica, mas introduzida em numerosas regiões do globo, sendo considerada actualmente como planta subcosmopolita.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores. Inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados e campos cultivados em solos nitrificados, a altitudes até 1050 m.
Floração: de Março a Junho.
Nota: cultivada como planta forrageira.
* Outro nomes comuns: Ervilhaca-mansa; Ervilhaca-ordinária.
[Local e data do avistamento: Arrábida (Vale de Barris); 4 - Março - 2020]
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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus)

 



Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus L.)
Erva anual, glabra, trepadora, que pode atingir até 200cm; com caules ramificados, alados, com asas com 0,5 a 2,5 mm de largura; folhas pecioladas com 1 par de folíolos, terminadas em gavinha ramificada; estípulas linear-lanceoladas, semisagitadas ou semihastadas, mais curtas que o pecíolo; flores com pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor amarela, dispostas (1 a 3) em inflorescências pedunculadas; pedúnculo em geral mais curto que a folha axilante; fruto oblongo, reticulado, com 5 a 9 sementes esféricas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa, desde a Península Ibérica até ao Cáucaso; Centro e Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias). Em Portugal além de presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ocorre também, como espécie autóctone, em boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral, sendo duvidoso o seu aparecimento no Douro Litoral e Minho).
Ecologia/habitat: terrenos relvados na orla de terrenos cultivados, caminhos e taludes, em locais húmidos e algo sombrios, com preferência por solos básicos, a altitudes desde 8 a 1200m.
Floração: de Março a Junho.
[Local e data do avistamento: serra de S. Luís (Arrábida); 28 - Abril - 2019]