quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Convolvulus siculus

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Convolvulus siculus L.
Erva anual, pubescente, escandente, com 10 a 40 cm; caules simples ou escassamente ramificados, erectos (os mais curtos), decumbentes ou volúveis (os mais desenvolvidos); folhas pecioladas, inteiras, com limbo ovado ou ovado-lanceolado com nervuras bem visíveis, truncado ou cordado na base; flores pentâmeras, axilares, em geral solitárias, com corola infundibuliforme, de cor azul escuro ou azul pálido, dispostas em inflorescências pouco densas; fruto constituído por cápsula globosa, glabra.
Tipo biológico: terófito;

Família: Convolvulaceae
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (região onde, no entanto, a espécie se encontra circunscrita aos arquipélagos da Madeira e das Canárias) 
Segundo a Flora Ibérica, ocorrem na Península duas subespécies: a subespécie nominal e a subespécie elongatus, que a mesma fonte diferencia em função do comprimento dos pedicelos [notoriamente mais curtos do que o cálice na frutificação (subespécie nominal) e tão compridos ou apenas ligeiramente mais curtos do que cálice (subespécie elongatus]) e da cor das corolas (azul escuro, na subespécie nominal e azul pálido, quase branco na subespécie elongatus)
De acordo com a mesma fonte, ambas as subespécies ocorrem também em Portugal Continental: a subespécie elongatus circunscrita à Estremadura; a nominal com uma distribuição mais alargada (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Baixa e, eventualmente, Trás-os-Montes)
Ecologia/habitat: terrenos pedregosos, na margem de cursos de água e na base de rochedos ou de arribas de natureza calcária.
Floração: de Março a Junho.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 7 - Abril - 2014 (foto 1); 29 - Janeiro - 2014 (fotos 3, 5 e 6 ); 23 - Abril - 2016 (fotos 3 e 4)]
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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Erva-do-diabo (Datura stramonium)





Erva-do-diabo (Datura stramonium L.) 
Outros nomes comuns: Castanheiro-do-diabo, Erva-dos-bruxos, Erva-dos-mágicos, Estramónio, Figueira-brava, Figueira-do-inferno e Pomo-espinhoso. 
Planta originária da América do Norte,  mas, entretanto, introduzida em numerosa partes do globo pelo que, quanto à sua distribuição, é considerada actualmente como espécie cosmopolita.
É tóxica.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Solanales; Família: Solanaceae; Género: Datura; Espécie: Datura stramonium.
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - Setembro - 2014)
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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Trevo-estrelado (Trifolium stellatum)




Trevo-estrelado (Trifolium stellatum L.)
Erva anual, vilosa, com 6 a 40 cm; com caules erectos ou ascendentes, simples ou ramificados, com pêlos patentes; folhas alternas, pecioladas (com pecíolo até 9 cm), trifoliadas, com folíolos denticulados no terço superior; flores com corola rosada (por vezes, amarelada ou purpúrea) agrupadas em inflorescências pedunculadas (com pedúnculo até 10 cm) capituliformes, terminais e solitárias.
Tipo biológico: terófito; 
Família: Fabaceae;
Distribuição: Sudeste da Grã-Bretanha; Sul da Europa; Norte de África; Oeste da Ásia; e Macaronésia (limitada, neste caso, aos arquipélagos da Madeira e das Canárias). Introduzida na América do Norte e na Austrália.
Em Portugal, além da presente no arquipélago da Madeira, pode também encontrar-se em quase todo o território do Continente.
Ecologia/habitat: pastagens e relvados pobres, em terrenos por vezes pedregosos e um tanto degradados, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1000m.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2016)
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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ononis dentata

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Ononis dentata Sol. ex Lowe *
Erva anual, pubescente-glandulosa, com caules que podem atingir até cerca de 35 cm, erectos ou ascendentes, simples ou ramificados a partir da base; folhas, em geral trifoliadas, com folíolos dentados na metade apical; flores pediceladas, patentes durante a antese, pêndulas posteriormente, dispostas isoladamente nas axilas foliares, com corola  formada por estandarte rosado, asas e quilha esbranquiçadas.
Característica que convém confirmar; sépalas linear-espatuladas, com um ou mais dentes no ápice. (fonte)
Tipo biológico: terófito:
FamíliaFabaceae
Distribuição: Península Ibérica, Sicília, Sardenha e  Macaronésia (limitada aqui aos arquipélagos da Madeira e das Canárias).
Em Portugal Continental, encontra-se apenas  no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: terrenos arenosos litorais e arribas costeiras,
Floração: de Abril a Junho.  
*Sinonímia: Ononis reclinata L. subsp. dentata (Sol. ex Lowe) M. Laínz
[Local e data: litoral da Serra da Arrábida: 17 - Abril - 2014 (fotos 1, 2 e 4); 23 - Abril 2016 (Fotos restantes)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Euphorbia terracina

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Euphorbia terracina L.
Erva perene, por vezes, anual, (tipo biológico: terófito, ou hemicriptófito) glabra, com caule geralmente ramificado desde a base que pode apresentar-se erecto, ascendente, ou procumbente, podendo atingir cerca de 90cm; folhas polimorfas (lineares, lanceoladas, raramente ovadas), sésseis; ciato, glabro, com nectários amarelados ou avermelhados com dois apêndices mais ou menos paralelos, delgados e relativamente compridos; cápsula (fruto) lisa, com sulcos profundos entre os lóculos.
Distribuição: Região Mediterrânica. Introduzida no México, Austrália e África do Sul.
Em Portugal ocorre, como espécie autóctone, quer no arquipélago da Madeira, quer no território do Continente (seguramente no Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral e, provavelmente, também no Douro Litoral e Minho).
Ecologia/habitat: areais marítimos; orlas de campos de cultivo. baldios, bermas de caminhos, em locais arenosos e próximos do litoral, a altitudes até 300m.
Floração: de Janeiro a Outubro.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 7 - Abril - 2014 (fotos 2 e 3); 29- Janeiro - 2014 (fotos restantes)]
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Alecrim-das-paredes (Phagnalon saxatile)

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Alecrim-das-paredes [Phagnalon saxatile (L.) Cass.]

Subarbusto da família Asteraceae, em geral, muito ramificado, pode atingir até 60 cm de altura. Apresenta folhas ligeiramente onduladas e dentadas e flores em capítulos solitários.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica e Macaronésia (Madeira, Canárias e Selvagens). Em Portugal Continental, onde a planta também é designada por Alecrim-das-paredes-das-brácteas-estreitas (para o distinguir do muito semelhante Phagnalon rupestre - Alecrim-das-paredes-de-brácteas-largas) e por Alecrim-dos-muros é uma espécie bastante comum, encontrando-se, com maior frequência, em muros de suporte de terras e em fendas de rochas, embora não seja infrequente deparar com ela em terrenos de matos e em baldios e  outros terrenos incultos, mais ou menos pedregosos.
Floresce de Março a Agosto.
[Local e data: Serra da Arrábida; 4 - Abril - 2015 (fotos 1 a 3); 22 - Abril - 2016 (4ª foto)]
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Granza-dos-campos (Sherardia arvensis)





Granza-dos-campos (Sherardia arvensis L.
Erva anual, com caules até 30 cm, geralmente ramificados a partir da base, erectos ou ascendentes, glabros, ou mais ou menos híspidos na região floral; folhas dispostas em verticilos de 4, as basais e em verticilos de 5 ou 6, as médias e superiores; flores com corola lilás ou rosada e, por vezes, branca, agrupadas (4 a 10) em inflorescências capituliformes, terminais ou axilares.
Tipo biológico: Terófito;
FamíliaRubiaceae;
Distribuição: Planta originária da Europa, Oeste da Ásia, Norte de África e Macaronésia (excepto Cabo Verde e Açores), mas introduzida em muitas outras regiões do globo. Por isso, é considerada actualmente como uma planta subcosmopolita.
Em Portugal ocorre, como planta autóctone, quer em todo o território do Continente, quer no arquipélago da Madeira e, como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat; pastagens anuais, campos agrícolas, cultivados ou em pousio, terrenos baldios, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1700m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Local e datas: Serra da Arrábida; Março 2012; Fevereiro - 2013;  Março- 2015)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pampilho-espinhoso (Pallenis spinosa subsp. spinosa





Pampilho-espinhoso [Pallenis spinosa (L.) Cass. subsp. spinosa]
Erva anual ou vivaz, erecta, algo lenhosa na base, densamente pelosa (revestida com pêlos finos e compridos) geralmente ramificada na parte superior, com os ramos laterais superando, frequentemente, em altura, o ramo principal, apresentando folhas alternas, lanceoladas ou elípticas; flores amarelas, umas liguladas, femininas, dispostas em duas filas e outras tubulares, hermafroditas, formando o centro do disco, umas e outras agrupadas em capítulos solitários, terminais, protegidos por duas filas de brácteas involucrais, destacando-se nas exteriores a existência de espinhos apicais.
Tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito;
Família: Asteraceae/Compositae; 
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Canárias).
Em Portugal encontra-se em quase todo território do Continente. Prováveis excepções: Minho e Douro Litoral. Inexistente nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, terrenos incultos e baldios, bermas de estradas e caminhos, em locais secos, por vezes pedregosos, com boa exposição solar, a altitudes até 1500m. 
Floração: de Fevereiro a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Abril - 2013)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tomateiro-do-diabo (Solanum linnaeanum)




Tomateiro-do-diabo (Solanum linnaeanum Hepper & P.-M.L. Jaeger)
Arbusto (50 a 200 cm), revestido de espinhos bem robustos (com cerca de 1,5cm) com caule erecto, muito ramificado, provido de folhas, elas também espinhosas, penatipartidas, com lóbulos desde inteiros a profundamente lobados; flores acticnomorfas, hermafroditas, pediceladas, com corola de cor violeta pálido, surgindo solitárias ou dispostas em cimeiras paucifloras; frutos carnudos com 2 a 4 cm de diâmetro, amarelados na maturação.
Família: Solanaceae.
Distribuição: espécie originária da África austral, entretanto, introduzida e naturalizada em numerosas regiões do globo, designadamente, no Sul da Europa, Norte de África, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. Nestes dois países é mesmo considerada como planta invasora. Em Portugal ocorre, como planta introduzida e naturalizada, quer no território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura), quer nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: espécie ruderal, com preferência por locais com clima ameno, próximos do litoral (praias), ou na proximidade de povoações, a altitudes até 200m. 
Floração dispersa ao longo de todo o ano.
Nota: A planta é tóxica.
(Local e data: Arrábida; 6 - Abril - 2016)
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terça-feira, 25 de outubro de 2016

Carduus meonanthus subsp. meonanthus


Carduus meonanthus Hoffmanns. & Link subsp. meonanthus
Erva anual ou bienal, muito espinhosa, com caules erectos, alados, simples ou ramificados na parte superior que podem elevar-se até cerca de 120cm.
Família: Asteraceae/ Compositae;
Distribuição: Oeste e Sudoeste da Península Ibérica; Noroeste de África.
Em Portugal ocorre apenas em parte do território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral)
Ecologia/habitat: Dunas e areias litorais algo nitrificadas, a altitudes até 40m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Arrábida; 6 - Abril - 2016)

sábado, 8 de outubro de 2016

Maleiteira-das-areias (Chamaesyce peplis)



Maleiteira-das-areias [Chamaesyce peplis (L.) Prokh.*}
Planta anual, glabra, glauca, algo suculenta, com caules procumbentes, ramificados desde a base, que podem atingir até 35 cm.
Tipo biológico: Terófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: litoral do Mediterrâneo e do Atlântico (neste caso, desde Portugal até à Normandia); e Macaronésia (Madeira e Canárias), entretanto introduzida na costa leste dos Estados Unidos.
Em Portugal está presente, como planta autóctone, no Continente (ao longo do litoral) e na Madeira e, como espécie introduzida, nos Açores.
Ecologia/habitat: areais costeiros, a altitudes até 10m.
Floração: de Abril a Outubro.
*Sinonímia: Euphorbia peplis L. (Basónimo).
(Local e data: Arrábida (Sesimbra); 27 - Setembro - 2014)
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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Endrão (Ridolfia segetum)



Endrão * [Ridolfia segetum (L.) Moris]
Erva anual, glabra, com 20 a 150cm; caules erectos, ramificados quase desde a base; folhas pecioladas, penatissectas, com segmentos de última ordem filiformes; flores com pétalas amarelas agrupadas em umbelas terminais e laterais, compostas por (8 a 56) umbélulas, cada uma com 15 a 36 flores.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaApiaceae / Umbelliferae ;
DistribuiçãoSul da Europa, Norte de África, Anatólia, Líbano, Palestina e Canárias. 
Em Portugal ocorre como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral) e como planta introduzida no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: pastagens, searas e outros campos agrícolas, cultivados ou em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 700m.
Floração: de Abril a Agosto.
*Outros nomes comuns: Andrage; Endro; Funcho-bastardo. 
[Local e data: Serra da Arrábida; 20 - Maio - 2013]