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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 



Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaFabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Nota: Fotos obtidas, todas elas, no PNArrábida em diversas datas)

domingo, 15 de junho de 2025

Trevo-aglomerado (Trifolium glomeratum)

 



Trevo-aglomerado (Trifolium glomeratum L.)

Erva anual, glabra ou glabrescente, com caules prostados, ascendentes ou erectos, em geral glabros, com entrenós bem distanciados entre si, podendo atingir até 40 cm de comprimento; folhas alternas, trifoliadas, com folíolos obovados ou obcordados, serrilhados; inflorescências axilares, capituliformes, globosas na frutificação. com ligeiro invólucro formado pelas estípulas das folhas, compostas por numerosas flores com corola rosada, glabra, maior que o cálice.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaFabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Sudoeste da Ásia; África (Norte e Sul); e Macaronésia (arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias). Introduzida nas Américas (do Sul e do Norte) na Austrália e Nova Zelândia.
Em Portugal além de presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ocorre também ao longo de todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: prados e pastagens, bermas de estradas e caminhos, outros terrenos incultos, em solos pobres, preferentemente arenosos e siliciosos, a altitudes até 1600m.
Floração: de Março a Julho.
(Avistamento: Cabo Espichel (PN Arrábida); 6 - Maio - 2025)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Giesta-dos-jardins (Spartium junceum)





Giesta-dos-jardins (Spartium junceum L.)
Arbusto com caules até 3 m de altura, com copa larga e algo irregular, com ramos cilíndricos, junciformes, verdes; folhas com caducidade precoce, glabras na página superior, serícias no verso; inflorescências em cacho, com 5 a 28 flores aromáticas, com cálice unilabiado, glabrescente, persistente na frutificação e corola amarela com estandarte glabro, com ápice mucronado e unha muito curta; asas com 16-24 x 7-10 mm e quilha com 20-30 x 5,5 mm; fruto comprimido com 60-120 x 6,5-8 mm, com margens grossas, serício quando jovem, glabrescente na maturação.
Tipo biológico: fanerófito;
FamíliaFabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África, Turquia, Próximo Oriente e Macaronésia, entretanto introduzida  no Sul da Grã Bretanha, América do Norte e América do Sul; Sul de África e Austrália
Em Portugal ocorre como espécie introduzida para fins ornamentais e, a seguir, naturalizada, estando, actualmente, presente em grande parte do território do Continente, bem como no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: barrancos húmidos, margens de rios e de outros pequenos cursos de água, a altitudes até 1000 e frequentemente, como é o caso de Portugal, à beira de estradas e nas proximidades de zonas habitadas.
Floração: de Abril a Julho.
[Avistamento: Serra de S. Luís - PN Arrábida 30 - Maio - 2023)

sábado, 28 de outubro de 2023

Trevo-escuro (Trifolium nigrescens subsp. nigrescens)








Trevo-escuro (Trifolium nigrescens subsp. nigrescens Viv.)
Erva anual, glabra ou com caules glabrescentes. Caules erectos ou ascendentes, com 5 a 45 cm de comprimento. Folhas alternas, trifoliadas, estipuladas, longamente pecioladas, a ponto de o pecíolo das inferiores poder atingir até 11cm; folíolos obovados ou obcordados, glabros, serrilhados, com dentes espinulosos. Inflorescências pedunculadas, (com 12 a 27 mm de diâmetro, durante a floração e com 10 a 20 mm, na frutificação) umbeliformes, hemisféricas, axilares, com múltiplas flores, com pedicelos desiguais; pedúnculo com 2 a 9 cm. Flores com cálice campanulado, glabro, com dentes desiguais e corola com estandarte livre, de cor branca, rosa ou amarelada, persistente na frutificação e que, com o decorrer do tempo, tende a escurecer.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Região Mediterrânica (Sul da Europa; Noroeste de África e Sudoeste da Ásia) e Açores. Introduzida na Amétrica do Norte e Austrália.
Em Portugal ocorre como planta autóctone, quer no arquipélago dos Açores, como ficou dito, quer no território do Continente (Alto Alentejo, Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral, Douro Litoral, Minho e, provavelmente, Algarve e Trás-os-Montes). Não há indicação de ocorrência no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: planta ruderal com preferência por terrenos relvados, como prados e pastagens, em solos arenosos, com alguma humidade e nitrificados e, por vezes, pisoteados, a altitudes até 600m.
Floração: de Março a Junho.
[Avistamento: Pinheirinhos (Sesimbra); 20 - Março - 2023]

sábado, 21 de outubro de 2023

Ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus)






 Ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus L.)

Erva anual ou bienal, trepadora, pubescente, com até 100cm de altura. Caules ramificados, alados; asas com 1,5 a 2,8 mm de largura; folhas pecioladas com 1 par de folíolos, terminadas em gavinha muito ramificada; estípulas ovado-lanceoladas ou linear-lanceoladas, semisagitadas; pecíolo alado com 8 a 58mm; folíolos elípticos ou obovados com margem ondulada; inflorescências pedunculadas com 2 a 4 flores; pedúnculo mais comprido que a folha axilante; flores com pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor rosa ou roxa; fruto oblongo ou elíptico, com 5 a 8 sementes.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaFabaceae (Leguminosae)
Distribuição: planta nativa de Itália; Sicília; ilhas e costa oriental do Mar Egeu. Introduzida como planta ornamental e naturalizada no Sudoeste da Europa, Norte de África, América do Norte e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal ocorre como espécie introduzida, quer no território do Continente, quer no arquipélago da Madeira. Inexistente no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat; relvados, terrenos cultivados e bermas de caminhos, a altitudes até 700 m. Em Portugal, as ocorrência são, por via de regra, originadas em sementes escapadas de cultivo.
Floração: de Abril a Junho.
[Avistamentos: Serra da Arrábida;  Abril / Maio 2019);

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Ervilhaca-comum (Vicia sativa subsp. sativa)



Ervilhaca-comum* (Vicia sativa subsp. sativa)
Erva anual, trepadora, com caules ascendentes ou procumbentes que podem atingir até 80cm; folhas pecioladas ou subsésseis, com 4 a 7 pares de folíolos (oblongos, oblanceolados ou elípticos, raramente lineares, obtusos ou emarginados, caudados) terminadas em gavinha ramificada; inflorescências reduzidas a 1 ou 2 flores; estas com cálice com lóbulos triangulares, frequentemente mais compridos que o tubo; pétalas (estandarte, alas e quilha) de cor que vai do violeta ao púrpura, mais escura nas alas; frutos claramente comprimidos entre as (4 a 9) sementes.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: planta originária da Região Mediterrânica, mas introduzida em numerosas regiões do globo, sendo considerada actualmente como planta subcosmopolita.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, em todo o território do Continente e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores. Inexistente no arquipélago da Madeira.
Ecologia/habitat: terrenos relvados e campos cultivados em solos nitrificados, a altitudes até 1050 m.
Floração: de Março a Junho.
Nota: cultivada como planta forrageira.
* Outro nomes comuns: Ervilhaca-mansa; Ervilhaca-ordinária.
[Local e data do avistamento: Arrábida (Vale de Barris); 4 - Março - 2020]
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 21 de abril de 2021

Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus)

 



Cizirão-de-um-ano (Lathyrus annuus L.)
Erva anual, glabra, trepadora, que pode atingir até 200cm; com caules ramificados, alados, com asas com 0,5 a 2,5 mm de largura; folhas pecioladas com 1 par de folíolos, terminadas em gavinha ramificada; estípulas linear-lanceoladas, semisagitadas ou semihastadas, mais curtas que o pecíolo; flores com pétalas (estandarte, asas e quilha) de cor amarela, dispostas (1 a 3) em inflorescências pedunculadas; pedúnculo em geral mais curto que a folha axilante; fruto oblongo, reticulado, com 5 a 9 sementes esféricas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul da Europa, desde a Península Ibérica até ao Cáucaso; Centro e Sudoeste da Ásia; Norte de África e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias). Em Portugal além de presente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, ocorre também, como espécie autóctone, em boa parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral, sendo duvidoso o seu aparecimento no Douro Litoral e Minho).
Ecologia/habitat: terrenos relvados na orla de terrenos cultivados, caminhos e taludes, em locais húmidos e algo sombrios, com preferência por solos básicos, a altitudes desde 8 a 1200m.
Floração: de Março a Junho.
[Local e data do avistamento: serra de S. Luís (Arrábida); 28 - Abril - 2019]

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Vicia parviflora



Vicia parviflora Cav.
Erva anual, trepadora, com caules erectos ou procumbentes que podem atingir até 50cm; folhas curtamente pecioladas, com 2 a 4 pares de folíolos, terminando em gavinha não ramificada; flores com pétalas de cor lilás, rosa, azul; amarelada ou esbranquiçada.
Características que convém confirmar:
"-Fruto estipitado (com um pedúnculo dentro do cálice) e glabro. -Inflorescências com o pedúnculo claramente mais comprido que a respectiva folha.(...)" (fonte)
Tipo biológico: terófito; escandente;
Família: Fabaceae (Leguminosae)
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Ásia Menor; Noroeste de África e Macaronésia (arquipélagos dos Açores; Madeira e Canárias).
Em território português, ocorre não apenas nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, mas também em todas as regiões do Continente. 
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem secos; orlas e clareiras de bosques e matagais, a altitudes até 1600m. 
Floração: de Fevereiro a Julho.
(Local e data do avistamento: Arrábida; 19  - Abril - 2017)
(Clicando nas imagens, amplia)

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Cizirão-dos-Açores (Lathyrus tingitanus)








Cizirão-dos-Açores * (Lathyrus tingitanus L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito), trepadora, glabra, da família Fabaceae, por vezes algo lenhosa na base, com caule ramificado, alado, que pode atingir até 180cm; folhas pecioladas com dois folíolos, terminadas em gavinhas muito ramificadas; e flores com pétalas de cor purpúrea, com estandarte mais ou menos ovado.
Distribuição: Península Ibérica; sul de França; Sardenha; noroeste de África; e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) .
No referente a Portugal, além da já referida ocorrência nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, há que referir também a presença da planta no território do Continente, incluindo na Arrábida, onde já a fotografei em dois locais.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e bosques, taludes e bermas de estradas e caminhos, margens de rios e pântanos; em zonas húmidas, a altitudes que podem ir desde os 250m até aos 850m.
Floração: de Março a Junho
É cultivada como planta forrageira.
(*Outros nomes comuns: Chicharão-dos-Açores; Chícharo-dos-Açores; Chícharo-marroquino; Chicharão)
[Locais e datas: Serra do Louro e Serra de S. Luís (Arrábida); 9/27 - Abril - 2019] 
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Trevo-entaçado (Trifolium cherleri)




Trevo-entaçado (Trifolium cherleri L.)
Erva anual, densamente vilosa, com caules procumbentes ou ascendentes, ramificados desde a base, com 3 a 30 cm; folhas alternas, trifoliadas, com folíolos inteiros ou ligeiramente denticulados na parte apical; flores com corola esbranquiçada ou algo rosada, agrupadas em inflorescências capituliformes, semiglobosas, aparentemente terminais.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal, além de presente no arquipélago da Madeira, encontra-se também em quase todo o território do Continente. Supostamente só não ocorre no Minho e no Douro Litoral.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, em terrenos pobres, secos, siliciosos ou arenosos, por vezes degradados, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Agosto.
[Local e data do avistamento: Arrábida; 19 - Abril - 2017)
(Clicando nas imagens, amplia)

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Cizirão-das-torres (Lathyrus clymenum)








Cizirão-das-torres *(Lathyrus clymenum L.)
Erva anual ou bienal (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) trepadora, glabra, com caule ramificado desde a base que pode atingir mais de 1m de altura.
A flor desta espécie apresenta um estandarte com duas gibas em forma de dedo, dispostas ao lado de cada uma das duas asas da corola, característica qe que permite facilmente distinguir esta espécie de outras do mesmo género, espécies que, note-se, só em território português são cerca de duas dezenas. 
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Sul da Europa, desde a Península Ibérica até aos Balcãs; Ásia Menor; Norte de África e Macaronésia [ Madeira, Açores (?) e Canárias]. 
Em Portugal, a espécie distribui-se por quase todas regiões do Continente, além de estar presente nos arquipélagos da Madeira e dos Açores (aqui como planta autóctone, segundo a Flora Iberica, ou como espécie introduzida, segundo o entendimento do portal da SPBotânica, Flora.on).
Ecologia/habitat: Orlas e clareiras de bosques e matagais; sebes e relvados em redor de terrenos de cultivo, taludes e locais rochosos, a altitudes até 1500m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho.
* Outros nomes comuns: Chicharão-das-torres; Chicharão-trepador.