quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Endrão (Ridolfia segetum)



Endrão * [Ridolfia segetum (L.) Moris]
Erva anual, glabra, com 20 a 150cm; caules erectos, ramificados quase desde a base; folhas pecioladas, penatissectas, com segmentos de última ordem filiformes; flores com pétalas amarelas agrupadas em umbelas terminais e laterais, compostas por (8 a 56) umbélulas, cada uma com 15 a 36 flores.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaApiaceae / Umbelliferae ;
DistribuiçãoSul da Europa, Norte de África, Anatólia, Líbano, Palestina e Canárias. 
Em Portugal ocorre como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral) e como planta introduzida no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: pastagens, searas e outros campos agrícolas, cultivados ou em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 700m.
Floração: de Abril a Agosto.
*Outros nomes comuns: Andrage; Endro; Funcho-bastardo. 
[Local e data: Serra da Arrábida; 20 - Maio - 2013]

domingo, 24 de julho de 2016

Silene nocturna



 
 


Silene nocturna L.
Erva anual, com 5 a 40cm, com caules erectos, em geral, ramificados, pubescente-glandulosos, pelo menos, na parte superior; folhas espatuladas, obovadas ou linear-lanceoladas, ciliadas na parte inferior; inflorescências com 2 a 15 flores, cujas pétalas, quando existam, apresentam o limbo bífido, e geralmente rosado; fruto constituído por uma cápsula, aproximadamente cilíndrica, com estreitamento na garganta
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica; Sudoeste da Região Euro-siberiana; Península Arábica; Canárias e Madeira. Na América ocorre como espécie introduzida.
Presente também em boa parte do território de Portugal Continental. De facto, aparentemente, só não é encontrada no Minho e no Douro Litoral. É dada como inexistente no arquipélago açoriano.
Ecologia/habitat: terrenos cultivados e em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Sesimbra - Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2016)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Papoila-das-praias (Glaucium flavum)






 Papoila-das-praias, ou Papoila-pontuda (Glaucium flavum Crantz)
Erva bienal ou perene, glauca, com caules geralmente ramificados (com 30 a 90cm) erectos ou decumbentes; flores com pétalas amarelas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPapaveraceae;
Distribuição: Europa (Central e Ocidental); Ásia (Sudoeste); África (Noroeste) e Canárias. Naturalizada na Europa Central.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho)
Ecologia/habitat: terrenos de areia e/ou cascalho, principalmente na proximidade do litoral.
Floração: de Abril a Outubro.
(Local: Praia de Albarquel - Serra da Arrábida)

domingo, 1 de maio de 2016

Serapião-de-língua-estreita (Serapias strictiflora)





 



Serapião-de-língua-estreita (Serapias strictiflora Welw. ex Veiga)
Erva perene (tipo biológico: geófito) com 1-3 tubérculos; caule verde, com 10 a 36 cm de altura; folhas (3 a 6) linear-lanceoladas, com as superiores (1 ou 2) bracteiformes; flores (1 a 4) agrupadas numa espiga geralmente pouco densa.
Embora para quem esteja familiarizado com o género Serapias seja relativamente fácil distinguir as diversas espécies que ocorrem em Portugal, já quanto aos leigos na matéria se não poderá dizer o mesmo, pelo menos em relação a 3 destas espécies (S. parviflora;S. lingua e S. strictiflora) que têm bastantes semelhanças. Para remover eventuais dúvidas recomenda-se que se observe o formato do labelo e se atente no número e forma das calosidades existentes no hipoquilo (2 no caso da S. parviflora e 1 no caso da S. lingua e da S. strictiflora)*. 
Família:Orchidaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa e Noroeste de África. 
Em Portugal a espécie ocorre apenas no território do Continente e, ao que parece, encontra-se apenas no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: prados; pastagens e clareiras de matos, em terrenos, pelo menos temporariamente húmidos e, em geral, sobre substratos arenosos, a altitudes até 400m.
Floração: de Março a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2016)

* A propósito da forma do labelo e do número e forma das calosidades observe-se a seguinte gravura:

(Gravura daqui)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Asterolinon linum-stellatum



Asterolinon linum-stellatum (L.) Duby
Erva anual, glabra, de curta duração e de reduzidas dimensões (2 a 12 cm) com caule erecto, simples ou ramificado; folhas opostas, ovado-lanceoladas, inteiras, agudas; flores pentâmeras, axilares, com corola esbranquiçada ou esverdeada, de dimensões (diâmetro inferior a 1 mm) bem menores do que as do cálice; fruto sob a forma de cápsula globosa, brilhante.
Tipo biológico: terófito;
Família: Primulaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias.
Em Portugal é bastante comum, estando presente em todas as regiões do território do Continente. Em contrapartida é inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, campos abandonados, independemente da natureza do substrato, a altitudes até 1250m.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril - 2016)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Ésula-angulosa (Euphorbia pterococca)


Ésula-angulosa (Euphorbia pterococca Brot.)
Erva anual (tipo biológico: terófito), em geral, glabra, com  com caules (4 a 30 cm) erectos, apresentando com frequência ramos laterais férteis; folhas serradas, pelo menos na metade superior; pleiocásio com 5 raios trifurcados, eventual e subsequentemente, bifurcados, 1 ou 2 vezes.
Confundível com a  Euphorbia peplus, com hábito semelhante, dela se pode, no entanto, distinguir atendendo à forma dos nectários  (com apêndices, no caso da E. peplus; sem apêndices na E. pterococca). ou à forma dos frutos:"cápsula[s] com quilhas grossas muito evidentes", os da E. pterococca ; "com duas asas estreitas no (...) dorso", os da E. peplus.
Família:Euphorbiaceae.
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica; arquipélagos da Madeira e das Canárias. 
Além de presente na Madeira,  a E. pterococca  encontra-se também em boa parte do território português do Continente, designadamente, no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: clareiras de matos; terrenos de pastagem húmidos, orlas de campos agrícolas, geralmente sobre substrato calcário ou, menos frequentemente, xistoso, a altitudes até 500m.
Floraçãode Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril - 2016)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Eufrásia-de-folhas-largas (Parentucellia latifolia)







 Eufrásia-de-folhas-largas [Parentucellia latifolia (L.) Caruel *]
Erva anual, semiparasita tal como a sua congénere P. viscosa, coberta por indumento glanduloso denso, com caules erectos,  simples, por via de regra, mas, por vezes, ramificados na base.
Planta de reduzidas dimensões (1,5 a 30 cm), passa facilmente despercebida. No entanto, nem sempre tal acontece, porque, com frequência, forma populações numerosas que chamam a atenção do passante.
Tipo biológicoterófito;
FamíliaOrobanchaceae;
Distribuição: regiões mediterrânica e irano-turaniana; Canárias. Presente também na Austrália, como espécie introduzida.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, onde se distribui de forma irregular, aparentando ser mais frequente a sua ocorrência nas regiões do interior a norte do Tejo. 
Ecologia/habitat: pastagens e relvados temporários; clareiras de matos, frequentemente, em locais rochosos; bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Junho.
SinonímiaEuphrasia latifolia L. (basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril - 2016)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Coentrinho ou Bico-de-pomba (Geranium dissectum)






Designada, entre nós, por Coentrinho, ou Bico-de-pomba (Geranium dissectum L.) esta planta pertence à família Geraniaceae. Distribui-se pela Europa, Ásia Ocidental e Norte de África, encontrando-se, todavia, já naturalizado noutras regiões, p.e. na Califórnia (EUA). Em Portugal, distribui-se por todo o território do Continente. Encontra-se também com frequência na Arrábida. Ocorre em terrenos incultos, sebes e à beira de caminhos.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Locais e data: Serra do Louro e Serra de S.Luís (Arrábida); 1 - Abril - 2016)

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Serapião-de-língua-pequena (Serapias parviflora)


 

 

Serapião-de-língua-pequena (Serapias parviflora Parl. *) 
Erva perene (tipo biológico: geófito) com 2 a 5 tubérculos; caules verdes com 15 a 35 cm; folhas (4 a 8) linear-lanceoladas; inflorescências mais ou menos densas com 3 a 8 flores. Muito semelhante no hábito às suas congénres S. lingua e S. strictiflora, as dúvidas sobre a espécie em presença só são completamente esclarecidas com a observação do formato do labelo e da verificação do número e forma das calosidades existentes no hipoquilo  (2 no caso da S. parviflora e 1 no caso da S. lingua e S. strictiflora (cfr. gravura infra). 
Distribuição: Grande parte da Europa e Canárias. Em Portugal encontra-se em boa parte do território do Continente, sendo, aparentemente, mais vulgar no Centro e Sul.
Ecologia/habitat: pastagens e  clareiras de matos e bosques, a altitudes até 1100m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Junho.
*Sinonímia:  Serapias occultata J. Gay
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril -2016)



(Gravura daqui)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Ésula-redonda (Euphorbia peplus)





Ésula-redonda (Euphorbia peplus L.)
Erva anual, (tipo biológico: terófito) glabra, da família Euphorbiaceae.
Espécie de pequenas dimensões (2 a 20cm) com caules erectos ou ascendentes, pleiocásio com 2 a 8 raios, bifurcado 1 a 8 vezes.
Facilmente identificável durante a frutificação (os frutos - cápsulas - apresentam no dorso sulcos formados pelo estreitamento de duas asas) já o mesmo não acontece antes da frutificação. De facto, no hábito, não difere grandemente da congénere Euphorbia pterococca. Para distinguir as duas espécies, antes daquela fase, sugere o portal da SPBotânica (Flora.on) que se atente na forma dos nectários. Estes surgem na E. pterococca sem apêndices, ao passo que os nectários da E. peplus possuem dois apêndices finos.
Distribuição: planta com ampla distribuição a nível mundial, quer como espécie nativa (Europa, Oeste da Ásia, Norte de África e parte da Macaronésia) quer como espécie introduzida (América, Sul de África e Oceania).
Em Portugal distribui-se, enquanto espécie autóctone, por todo o território do Continente e pelo arquipélago da Madeira e encontra-se também presente no arquipélago dos Açores, onde foi introduzida.
Ecologia/habitat: prados e pastagens anuais, campos cultivados e em pousio, baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1600m.
Floração: com maior ou menor intensidade, a floração decorre praticamente ao longo de todo o ano.
[Local e datas: Serra da Arrábida; Janeiro e Fevreiro de 2103 (foto 4); Fevereiro e Março de 2014)