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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pterocephalidium diandrum








Pterocephalidium diandrum (Lag.) G.López 
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Dipsacaceae, com caule erecto que pode elevar-se até 70 cm, ramificado na parte superior; folhas penatissectas, com segmentos lineares ou filiformes; flores com corola diminuta de cor rosa violeta, reunidas em capítulos com 6 a 14 mm de diâmetro que surgem no termo de pedúnculos compridos (até 20cm).
Trata-se de uma planta muito discreta que, quando isolada, pode passar facilmente despercebida, mas, uma vez avistada, torna-se facilmente reconhecível porque as flores e frutos apresentam um apêndice curvo, "claramente excerto da inflorescência" (fonte) que permite facilmente distingui-la de outras espécies da mesma família.
Distribuição: é mais um endemismo ibérico. Do lado de cá da fronteira com Espanha encontra-se no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat: pastagens e clareiras de matos em solos secos e pobres em bases, a altitudes até 1300m.
Floração: de Maio a Agosto.
(Local e data:  Serra da Arrábida; 16 - Maio  - 2015)

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Klasea integrifolia subsp. monardii




 


Klasea integrifolia (Vahl) Greuter subsp. monardii (Dufour) Cantó  *
Erva rizomatosa, perene (tipo biológico: geófito) da família Asteraceae, com caules erectos,  em geral com 4 a 12 cm, por regra não ramificados; folhas com o limbo inteiro, serrado, dentado, ou penatifendido; flores rosadas agrupadas em capítulos terminais, solitários.
Distribuição: trata-se de um endemismo ibérico com ocorrência limitada ao Centro, Oeste e Sudoeste da Península Ibérica. Em Portugal encontra-se em boa parte do território do Continente e, designadamente, no Algarve, no Alto e no Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Beira Alta e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat:  no interior ou na orla de sobreirais, pinhais e matas de carvalhos, bem como de matagais, em geral em solos arenosos, a altitudes não superiores a 600m.
Floração: de Maio a Junho.
Sinonímia:  Serratula monardii Dufour (basónimo
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Maio - 2015)
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domingo, 5 de abril de 2015

Macela-espatulada (Lepidophorum repandum)





Macela-espatulada [Lepidophorum repandum (L.) DC]
Erva anual ou vivaz (tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito) com caule simples ou escassamente ramificado, com folhas basais curtamente pecioladas, as caulinares sésseis, todas mais ou menos espatuladas e com margens dentadas/serradas; capítulos compridamente pedunculados, com flores marginais com lígulas amarelas, femininas, as do disco desprovidas de lígulas e hermafroditas.
Distribuição: é mais um endemismo ibérico, Em Portugal é mais frequente o seu aparecimento nas regiões Norte e Centro, mas não é de excluir a sua presença em todo o terriotório do Continente, dado que há notícias que a dão como presente no Sul de Espanha (Província de Cádis), quando era suposto, até há pouco, que a sua distribuição estivesse limitada ao Oeste e Noroeste da Península.
Ecologia/habitat: em geral, em terrenos algo húmidos e sombrios.
Floração: De Março a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida,; 4 - Abril - 2015)
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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Teucrium haenseleri

 




Teucrium haenseleri Boiss. 
Subarbusto com 15 a 40 cm, (tipo biológico: caméfito) da família Lamiaceae, com caules hirsutos ou pubescentes, erectos, por vezes ascendentes e outras vezes prostrados, com folhas sésseis dispostas em verticilos de 3 ou 4.
Distribuição: é um endemismo ibérico com distribuição limitada ao Centro, Sul e Sudoeste da Península. Em Portugal a sua ocorrência está limitada ao Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura. 
Já agora refira-se que na Arrábida é uma espécie bastante comum.
Ecologia/habitat: clareiras de matagais e de bosques, encostas pedregosas, bermas de caminhos, sobre solos calcários, ultrabásicos, xistosos, ou arenosos.
Floração: de Maio a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10/24 - Maio - 2014)

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vide-branca (Clematis campaniflora)








Vide-branca (Clematis campaniflora Brot.)
Planta trepadora da família Ranunculaceae com caules lenhosos, sarmentosos; folhas, em geral, bi-penatissectas, com segmentos de última ordem oval-lanceolados, inteiros; flores acampanuladas, solitárias ou agrupadas em cimeiras lassas.
Distribuição: é um endemismo ibérico com distribuição limitada ao centro e oeste da Península. Em Portugal não é, aparentemente, muito comum. Em todo o caso é dado como presente em quase todo o território do Continente. O Algarve é a única excepção.
Ecologia/habitat: matagais e sebes vivas, frequentemente em vales e na proximidade de cursos de água. 
Floração: de Maio a Julho (Agosto).
(Local e data: Serra da Arrábida; 24- Maio / 4 - Junho - 2014)
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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Bela-luz (Thymus mastichina)





Bela-luz ou Tomilho-alvadio (Thymus mastichina L.)
Pequeno arbusto, muito aromático (tipo biológico: caméfito) da familia Lamiaceae, com caule (50 a 80 m) muito ramificado, erecto ou ascendente.
Distribuição: endemismo ibérico que, em Portugal, se distribui por quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: aparentemente indiferente à natureza do substrato, pois encontra-se em solos formados pela desagregação quer de rochas graníticas, quer de rochas xistosas ou calcárias, surge, no entanto habitualmente, em  terrenos pedregosos, secos,  na berma de estradas, em clareiras de matos e de bosques e em campos de cultivo abandonados ou em pousio, a altitudes entre os 5 e os 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 Maio - 2014)
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terça-feira, 1 de abril de 2014

Salva-do-sul (Salvia sclareoides)

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Salva-do-sul *(Salvia sclareoides Brot.)
Erva vivaz (tipo biológico: proto-hemicriptófito) viloso-glandulosa, de caules (15 a 50 cm) erectos, simples ou escassamente ramificados; folhas basilares ovado-oblongas, com margens crenadas ou serradas, com superfície rugosa, com "bolhas"; as caulinares, pouco numerosas, mais pequenas, sésseis; flores com corola tubular, bilabiada, de cor púrpura ou violácea, raramente branca, dispostas (3 a 6) em número variável de verticilastros em inflorescência racemosa.
Distribuição: É um endemismo ibérico que ocorre apenas no Sudoeste da Península, com presença limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral, do lado de cá da fronteira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados, ou incultos, frequentemente pedregosos, sobre solos calcários, margosos ou argilosos.
Floração: de Março a Julho.
*Outros nomes comuns: Esclareia-bastarda; Salva-viscosa-dos-montes.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 30 - Abril - 2012 (foto 7) 15 - Abril - 2011 (foto 5); 8 - Março - 2014 (fotos restantes)]

domingo, 5 de maio de 2013

Arenaria conimbricensis subsp. conimbricensis







Arenaria conimbricensis Brot. subsp. conimbricensis 
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) glanduloso-pubescente (com pêlos curtos e glandulosos no caule, folhas e sépalas) de vida breve e de pequeno porte, não ultrapassando 18 cm (altura que, tendo em conta as duas numerosas populações  por mim observadas na Serra da Arrábida, com dimensões variando entre 5 a 10 cm, raramente atingirá) com caules mais ou menos ramificados, ascendentes ou erectos, com folhas aproximadamente lineares, sésseis, algo carnudas e com flores com 5 pétalas brancas dispostas em cimeiras pouco densas.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: É um endemismo ibérico, estando a sua ocorrência, em Portugal, limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral e, dubitativamente, ao Baixo Alentejo, surgindo em clareiras de matos e pastagens, em terrenos secos, arenosos ou pedregosos e mesmo em terrenos magros sobre substrato rochoso, como era o caso nos dois locais onde as observei.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 14 - Março - 2013)