quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pampilho-espinhoso (Pallenis spinosa subsp. spinosa





Pampilho-espinhoso [Pallenis spinosa (L.) Cass. subsp. spinosa]
Erva anual ou vivaz, erecta, algo lenhosa na base, densamente pelosa (revestida com pêlos finos e compridos) geralmente ramificada na parte superior, com os ramos laterais superando, frequentemente, em altura, o ramo principal, apresentando folhas alternas, lanceoladas ou elípticas; flores amarelas, umas liguladas, femininas, dispostas em duas filas e outras tubulares, hermafroditas, formando o centro do disco, umas e outras agrupadas em capítulos solitários, terminais, protegidos por duas filas de brácteas involucrais, destacando-se nas exteriores a existência de espinhos apicais.
Tipos biológicos: terófito ou hemicriptófito;
Família: Asteraceae/Compositae; 
Distribuição: Região Mediterrânica e Macaronésia (Canárias).
Em Portugal encontra-se em quase todo território do Continente. Prováveis excepções: Minho e Douro Litoral. Inexistente nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.
Ecologia/habitat: clareiras de matos, terrenos incultos e baldios, bermas de estradas e caminhos, em locais secos, por vezes pedregosos, com boa exposição solar, a altitudes até 1500m. 
Floração: de Fevereiro a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 6 - Abril - 2013)

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Tomateiro-do-diabo (Solanum linnaeanum)




Tomateiro-do-diabo (Solanum linnaeanum Hepper & P.-M.L. Jaeger)
Arbusto (50 a 200 cm), revestido de espinhos bem robustos (com cerca de 1,5cm) com caule erecto, muito ramificado, provido de folhas, elas também espinhosas, penatipartidas, com lóbulos desde inteiros a profundamente lobados; flores acticnomorfas, hermafroditas, pediceladas, com corola de cor violeta pálido, surgindo solitárias ou dispostas em cimeiras paucifloras; frutos carnudos com 2 a 4 cm de diâmetro, amarelados na maturação.
Família: Solanaceae.
Distribuição: espécie originária da África austral, entretanto, introduzida e naturalizada em numerosas regiões do globo, designadamente, no Sul da Europa, Norte de África, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia. Nestes dois países é mesmo considerada como planta invasora. Em Portugal ocorre, como planta introduzida e naturalizada, quer no território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo e Estremadura), quer nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: espécie ruderal, com preferência por locais com clima ameno, próximos do litoral (praias), ou na proximidade de povoações, a altitudes até 200m. 
Floração dispersa ao longo de todo o ano.
Nota: A planta é tóxica.
(Local e data: Arrábida; 6 - Abril - 2016)
(Clicando nas imagens, amplia)

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Carduus meonanthus subsp. meonanthus


Carduus meonanthus Hoffmanns. & Link subsp. meonanthus
Erva anual ou bienal, muito espinhosa, com caules erectos, alados, simples ou ramificados na parte superior que podem elevar-se até cerca de 120cm.
Família: Asteraceae/ Compositae;
Distribuição: Oeste e Sudoeste da Península Ibérica; Noroeste de África.
Em Portugal ocorre apenas em parte do território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral)
Ecologia/habitat: Dunas e areias litorais algo nitrificadas, a altitudes até 40m.
Floração: de Fevereiro a Maio.
(Local e data: Arrábida; 6 - Abril - 2016)

sábado, 8 de outubro de 2016

Maleiteira-das-areias (Chamaesyce peplis)



Maleiteira-das-areias [Chamaesyce peplis (L.) Prokh.*}
Planta anual, glabra, glauca, algo suculenta, com caules procumbentes, ramificados desde a base, que podem atingir até 35 cm.
Tipo biológico: Terófito;
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: litoral do Mediterrâneo e do Atlântico (neste caso, desde Portugal até à Normandia); e Macaronésia (Madeira e Canárias), entretanto introduzida na costa leste dos Estados Unidos.
Em Portugal está presente, como planta autóctone, no Continente (ao longo do litoral) e na Madeira e, como espécie introduzida, nos Açores.
Ecologia/habitat: areais costeiros, a altitudes até 10m.
Floração: de Abril a Outubro.
*Sinonímia: Euphorbia peplis L. (Basónimo).
(Local e data: Arrábida (Sesimbra); 27 - Setembro - 2014)
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Endrão (Ridolfia segetum)



Endrão * [Ridolfia segetum (L.) Moris]
Erva anual, glabra, com 20 a 150cm; caules erectos, ramificados quase desde a base; folhas pecioladas, penatissectas, com segmentos de última ordem filiformes; flores com pétalas amarelas agrupadas em umbelas terminais e laterais, compostas por (8 a 56) umbélulas, cada uma com 15 a 36 flores.
Tipo biológico: terófito;
FamíliaApiaceae / Umbelliferae ;
DistribuiçãoSul da Europa, Norte de África, Anatólia, Líbano, Palestina e Canárias. 
Em Portugal ocorre como espécie autóctone no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral) e como planta introduzida no arquipélago dos Açores. 
Ecologia/habitat: pastagens, searas e outros campos agrícolas, cultivados ou em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 700m.
Floração: de Abril a Agosto.
*Outros nomes comuns: Andrage; Endro; Funcho-bastardo. 
[Local e data: Serra da Arrábida; 20 - Maio - 2013]

domingo, 24 de julho de 2016

Silene nocturna



 
 


Silene nocturna L.
Erva anual, com 5 a 40cm, com caules erectos, em geral, ramificados, pubescente-glandulosos, pelo menos, na parte superior; folhas espatuladas, obovadas ou linear-lanceoladas, ciliadas na parte inferior; inflorescências com 2 a 15 flores, cujas pétalas, quando existam, apresentam o limbo bífido, e geralmente rosado; fruto constituído por uma cápsula, aproximadamente cilíndrica, com estreitamento na garganta
Tipo biológico: terófito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica; Sudoeste da Região Euro-siberiana; Península Arábica; Canárias e Madeira. Na América ocorre como espécie introduzida.
Presente também em boa parte do território de Portugal Continental. De facto, aparentemente, só não é encontrada no Minho e no Douro Litoral. É dada como inexistente no arquipélago açoriano.
Ecologia/habitat: terrenos cultivados e em pousio, bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Sesimbra - Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2016)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Papoila-das-praias (Glaucium flavum)






 Papoila-das-praias, ou Papoila-pontuda (Glaucium flavum Crantz)
Erva bienal ou perene, glauca, com caules geralmente ramificados (com 30 a 90cm) erectos ou decumbentes; flores com pétalas amarelas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPapaveraceae;
Distribuição: Europa (Central e Ocidental); Ásia (Sudoeste); África (Noroeste) e Canárias. Naturalizada na Europa Central.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho)
Ecologia/habitat: terrenos de areia e/ou cascalho, principalmente na proximidade do litoral.
Floração: de Abril a Outubro.
(Local: Praia de Albarquel - Serra da Arrábida)

domingo, 1 de maio de 2016

Serapião-de-língua-estreita (Serapias strictiflora)





 



Serapião-de-língua-estreita (Serapias strictiflora Welw. ex Veiga)
Erva perene (tipo biológico: geófito) com 1-3 tubérculos; caule verde, com 10 a 36 cm de altura; folhas (3 a 6) linear-lanceoladas, com as superiores (1 ou 2) bracteiformes; flores (1 a 4) agrupadas numa espiga geralmente pouco densa.
Embora para quem esteja familiarizado com o género Serapias seja relativamente fácil distinguir as diversas espécies que ocorrem em Portugal, já quanto aos leigos na matéria se não poderá dizer o mesmo, pelo menos em relação a 3 destas espécies (S. parviflora;S. lingua e S. strictiflora) que têm bastantes semelhanças. Para remover eventuais dúvidas recomenda-se que se observe o formato do labelo e se atente no número e forma das calosidades existentes no hipoquilo (2 no caso da S. parviflora e 1 no caso da S. lingua e da S. strictiflora)*. 
Família:Orchidaceae;
Distribuição: Sudoeste da Europa e Noroeste de África. 
Em Portugal a espécie ocorre apenas no território do Continente e, ao que parece, encontra-se apenas no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: prados; pastagens e clareiras de matos, em terrenos, pelo menos temporariamente húmidos e, em geral, sobre substratos arenosos, a altitudes até 400m.
Floração: de Março a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 23 - Abril - 2016)

* A propósito da forma do labelo e do número e forma das calosidades observe-se a seguinte gravura:

(Gravura daqui)

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Asterolinon linum-stellatum



Asterolinon linum-stellatum (L.) Duby
Erva anual, glabra, de curta duração e de reduzidas dimensões (2 a 12 cm) com caule erecto, simples ou ramificado; folhas opostas, ovado-lanceoladas, inteiras, agudas; flores pentâmeras, axilares, com corola esbranquiçada ou esverdeada, de dimensões (diâmetro inferior a 1 mm) bem menores do que as do cálice; fruto sob a forma de cápsula globosa, brilhante.
Tipo biológico: terófito;
Família: Primulaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica e Canárias.
Em Portugal é bastante comum, estando presente em todas as regiões do território do Continente. Em contrapartida é inexistente nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
Ecologia/habitat: pastagens anuais, campos abandonados, independemente da natureza do substrato, a altitudes até 1250m.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril - 2016)

terça-feira, 19 de abril de 2016

Ésula-angulosa (Euphorbia pterococca)


Ésula-angulosa (Euphorbia pterococca Brot.)
Erva anual (tipo biológico: terófito), em geral, glabra, com  com caules (4 a 30 cm) erectos, apresentando com frequência ramos laterais férteis; folhas serradas, pelo menos na metade superior; pleiocásio com 5 raios trifurcados, eventual e subsequentemente, bifurcados, 1 ou 2 vezes.
Confundível com a  Euphorbia peplus, com hábito semelhante, dela se pode, no entanto, distinguir atendendo à forma dos nectários  (com apêndices, no caso da E. peplus; sem apêndices na E. pterococca). ou à forma dos frutos:"cápsula[s] com quilhas grossas muito evidentes", os da E. pterococca ; "com duas asas estreitas no (...) dorso", os da E. peplus.
Família:Euphorbiaceae.
Distribuição: Centro e Oeste da Região Mediterrânica; arquipélagos da Madeira e das Canárias. 
Além de presente na Madeira,  a E. pterococca  encontra-se também em boa parte do território português do Continente, designadamente, no Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral.
Ecologia/habitat: clareiras de matos; terrenos de pastagem húmidos, orlas de campos agrícolas, geralmente sobre substrato calcário ou, menos frequentemente, xistoso, a altitudes até 500m.
Floraçãode Fevereiro a Maio.
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril - 2016)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Eufrásia-de-folhas-largas (Parentucellia latifolia)







 Eufrásia-de-folhas-largas [Parentucellia latifolia (L.) Caruel *]
Erva anual, semiparasita tal como a sua congénere P. viscosa, coberta por indumento glanduloso denso, com caules erectos,  simples, por via de regra, mas, por vezes, ramificados na base.
Planta de reduzidas dimensões (1,5 a 30 cm), passa facilmente despercebida. No entanto, nem sempre tal acontece, porque, com frequência, forma populações numerosas que chamam a atenção do passante.
Tipo biológicoterófito;
FamíliaOrobanchaceae;
Distribuição: regiões mediterrânica e irano-turaniana; Canárias. Presente também na Austrália, como espécie introduzida.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, onde se distribui de forma irregular, aparentando ser mais frequente a sua ocorrência nas regiões do interior a norte do Tejo. 
Ecologia/habitat: pastagens e relvados temporários; clareiras de matos, frequentemente, em locais rochosos; bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Junho.
SinonímiaEuphrasia latifolia L. (basónimo)
(Local e data: Serra da Arrábida; 1 - Abril - 2016)

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Coentrinho ou Bico-de-pomba (Geranium dissectum)






Designada, entre nós, por Coentrinho, ou Bico-de-pomba (Geranium dissectum L.) esta planta pertence à família Geraniaceae. Distribui-se pela Europa, Ásia Ocidental e Norte de África, encontrando-se, todavia, já naturalizado noutras regiões, p.e. na Califórnia (EUA). Em Portugal, distribui-se por todo o território do Continente. Encontra-se também com frequência na Arrábida. Ocorre em terrenos incultos, sebes e à beira de caminhos.
Floração: de Fevereiro a Junho.
(Locais e data: Serra do Louro e Serra de S.Luís (Arrábida); 1 - Abril - 2016)