quinta-feira, 9 de abril de 2020

Erva-de-São-Roberto (Geranium purpureum)




Erva-de-São-Roberto * (Geranium purpureum Vill.)
Erva anual, com caule com 5 a 40 cm revestido com pêlos patentes geralmente glandulíferos; folhas palmatissectas, com contorno poligonal, pilosas em ambas as páginas; flores (agrupadas em cimeiras bifloras), com corola purpúrea, com 10 estames com anteras de cor amarela.
É uma planta com "hábito" tão semelhante ao da sua congénere Geranium robertianum, que ambas são conhecidas pelos mesmos nomes vernaculares e, designadamente, pelo mais comum de Erva-de-São-Roberto. 
As caraterísticas que mais facilmente permitem a um observador comum distinguir as 2 espécies são: i) a cor das anteras (purpúreas no G. robertianum e amarelas no G. purpureum); ii) o tamanho das pétalas (maiores no G. robertianum do que no G. purpureum, característica esta que, todavia, não se revela de grande utilidade a menos que estejam disponíveis, simultaneamente, exemplares das duas espécies, pois doutra forma será impossível a comparação. 
Tipo biológico: terófito;
Família: Geraniaceae;
Distribuição: planta com larga distribuição mundial, quer como planta autóctone (quase em toda a Europa, Oeste da Ásia, Leste tropical e Noroeste de África e Macaronésia), quer como espécie introduzida (Califórnia, na América do Norte, Sul de África, América do Sul e Nova Zelândia)
Em Portugal ocorre como espécie autóctone, quer em todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira e como espécie introduzida no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: pastagens anuais; taludes; bermas de estradas e caminhos; orlas e clareiras de bosques e matagais, com frequência em locais algo sombrios, a altitudes até 2000m.
Floração: de Fevereiro a Julho.
* Outros nomes comuns: Erva-roberta; Bico-de-grou.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Ranunculus ollissiponensis subsp. ollissiponensis




Ranunculus ollissiponensis subsp. ollissiponensis
Erva vivaz, com 4 a 40cm, com raízes tuberosas napiformes; haste floral simples ou ramificada, em geral, densamente pilosa; folhas dispostas em roseta basal longamente pecioladas (com pecíolo que pode atingir até 11cm); flores com cerca 3 cm de diâmetro; frutos cilíndricos, estreitos, alongados até 2 cm; aquénios comprimidos, planos, com pico recurvado em forma de gancho. 
Tipo biológico: geófito;
Família: Ranunculaceae;
Distribuição: planta endémica da Península Ibérica.
Em Portugal ocorre em quase todo o território do Continente. O Algarve surge como a única (e provável) excepção.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem; orlas e clareiras de bosques e matagais, frequentemente em solos pedregosos, a altitudes desde 200 a 1800m. 
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Local e data do avistamento: Serra da Arrábida; 9 - Março - 2020)
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terça-feira, 10 de março de 2020

Arruda-dos-muros (Asplenium ruta-muraria subsp. ruta-muraria)



Arruda-dos-muros (Asplenium ruta-muraria subsp. ruta-muraria)
Feto provido de rizoma muito ramificado (tipo biológico: geófito) da família Aspleniaceae.
Distribuição: Regiões temperadas do Hemisfério Norte. Presente também no território de Portugal Continental, designadamente, na Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e Douro Litoral.
Ecologia/habitat: fendas de rochas e muros de pedra, em geral, de origem calcária, a altitudes até 2600m . 
(Local e data do avistamento: Serra da Arrábida, 9 - Março - 2020)
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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Quaresmas (Saxifraga granulata)







Quaresmas, ou Sanícula-dos-montes (Saxifraga granulata L.)
Erva vivaz, provida de abundantes pêlos compridos, flexíveis, glandulosos, com haste floral escassamente ramificada que pode elevar-se até 60 cm de altura; folhas basais, claramente pecioladas, com limbo reniforme e margens crenadas ou ligeiramente lobadas; flores com pétalas (em geral, 5) de cor branca com nervos escuros, glabras, espatuladas, ou obovadas, dispostas em panículas pouco densas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Saxifragaceae
Distribuição: Europa e Ásia. Em Portugal distribui-se por todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: espécie rupícola, surge, principalmente em taludes e plataformas rochosas, fendas de rochas ou de paredes de pedra solta para suporte de terras, em locais húmidos, sobre solos ácidos ou básicos.
Floração: de Fevereiro a Junho
(Local e data: Serra da Arrábida; 28 - Fevereiro - 2020)
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Macela-de-São-João (Achillea ageratum)






Macela-de-São-João* (Achillea ageratum L.)

Planta herbácea, da família Asteraceae, com base lenhosa, caules simples ou ramificados (20-80 cm de altura), folhas basilares pecioladas e recortadas; as superiores sésseis e com margens serradas; flores pequenas e numerosas agrupadas em inflorescências dispostas em corimbos coloridos de amarelo-forte.
É considerada nativa da Região Mediterrânica Ocidental. Em Portugal ocorre sobretudo, no centro e sul do país, em terrenos incultos, geralmente húmidos, normalmente, em solos mais ou menos argilosos e calcários
A época da floração é, frequentemente, situada entre os meses de Julho e Setembro, mas as plantas das imagens já estavam em plena floração no início de Junho.
* Outras designações comuns: Macela-francesa; Mil-em-rama; Milfolhada. 
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Junho - 2017)
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Inaugurando a época das orquídeas na Arrábida...



Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge; sin.: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
Local e data: Arrábida (Serra do Louro); 16 - Janeiro - 2020

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Ornithogalum pyrenaicum



Ornithogalum pyrenaicum L.
Erva bulbosa, perene que se distribui por grande parte da Europa, pelo Sudoeste da Ásia, e pelo Norte de África (Marrocos). 
Em Portugal a espécie ocorre em grande parte do território do Continente e também na área do Parque Natural da Arrábida, embora não sejam muito frequentes os avistamentos nessa área, onde presumo, por isso, que não será particularmente abundante.
Segundo esta fonte, esta e esta, a planta, ao brotar é comestível. Daí que, em francês, a espécie seja conhecida pelas designações comuns de asperge des bois e aspergette e, em inglês, por Prussian asparagus, wild asparagus e Bath Asparagus. Em Portugal é que ainda se não descobriu esta utilidade da espécie, o que não admira, pois ainda nem sequer se encontrou um nome para a designar em vernáculo.
Floresce de Maio a Julho.
(Local e data: Parque Natural da Arrábida; 21 - Maio - 2018)

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Cizirão-dos-Açores (Lathyrus tingitanus)








Cizirão-dos-Açores * (Lathyrus tingitanus L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito), trepadora, glabra, da família Fabaceae, por vezes algo lenhosa na base, com caule ramificado, alado, que pode atingir até 180cm; folhas pecioladas com dois folíolos, terminadas em gavinhas muito ramificadas; e flores com pétalas de cor purpúrea, com estandarte mais ou menos ovado.
Distribuição: Península Ibérica; sul de França; Sardenha; noroeste de África; e Macaronésia (Açores, Madeira e Canárias) .
No referente a Portugal, além da já referida ocorrência nos arquipélagos dos Açores e da Madeira, há que referir também a presença da planta no território do Continente, incluindo na Arrábida, onde já a fotografei em dois locais.
Ecologia/habitat: clareiras de matos e bosques, taludes e bermas de estradas e caminhos, margens de rios e pântanos; em zonas húmidas, a altitudes que podem ir desde os 250m até aos 850m.
Floração: de Março a Junho
É cultivada como planta forrageira.
(*Outros nomes comuns: Chicharão-dos-Açores; Chícharo-dos-Açores; Chícharo-marroquino; Chicharão)
[Locais e datas: Serra do Louro e Serra de S. Luís (Arrábida); 9/27 - Abril - 2019] 
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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Trevo-entaçado (Trifolium cherleri)




Trevo-entaçado (Trifolium cherleri L.)
Erva anual, densamente vilosa, com caules procumbentes ou ascendentes, ramificados desde a base, com 3 a 30 cm; folhas alternas, trifoliadas, com folíolos inteiros ou ligeiramente denticulados na parte apical; flores com corola esbranquiçada ou algo rosada, agrupadas em inflorescências capituliformes, semiglobosas, aparentemente terminais.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira e Canárias).
Em Portugal, além de presente no arquipélago da Madeira, encontra-se também em quase todo o território do Continente. Supostamente só não ocorre no Minho e no Douro Litoral.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, em terrenos pobres, secos, siliciosos ou arenosos, por vezes degradados, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Agosto.
[Local e data do avistamento: Arrábida; 19 - Abril - 2017)
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quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Epipactis tremolsii

 

Epipactis tremolsii Pau 
Erva vivaz ou perene, rizomatosa, da famílía Orchidaceae, com rizoma cilíndrico, com raízes carnudas, finas e numerosas; caule erecto, robusto, com 30 a 60 cm de altura.
Nem sempre será fácil distinguir esta espécie da sua congénere Epipactis lusitanica, dado o "hábito" algo semelhante e o facto de existirem populações com características intermédias, devido, provavelmente, a fenómenos de hibridação. Em todo o caso é possível adiantar algumas diferenças, umas mais facilmente perceptíveis do que outras, coligidas a partir das descrições encontradas na Flora Iberica. Assim, enquanto na E. tremolsii o hipoquilo (parte proximal do labelo) é verdoso, na E. lusitanica, é rosado; naquela, a bráctea inferior é mais comprida que a flor correspondente. enquanto nesta pode ter um comprimento igual, ou apenas ligeiramente superior; a inflorescência da E. tremolsii é densa (15 a 40, ou mais, flores) e quase contígua à folha superior, enquanto a da E. lusitanica é lassa (5 a 25 flores) e distanciada das folhas superiores. Finalmente: as folhas da E. tremolsii apresentam-se mais ou menos imbricadas, ao passo que as da E. lusitanica surgem, em geral, pouco aproximadas.
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental (incluindo, na Europa, o Sul de França e a Península Ibérica e, em África, a região do Magrebe). Em Portugal, segundo a Flora Iberica, é observável no Algarve, Baixo Alentejo, Beira Baixa, Estremadura e Trás-os-Montes e dubitativamente, no Alto Alentejo, Beira Alta e Ribatejo.
Ecologia/habitat: orlas e clareiras de bosques, em geral, em solos calcários ou margosos.
Floração: de Março a Junho.
[Local e data do avistamento: Serra de S. Luís (Arrábida); 27 - Abril - 2019]

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Cizirão-das-torres (Lathyrus clymenum)








Cizirão-das-torres *(Lathyrus clymenum L.)
Erva anual ou bienal (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) trepadora, glabra, com caule ramificado desde a base que pode atingir mais de 1m de altura.
A flor desta espécie apresenta um estandarte com duas gibas em forma de dedo, dispostas ao lado de cada uma das duas asas da corola, característica qe que permite facilmente distinguir esta espécie de outras do mesmo género, espécies que, note-se, só em território português são cerca de duas dezenas. 
Família: Fabaceae (Leguminosae);
Distribuição: Sul da Europa, desde a Península Ibérica até aos Balcãs; Ásia Menor; Norte de África e Macaronésia [ Madeira, Açores (?) e Canárias]. 
Em Portugal, a espécie distribui-se por quase todas regiões do Continente, além de estar presente nos arquipélagos da Madeira e dos Açores (aqui como planta autóctone, segundo a Flora Iberica, ou como espécie introduzida, segundo o entendimento do portal da SPBotânica, Flora.on).
Ecologia/habitat: Orlas e clareiras de bosques e matagais; sebes e relvados em redor de terrenos de cultivo, taludes e locais rochosos, a altitudes até 1500m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Março a Julho.
* Outros nomes comuns: Chicharão-das-torres; Chicharão-trepador.