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sábado, 30 de abril de 2022

Silene fuscata




 Silene fuscata Link ex Brot.
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Caryophyllaceae, com caule (8 a 55 cm) erecto, simples ou ramificado a partir da base, densamente glanduloso-pubescente, com pêlos um tanto avermelhados.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental; Ásia Menor; Creta; Líbia.
Em Portugal Continental, onde, aparentemente não é espécie muito comum, surge apenas na Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo e, eventualmente, também na Beira Baixa. Ausente nos Arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: Terrenos de pastagem, geralmente, sobre solos argilosos ou calcários.
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra de S. Luís (PNArrábida); 29 - Abril - 2022)
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terça-feira, 25 de maio de 2021

Silene disticha





Silene disticha Willd.
Erva anual, com 25 a 60 cm;  caules erectos, simples ou ramificados na metade superior, com duplo indumento (viloso, na parte inferior e retrorso-pubérulo na parte superior); folhas com alguma vilosidade dispersa; as inferiores, oblanceoladas; as superiores, lanceoladas; inflorescências em geral ramificadas, com dois ramos laterais, densos, separados por uma flor central; brácteas mais compridas que os pedicelos; cálice claviforme na frutificação, viloso nos nervos e pubérulo-glanduloso nos espaços entre os nervos, com dentes lanceolados; pétalas com limbo bífido, branco-rosado ou esbranquiçado, pouco saliente no exterior do cálice; cápsula (fruto) subglobosa com 7 a 8 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Península Ibérica, Ilhas Baleares e Noroeste de África.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos calcários ou areníticos a altitudes até 500 m
Floração: de Abril a Julho.
[Local e data do avistamento: Serra de S. Luís (P.N. Arrábida) 25 - Maio - 2021]

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Silene gracilis





Silene gracilis DC.
Erva anual, com 10 a 80 cm; caules geralmente ascendentes, simples ou ramificados a partir da base, vilosos na parte inferior, glabros na parte média e com indumento retrorso-pubérulo na parte superior; folhas pubescentes, as basais subespatuladas ou oblanceoladas, geralmente dispostas em roseta; as caulinares, de ovais a lanceoladas; inflorescências em cimeiras com 1 a 10 flores frequentemente cleistogâmicas; brácteas mais curtas que os pedicelos, de ovadas a ovado-lanceoladas, ciliadas, pelo menos, na base; cálice campanulado na frutificação, totalmente glabro ou ligeiramente escábrido nos nervos, com dentes triangulares, ciliados; pétalas profundamente bífidas, de cor branca ou rosa-pálido; cápsula (fruto) subcilíndrica com 6 a 11 mm.
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Sudoeste da Península Ibérica e Noroeste de Marrocos.
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, apenas em parte do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: terrenos relvados em solos arenosos, geralmente próximos do litoral.
Floração: de Janeiro a Junho.
[Local e data do avistamento: Serra do Risco (Arrábida); 9 - Março - 2020]
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Spergularia rupicola

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Spergularia rupicola Lebel ex Le Jol.

Erva perene, com raiz grossa e cepa lenhosa; caules, com 5 a 35cm, glanduloso-pubescentes, enraizantes nos nós; folhas aproximadamente lineares, carnudas, mucronadas; estípulas triangulares, acuminadas; pedicelos com cerca de 1 cm, em geral mais compridos que as flores, estas com pétalas rosadas, aproximadamente iguais em comprimento às sépalas; estames: 10; fruto constituído por cápsula ovóide, em geral, superior em tamanho às sépalas: sementes castanho-escuras, tuberculadas, ápteras. *
Tipo biológico: caméfito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: costa atlântica da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: escarpas, rochedos e terrenos pedregosos junto ao litoral atlântico.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Agosto.

* O hábito desta espécie é muito semelhante ao da congénere Spergularia australis e, para aumentar a dificuldade de identificação, acontece que o habitat de ambas as espécies é, pelo menos, parcialmente coincidente. Para as distinguir, a Flora Iberica recomenda que se atente sobretudo nas sementes de uma e de outra, pois as da S. australis são negras (e não castanho-escuras), lisas (e não tuberculadas), apresentando frequentemente asas estreitas ou rudimentares.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 20 - Abril - 2017 (fotos 2, 3  e 9); 14 - Janeiro - 2019 (fotos restantes)]
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sábado, 2 de dezembro de 2017

Erva-traqueira (Silene vulgaris subsp. vulgaris)





Erva-traqueira *[Silene vulgaris (Moench) Garcke subsp. vulgaris]
Erva vivaz (tipo fisionómico: Hemicriptófito) de caules múltiplos (com 30 a 70 cm) de erectos a ascendentes, ou mesmo prostrados; folhas sésseis e opostas, de lanceoladas a linear-lanceoladas ou ovadas; flores com cálice globoso, inchado e corola geralmente branca, com 5 pétalas com limbo bipartido.
É nativa de grande parte da Europa e da Ásia e do noroeste de África, mas encontra-se naturalizada em várias regiões de outros continentes. Em Portugal distribui-se de forma irregular e dispersa por todo o território. 
Adapta-se a diversos tipos de ambientes, ensolarados ou a meia sombra, com mais ou menos humidade, podendo classificar-se, quer como rupícola, quer como ripícola, pois tanto se pode encontrar em locais rochosos, como nas margens de cursos de água e, aparentemente, dada a sua dispersão, parece ser-lhe indiferente a natureza dos solos.
Floresce de Março a Agosto.
Obs. Para surpresa minha, constato pela leitura da Wikipédia (em espanhol, francês e italiano) que esta planta é comestível e consumida, quer em cru, em saladas, quer confeccionada como acompanhamento ou como ingrediente usado na feitura doutros pratos.
*Outros nomes comuns: Erva-cucubalos; Orelha-de-boi; Rilha-de-boi.
(Local e data: Serra da Arrábida; 19 - Abril - 2017)

domingo, 24 de julho de 2016

Silene nocturna



 
 


Silene nocturna L.
Erva anual, com 5 a 40cm, com caules erectos, em geral, ramificados, pubescente-glandulosos, pelo menos, na parte superior; folhas espatuladas, obovadas ou linear-lanceoladas, ciliadas na parte inferior; inflorescências com 2 a 15 flores, cujas pétalas, quando existam, apresentam o limbo bífido, e geralmente rosado; fruto constituído por uma cápsula, aproximadamente cilíndrica, com estreitamento na garganta
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica; Sudoeste da Região Euro-siberiana; Península Arábica; Canárias e Madeira. Na América ocorre como espécie introduzida.
Presente também em boa parte do território de Portugal Continental. De facto, aparentemente, só não é encontrada no Minho e no Douro Litoral. É dada como inexistente no arquipélago açoriano.
Ecologia/habitat: terrenos cultivados e em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Sesimbra - Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2016)

sábado, 20 de junho de 2015

Erva-dos-unheiros (Chaetonychia cymosa)


Erva-dos-unheiros * Chaetonychia cymosa (L.) Sweet  

Erva anual (tipo biológico: terófito)  de pequeno porte, da família Caryophyllaceae, de caules erectos, embora, dada a pequena altura, possa,  por vezes, dar a ideia de que se trata de caules mais ou menos prostrados, com folhas carnudas, opostas, lineares, quase cilíndricas, terminadas em ponta fina; flores desprovidas de pétalas, mas com sépalas externas (3) maiores que as internas (2).
Distribuição: Península Ibérica; Sul de França, Córsega, Sardenha, Marrocos e Tunísia. Em Portugal, embora não seja uma espécie muito comum, distribui-se por todo o território do Continente.
Ecologia/ habitat: em clareiras em solos arenosos e ácidos, a altitudes até aos 1400m.
Floração: de Abril a Julho.
* Outros nomes comuns: Paroníquia-de-flores-empinadas;Rato-castanho;
(Local e data: Serra da Arrábida; 16 - Maio - 2015))
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domingo, 5 de maio de 2013

Arenaria conimbricensis subsp. conimbricensis







Arenaria conimbricensis Brot. subsp. conimbricensis 
Erva anual (tipo fisionómico: terófito) glanduloso-pubescente (com pêlos curtos e glandulosos no caule, folhas e sépalas) de vida breve e de pequeno porte, não ultrapassando 18 cm (altura que, tendo em conta as duas numerosas populações  por mim observadas na Serra da Arrábida, com dimensões variando entre 5 a 10 cm, raramente atingirá) com caules mais ou menos ramificados, ascendentes ou erectos, com folhas aproximadamente lineares, sésseis, algo carnudas e com flores com 5 pétalas brancas dispostas em cimeiras pouco densas.
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: É um endemismo ibérico, estando a sua ocorrência, em Portugal, limitada ao Algarve, Estremadura e Beira Litoral e, dubitativamente, ao Baixo Alentejo, surgindo em clareiras de matos e pastagens, em terrenos secos, arenosos ou pedregosos e mesmo em terrenos magros sobre substrato rochoso, como era o caso nos dois locais onde as observei.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 14 - Março - 2013)

domingo, 21 de outubro de 2012

Cravinho-bravo (Dianthus broteri)



Cravinho-bravo (Dianthus broteri Boiss. & Reut.)
Erva vivaz, de caules múltiplos, podendo atingir até 50 cm, cespitosa, da família Caryophyllaceae
É um endemismo ibérico que se distribui pelo sul de Espanha e pelo centro e sul de Portugal, ocorrendo em clareiras de matos, em terrenos secos, frequentemente pedregosos, sobre substrato geralmente calcário ou margoso e, eventualmente, nas areais das dunas.
Distingue-se de outras espécies pelas pétalas de cor entre o quase branco e o rosa, com o limbo profundamente dividido (laciniado)
Floração: de Abril a Julho.
Nomes comuns: Em português encontrei apenas uma referência a "Cravinho-bravo". Em Espanha, a espécie é designada por Clavelina de pastorClavellina de Doñana, Clavellina de monte.
(Local e data: altiplano da Azóia, a sul do cabo Espichel; 1 de Junho de 2011)