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domingo, 7 de junho de 2015

Euphorbia transtagana







Euphorbia transtagana Boiss.
Planta perene (tipo biológico: Hemicriptófito ou Caméfitoglabra, mais ou menos glauca, frequentemente  multicaule, com caules (5 a 30cm)  ascendentes, apresentando, normalmente, 3 a 5 ramos laterais férteis.
Distribuição: É um endemismo português, que ocorre apenas na metade sul do território do Continente.
Ecologia/habitat: no interior de matagais ou de matas de pinheiros, uns e outros com boas abertas, sobre solos com predominância de areia e cascalho, derivados de arenitos e margas, em locais com alguma humidade e simultaneamente quentes, a altitudes até aos 400m.
Floração: de Março a Julho.
(Local e datas: Serra da Arrábida: Abril / Maio -2015)
(Fontes: Flora.onFlora Iberica)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Centaurea sphaerocephala subsp. lusitanica




Centaurea sphaerocephala L. subsp. lusitanica (Boiss. & Reut.) Nyman 
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae.
Apresenta algumas características que a diferenciam não só das suas congéneres mas também de outras subespécies da mesma espécie. Apresenta, designadamente, "folhas caulinares claramente decurrentes, isto é, prolongando-se pelo caule abaixo do ponto de inserção" e "grande parte dos apêndices das brácteas com 5 espinhos" (fonte).
Distribuição: Trata-se de um endemismo português, concentrando-se as suas populações, ao que parece, na Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: Pousios, orlas de campos cultivados e incultos; clareiras de matos e bermas de estradas e caminhos, sobre substrato calcário.
Floração: de Abril a Setembro.
(Local e data: Serra da Arrábida; 20 - Maio - 2013)

domingo, 10 de março de 2013

Arabis sadina






Arabis sadina (Samp.) Cout. 
Erva, vivaz, (tipo fisionómico: hemicriptófito) rizomatosa, da família Brassicaceae, com indumento formado essencialmente por pêlos estrelados mais denso ao nível das folhas e na metade inferior do caule, apresentando-se este erecto (15 a 45cm de altura) simples ou pouco ramificado. Folhas com 5 a 8 pares de dentes ou lóbulos marginais, as inferiores, oblanceoladas ou subespatuladas, escassamente pecioladas, as caulinares, sésseis, de elípticas a lanceoladas, arredondadas na base. Flores com pétalas brancas ou levemente rosadas, reunidas (3 a 25) em inflorescências em cacho pouco densas.
Distribuição: esta Arabis é uma planta endémica de Portugal com distribuição limitada  ao Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral.
Porque esta espécie leva na designação científica o epíteto específico de sadina, parti do pressuposto de que seria muito abundante na Serra da Arrábida e que seria fácil deparar com ela. Certo, porém, é que, não obstante as minhas frequentes deambulações pela Arrábida, de há dois anos a esta parte, só recentemente a avistei em vários locais, na mesma zona da serra, ora isolada, ora em pequenos grupos, sempre em pequenas clareiras no meio de matos baixos, em substrato calcário, rochoso ou pedregoso que parece ser o seu habitat normal. 
Diga-se que o pressuposto de que parti quanto à sua abundância  não tem justificação, pois esta encontra-se no facto de a espécie ter sido encontrada "Entre Tejo e Sado" e descrita, pela primeira vez, por Gonçalo António da Silva Ferreira Sampaio que lhe atribuiu  o nome de Arabis muralis var. sadina, basónimo que, por isso mesmo, tem no descritor o seu apelido Sampaio abreviado para Samp.
Por outro lado, a aparente pouca visibilidade da espécie pode também não ter nada a ver com a maior ou menor abundância, pois pode simplesmente resultar do facto de a planta preferir, por "modéstia", locais recatados, mais ou menos abrigados pelos matos circundantes, em vez de terrenos abertos e mais expostos aos ventos e aos olhares de quem passa. 
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - Fevereiro - 2013)