quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tuberária-mosqueada (Tuberaria guttata)

Tuberária-mosqueada [Tuberaria guttata (L.) Fourr.] 
Planta anual, da família Cistaceae,  raramente atinge os 30 cm de altura, sendo mais fácil encontrar exemplares com bem menor dimensão.
Distribui-se por toda a Europa mediterrânica, incluindo Portugal, onde é bastante vulgar e ainda pela Irlanda, Grã-Bretanha, Holanda, Alemanha e Bulgária, segundo esta fonte, onde o leitor poderá encontrar uma lista de sinónimos, mais extensa, quase diria, do que a própria planta. Há, no entanto, quem defenda que a sua distribuição é mais alargada, estendendo-se também ao noroeste de África e às Canárias. Em qualquer caso, parece certo que a planta prefere terrenos arenosos e descobertos, onde não haja grande competição pela luz solar.
As pétalas (de efémera duração) apresentam manchas na base, muito variáveis na forma.
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Nepeta tuberosa


Nepeta tuberosa L. *
Planta vivaz, de rizoma tuberoso, da família Lamiaceae, apresenta caule simples que pode atingir cerca de 8o cm de altura, e inflorescência em espiga geralmente comprida (cerca de um terço da altura da planta).
Distribui-se pela Península Ibérica, Sicília e Marrocos. Em Portugal a sua distribuição está limitada à Beira Litoral, Estremadura, incluindo a Península de Setúbal, Alentejo e Algarve.
Tendo em conta os casos que me foi dado observar, diria que a Nepeta tuberosa surge, frequentemente, aos pares, em encostas de colinas, secas e pedregosas e, geralmente, sobre solos calcários.
Floresce de Abril a Agosto.
*SinonímiaGlechoma reticulata (Desf.) Kuntze; Glechoma tuberosa (L.) Kuntze; Nepeta gienensis Degen; Nepeta lanata Jacq.; Nepeta reticulata Desf.
[Local e data: Serra da Arrábida;  maio - 2011 
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Lírio-fétido (Iris foetidissima)



Lírio-fétido (Iris foetidissima L.)

Planta rizomatosa, perene, da família Iridaceae, pode atingir cerca de um metro de altura, embora, por regra, se fique por dimensões mais modestas, variando entre 30 e 90 cm. É  nativa da Europa ocidental e meridional e do norte de África. Em Portugal ocorre um pouco por todo o país, em zonas de mato e de floresta com boas abertas, em sítios mais húmidos ou menos húmidos, desde que sombrios. Não é, no entanto, uma planta que se encontre com muita frequência.
Deve a sua designação, quer a vulgar, quer a científica ao facto de as folhas emitirem um odor pouco agradável, quando cortadas ou esmagadas. Não obstante, é uma planta que é cultivada e usada como planta ornamental, não  devido às flores que apresentam cores (amarelo e violeta) pouco vivas e mesmo baças, mas sim devido às sementes muito vistosas (vermelho-coral) que permanecem longo tempo nas respectivas cápsulas depois de abertas.
Floresce de maio a julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 20 - maio - 2011) 
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Cardo-dos-picos (Galactites tomentosa)






Cardo-dos-picos **(Galactites tomentosa Moench *)
Planta anual ou bienal, da família Asteraceae, (subfamília Carduoideae) de caules erectos, ramificados na parte superior, com altura entre 15cm e 1 metro. Apresenta como características mais marcantes: os caules brancos, tomentosos (= revestidos de pelos curtos, densos, no caso, brancos); as folhas com nervuras brancas; e flores de cor entre o rosa e o lilás (raramente brancas) agrupadas em capítulos pedunculados, ovóides e com frequência solitários. As flores exteriores são grandes, vistosas e estéreis e as internas, pequenas, tubulares e férteis.
A espécie distribui-se por toda a Região Mediterrânica e pelo sudoeste da Europa. Desenvolve-se em locais com boa exposição solar, em terrenos cultivados ou incultos, ácidos e sem excessiva humidade.
A floração decorre durante um longo período, variável conforme os locais, entre março e julho.
*Sinonímia: Galactites pumila Porta; Carduus galactites (L.) Chaub.; Lupsia galactites (L.) Kuntze; Galactites elegans (All.) Nyman ex Soldano
**Também designada simplesmente por Cardo. Em boa verdade, porém, o termo "Cardo" serve para designar vulgarmente toda e qualquer espécie da  mesma subfamília e a designação de Cardo-dos-picos pouco adianta em termos de identificação, pois "picos" têm também todas elas.

Cardinho-das-almorreimas (Centaurea pullata)



Esta planta com as designações comuns de Cardinho-das-almorreimasCentáurea-parda, Rapôntico-da-terra e o nome científico de Centaurea pullata L. tem a sua distribuição limitada à Península Ibérica. Habitat: Terrenos cultivados e incultos e ruderal.
Classificação: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Asterales; Família: Asteraceae; Subfamília: Carduoideae; Género: Centaurea; Espécie:Centaurea pullata.

Centáurea-menor-perfolhada (Blackstonia perfoliata)



Centáurea-menor-perfolhada [Blackstonia perfoliata (L.) Huds.]

Erva anual, da família Gentianaceae, que, por via de regra, não supera os 40 cm de altura, não indo além dos 10-15 cm quando instalada em terrenos secos e pouco férteis. Apresenta:  caules erectos, ora simples, ora mais ou menos ramificados na parte superior;  folhas opostas unidas na base, em redor do tronco; e flores, com pétalas amarelas, isoladas, ou reunidas em cimeiras.
Distribuição geral: centro, sul e ocidente europeu, noroeste africano e sudoeste asiático.
Em Portugal, ocorre sobretudo no centro oeste e centro sul do território do Continente, em terrenos húmidos e férteis, segundo alguns autores, mas também, frequentemente, em terrenos pobres, secos  e formados por solos calcários.  
(Local e data: Serra da Arrábida; maio - 2011)
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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cardinho-azul ( Eryngium dilatatum)



Cardinho-azul (Eryngium dilatatum Lam.) é uma erva vivaz, da família Apiaceae, que apresenta  caule erecto de pequenas dimensões (altura entre 10 e 40 cm). Distribui-se pela Península Ibéria e pelo norte de África, designamente em Marrocos.
Em Portugal ocorre, sobretudo, no centro e no sul do território do Continente.
A espécie está, em geral, associada a lugares bem ensolarados, em terrenos incultos e em matagais, sobre solos argilosos e calcários.
Floresce de maio a agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 10 - maio - 2011)
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Anémona (Anemone palmata)


Anémona (Anemone palmata L.)
Planta da família Ranunculaceae, a Anemone palmata é uma erva vivaz, com rizoma tuberoso, que se distribui pela Região Mediterrânica Ocidental, encontrando-se em toda a Península Ibérica, sul de França, Córsega e Sardenha (Fonte). Em Portugal, onde é também conhecida pelas designações comuns de Anémona-do-TejoAnémona-dos-jardins, CampanilhaFlor-de-Páscoa e Flor-de-vento, ocorre, segundo esta outra fonte, em todo o território do continente, mas em contrário se pronuncia o "Flores da Arrábida - guia de campo", segundo o qual  ela só se encontra a sul do Douro, surgindo em "campos, prados e outros sítios frescos, charnecas, outeiros, e pinhais".  Em qualquer caso, não me parece que seja uma planta muito vulgar.
Floresce de Fevereiro a Junho. 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cleonia lusitanica


Cleonia lusitanica (L.) L.; sin.: Prunella lusitanica L.; Prunella odorata Lam.; Cleonia lusitanica var. aristata Cout.; Cleonia punica Beauverd
É uma planta anual, híspida (= "revestida de pêlos compridos"), da família Lamiaceae, cujo caule pode atingir até cerca de 40 cm. Distribui-se pela  Península Ibérica (Portugal e Espanha) e pelo norte de África  (Argélia, Marrocos e Tunísia). No território continental de Portugal, a espécie encontra-se no centro oeste, centro sul, sudeste e barlavento algarvio.
No geral, ocorre em encostas de outeiros e colinas, em terrenos incultos e secos, sobre solos calcários.
Segundo a fonte para que remete o "link" supra, a Cleonia lusitanica  será a única espécie do género Cleonia, sendo este, pois, um género monotípico, uma vez que considera a Cleonia punica, como simples sinónimo da mesma espécie. Há, no entanto, quem considere esta como uma espécie diferente (aqui e aqui). Não sou eu, porém e como é óbvio, a pessoa indicada para resolver o diferendo.
Floresce de maio a junho.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Arruda (Ruta graveolens)


Arruda (Ruta graveolens L.)
Arruda que é também conhecida pelas designações comuns de Arruda-fedorenta e Arruda-dos-jardins, entre outras, é uma planta muito aromática, embora, a meu ver, de cheiro pouco agradável, mas bastante cultivada, quer como planta ornamental, quer devido ao facto de lhe serem atribuídas propriedades medicinais. Nalgumas zonas do país é-lhe ainda atribuída a virtualidade de afugentar pragas dos campos de cultivo.
Pertence à: Divisão: Magnoliophyta; Classe: Magnoliopsida; Ordem: Sapindales; e Família: Rutaceae
(Local e data: Serra da Arrábida; 27 - janeiro - 2012)
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Lírio-branco (Iris albicans)


Lírio-branco (Iris albicans Lange)
Espécie da família Iridaceae, o Lírio-branco é uma planta vivaz, rizomatosa, com caules com 40 a 60 cm de altura, pouco ramificados; folhas em forma de espada com  20 a 30 cm de comprimento; inflorescências com 3 a 5 flores, solitárias ou aos pares, brancas.
É tido como originário da Arábia e Iemen, mas largamente difundido por vários países europeus e por toda a região mediterrânica, onde é cultivado e por vezes naturalizado. É utilizado como planta de jardim e também frequentemente utilizado em cemitérios, mormente nos países muçulmanos. Daí que, em língua inglesa também seja designado por Cemetery Iris e por White Cemetery Iris.
A sua propagação opera-se através do crescimento e da divisão do rizoma.
Floração: de abril a junho.
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tremoção (Astragalus lusitanicus)



Tremoção  (Astragalus lusitanicus Lam.)

Planta da família Fabaceae, também designada, vulgarmente, por Alfavaca-dos-montes, Alfavaca-silvestre e Erva-canudo, pode atingir mais de meio metro de altura. Distribui-se pela Península Ibérica, e noroeste de África (Marrocos e Argélia). Em Portugal é mais comum no centro e sul do território do Continente. No norte ocorre apenas na região do Alto Douro e mesmo aí é raro. Na Arrábida e em toda a Península de Setúbal, onde já se encontra agora em floração, é particularmente abundante. Surge, sobretudo, em zonas de matagal e de floresta e, em geral, em campos incultos.

Floresce de fevereiro a junho.

Roselha-grande (Cistus albidus)



Roselha-grande (Cistus albidus L.)
Mais informação: aqui)

Pascoinhas ( Coronilla valentina subsp. glauca)



Pascoinhas [Coronilla valentina L. subsp. glauca (L.) Batt. in Batt. et Trab.]
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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Escudinha (Lobularia maritima)


Escudinha, ou Açafate-da-praia [Lobularia maritima (L.) Desv.]
Família: Brassicaceae;
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Cardo-beija-mão (Centaurea melitensis)




Cardo-beija-mão (Centaurea melitensis L.)
(Mais informação: aqui)

Estevinha (Cistus salviifolius)



Estevinha  (Cistus salviifolius L.)
Pequeno arbusto (até 1 m de altura) da família Cistaceae, também designado vulgarmente por Sanganho-mouro, Sanganho-manso e Sargaço. Forma moitas algo abertas. Distribui-se pelo sul da Europa, norte de África e sudoeste da Ásia. Em Portugal ocorre de forma descontínua por todo o território do Continente e também na Madeira. Surge geralmente em terrenos secos, em zonas de matos, com boas clareiras.
Floresce de março a junho.

Roselha (Cistus crispus)

Roselha (Cistus crispus L.)
Subarbusto, da família Cistaceae, também designado por Roselha-pequena, com 20 a 60 cm de altura, forma moitas arrendondadas. Distribui-se pela região mediterrânica ocidental, ocorrendo em Portugal sobretudo no centro e sul do território do Continente, em charnecas, em matagais e em matas com boas clareiras.
Floresce de abril a junho.