domingo, 15 de julho de 2012

Staehelina dubia





Staehelina dubia L.
Descrição: pequeno arbusto (20 a 40 cm de altura) com caule muito ramificado, cespitoso; folhas verde-escuras, mucronadas, as dos rebentes estéreis, linear-lanceoladas, sinuado-dentadas, as dos ramos férteis, geralmente inteiras e mais afastadas entre si; flores de cor purpúrea agrupadas em capítulos solitários ou dispostos em panícula com brácteas exteriores tomentosas, verdes, passando com o tempo a castanho-avermelhadas;
Família: Asteraceae;
Distribuição:
- em geral: Região Mediterrânica Ocidental;
- em Portugal: Centro oeste; Centro sul (Arrábida) e Barrocal algarvio;
Ecologia: locais áridos, geralmente pedregosos ou rochosos, sobre substratos calcários ou margosos.
Floração: de maio a agosto;
(Local e datas:  Serra da Arrábida; 27 -junho/09 - julho  - 2012)
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terça-feira, 10 de julho de 2012

Linho-bravo (Linum bienne)






Linho-bravo, também designado por Linho-de-inverno (com a designação científica de Linum bienne Mill: e sinónimos: Linum tenuifolium L.;Linum angustifolium Huds.;Linum perenne (L.) Vill.;Linum agreste Brot.; além de outros) é uma planta, da família Linaceae, nativa da Europa Ocidental, Região Mediterrânica e Norte de Inglaterra e Irlanda, mas já introduzida noutras regiões, encontrando-se naturalizada nos Estados Unidos, nas costas do Pacífico. Ocorre sobretudo em terrenos calcários e ou margosos com com alguma humidade.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - 03 - 2012)
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Rapôncio-da-terra (Centaurea africana)







Rapôncio-da-terra (Centaurea africana Lam.)

Herbácea, perene, da família Asteraceae, possui um caule com 50 a 100 cm de altura, geralmente simples, ou pouco ramificado;  folhas quase todas basilares, serrado-dentadas; e flores, com o aspecto que as imagens documentam, reunidas em capítulos solitários e largamente pedunculados.
Distribui-se pelo centro e sul de Portugal, sudoeste de Espanha, Sicília e norte de África.
Floresce de junho a julho, surgindo, segundo o portal Flora.On, "em matos abertos, sobreirais e pinhais, geralmente em solos siliciosos".
 As aqui reproduzidas foram encontradas na Arrábida, num declive à beira da estrada, em zona ladeada por matos, em solo calcário/margoso. 
Que lembre, foi o primeiro contacto com a planta, e se fiquei satisfeito ao deparar com ela, também tive razão para algum desapontamento devido ao facto de ter constatado que entre as várias dezenas de exemplares existentes no local, a grande maioria apresentava as hastes florais cortadas. Ao todo e excluindo aquelas cujas flores ainda se mantinham resguardadas no invólucro do capítulo,  escaparam à devastação dois únicos exemplares, talvez  porque um tanto escondidos na sombra de uns arbustos.  Confesso o meu espanto perante tanta inconsciência. Será que as pessoas que procedem desta forma saberão que, se as plantas não completarem as fases da floração e frutificação,  não disporão de sementes para se reproduzirem no futuro? Ou sabendo, será que fala mais alto o egoísmo do que o respeito pela natureza e pela sua conservação?
(Local  e data: Serra da Arrábida; 09 - julho - 2012)
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terça-feira, 3 de julho de 2012

Omphalodes linifolia




Omphalodes linifolia (L.) Moench

Erva anual, da família Boraginaceae, de caule simples ou pouco ramificado,com 15 a 40 cm de altura; folhas levemente serrilhadas; flores com corola de cor geralmente branca dispostas em cimeiras nuas.
Distribuição geral: Península Ibérica e sudeste de França.
Em Portugal ocorre na Terra Quente, (Alto Douro), Centro oeste, Centro sul (Arrábida) no sudeste e no barrocal algarvio, surgindo em terrenos secos, pedregosos e incultos e, por via de regra, sobre solos calcários.
Floresce de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 15 - maio - 2012)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Cardo-sanguinho (Carthamus lanatus)


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Cardo-sanguinho * (Carthamus lanatus L.)

Planta herbácea, anual, da família Asteraceae. Possui caule erecto, tomentoso, com 15 a 60 cm de altura, ramificado na metade superior; folhas espinhosas; flores amarelas com veios e com manchas cor de sangue, reunidas em capítulos, frequentemente, solitários, envolvidos por abundante tomento lanoso e guarnecidos de brácteas involucrais semelhantes às folhas e igualmente espinhosas.
Planta nativa do sul da Europa e,  em geral, de toda a Região Mediterrânica, bem como de algumas regiões da Ásia, foi introduzida e encontra-se naturalizada noutras partes do globo, como a América do Norte e Austrália onde é considerada como planta daninha.
Em Portugal, distribui-se sobretudo por todo o Alentejo e pela região da Estremadura.
Tem habitat preferencial em terrenos cultivados e incultos e em terrenos em pousio bem como à beira de estradas e caminhos, em lugares ensolarados, secos, frequentemente, sobre substrato calcário ou margoso.
Floração: de maio a agosto.
*Outras designações comuns: Cardo-lanoso; Cardo-Cristo; 
(Local e datas: Serra da Arrábida; 27 - 06 - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); 09 - maio - 2012 (fotos 5)]
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sábado, 30 de junho de 2012

Cardo-estrelado (Centaurea calcitrapa)

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Cardo-estrelado (Centaurea calcitrapa L.)
Originária de grande parte da Europa, incluindo Portugal e, em geral, de toda a Região Mediterrânica, esta planta da família Asteraceae, foi introduzida e naturalizada noutras regiões do globo, sendo nalgumas delas considerada como planta daninha. Nas regiões de origem, surge em terrenos incultos, à beira e mesmo no meio de caminhos pouco movimentados e em locais com alguma espécie de intervenção humana.
[Local e datas: Serra da Arrábida: 27 - o6- 2012 (fotos 1, 2 e 3); 09-05-2012 (fotos 4 e 5); 21- o4- 2012 (foto 6); 29 -02-2012 (foto 7)]
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Serratula baetica subsp. lusitanica




Serratula baetica DC. subsp. lusitanica Cantó 
Herbácea perene da família Asteraceae, apresenta caule erecto que pode atingir até 90 cm, geralmente simples, raramente bi-ramificado, com folhas até ao ápice; folhas basilares pecioladas, lanceoladas, inteiras ou laciniadas, apresentando pêlos esparsos em ambas as faces do limbo, mais abundantes nas margens; as caulinares, sésseis ou sub-sésseis, lanceoladas, inteiras, dentadas ou serradas, por vezes laciniado-lanceoladas; flores de cor púrpura ou rosadas reunidas em capítulos terminais, com formato cilíndrico oblongo-ovóide ou campaniforme, protegidos por brácteas linear-triangulares providas de espinhos.
Trata-se dum endemismo português limitado ao centro e sul do país, com ocorrências confirmadas desde as Serras de Aire e Candeeiros (no centro) até ao Algarve, passando pela Estremadura, Serra da Arrábida e Alentejo. 
Paloma Cantó, autora de um estudo a que em nota final farei referência, distingue duas formas dentro da subespécie, correspondentes a outras tantas populações: a f. lusitanica, de populações basófilas (Algarve e Serra da Arrábida), caracterizada pela predominância de folhas inteiras e a f. sampaiana, de populações silicícolas, portadoras de folhas laciniadas. Como os exemplares acima reproduzidos foram todos fotografados na Serra da Arrábida não será ousada a conclusão de que se enquadram na f. lusitanica.
Floração: de maio a junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 22 - maio - 2012)
Nota final: Na descrição supra segui de perto um estudo da citada autora Paloma Cantó, estudo que me foi facultado pelo Miguel Porto, responsável, além do mais, pela concepção e programação do Portal Flora-On a quem fico a dever também a preciosa colaboração na identificação da planta. Cumpre-me, no entanto, assinalar, que as eventuais incorrecções ou imprecisões contidas no texto supra são da minha lavra e, logo, da minha inteira e exclusiva responsabilidade.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Cardo-do-coalho (Cynara cardunculus)

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Cardo-do-coalho (Cynara cardunculus L.)
Também designada por Cardo-hortense e Cardo-manso, esta planta, da família Asteraceae, surge espontânea na Região Mediterrânica, incluindo em Portugal, em terrenos, frequentemente, pedregosos, mas também é cultivada. A designação de Cardo-do-coalho advém do facto de as suas flores, depois de secas, serem utilizadas no fabrico do queijo, como coagulante do leite.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 27- junho - 2012 (fotos 1, 2, 3 e 4); 27 - janeiro - 2012 (foto 5)]
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Cardo-penteador-de-folhas-recortadas (Dipsacus comosus)Hoffmanns. & Link

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Cardo-penteador-de-folhas-recortadas (Dipsacus comosus Hoffmanns. & Link)
Planta herbácea, bienal, da família Dipsacaceae. Apresenta caules erectos, aculeados, que podem elevar-se até 3m de altura; folhas basilares, sésseis e sinuadas; as caulinares, sésseis e penatifendidas e as distais, lineares e inteiras; flores brancas dispostas em espiga cilíndrica, protegida por brácteas em forma de sovela com espinhos. É considerada como mais um endemismo ibérico, ocorrendo em Portugal no centro e sul do território, frequentemente em terrenos (cultivados e incultos) temporariamente encharcados, embora também se encontre em terrenos pedregosos e menos húmidos. 
Floração: de maio a setembro.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 27- junho - 2012 (fotos 5, 6 e 7); 13 - abril - 2012 (fotos 1 e 8); 09 - maio - 2012 (fotos 2, 3 e 4)]
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sábado, 2 de junho de 2012

Corriola-do-Espichel (Convolvulus fernandesii)





Corriola-do-Espichel (Convolvulus fernandesii P.Silva & Teles)
A "Corriola-do-Espichel" pode não ser dotada duma beleza surpreendente, mas é, em todo o caso, uma jóia rara,  porque é um endemismo português e, para mais, restrito à área do Cabo Espichel e ao litoral da Serra da Arrábida. Rara, mas também difícil de encontrar, porque tem o seu habitat limitado ás escarpas e fendas abertas ao longo das arribas do litoral. Eu próprio o posso dizer, porque só à terceira tentativa é que consegui deparar com ela  no fundo duma ravina cavada na falésia, a que se tem acesso seguindo por um carreiro traçado e frequentado, suponho eu, por pescadores, carreiro que, tendo em conta o declive, não é recomendável a senhoras com sapatos de salto alto, nem a cavalheiros com sapatos com gáspeas de sola.
Trata-se dum arbusto ramificado, com flores brancas, mais ou menos frondoso, consoante a profundidade e qualidade do solo onde se encontra implantada e que se comporta como planta trepadeira que se enrola no suportes mais próximos, geralmente, outras plantas. As silvas fazem, frequentemente, esse papel como no caso que descrevo. 
Porque se trata duma espécie rara, faz sentido referir que as plantas encontradas, ainda em floração, mas também já com frutos a amadurecer (v. última foto) apresentavam excelente aspecto vegetativo. Compreensivelmente, aliás, pois o local dispõe de bons sedimentos carreados pelas águas da chuva que, convergindo do altiplano da Azóia, acabam por se precipitar naquele local.
Floração: de fevereiro a junho.
(Local e data: Cabo Espichel - Serra da Arrábida; 28 - maio - 2012)
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