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sexta-feira, 15 de março de 2019

Fumária-dos-campos (Fumaria agraria)






Fumária-dos-campos (Fumaria agraria Lag.)
Erva anual, trepadora, podendo, por vezes, limitar-se a alastrar os ramos pelo terreno circundante; folhas multipenatissectas; flores com pétalas exteriores de cor branca, mais ou menos homogénea; as interiores com ápice tingido de púrpura escuro, podendo evoluir para rosado; sépalas persistentes durante a frutificação, brácteas com comprimento igual a metade ou semelhante ao dos pedicelos frutíferos, apresentando-se estes engrossados no ápice; inflorescência em cacho com 14 a 25 flores; fruto com uma ligeira depressão no bico.
Tipo biológico: terófito;
Família: Papaveraceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: sebes, tapumes, muros e valetas, na orla de campos agrícolas e matagais, preferentemente em solos ácidos.
Floração: de Novembro a Julho.
[Local e data do avistamento: Serra do Louro (Arrábida); 15 - Março - 2019]
(Clicando nas imagens, amplia)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Papoila-das-praias (Glaucium flavum)






 Papoila-das-praias, ou Papoila-pontuda (Glaucium flavum Crantz)
Erva bienal ou perene, glauca, com caules geralmente ramificados (com 30 a 90cm) erectos ou decumbentes; flores com pétalas amarelas.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaPapaveraceae;
Distribuição: Europa (Central e Ocidental); Ásia (Sudoeste); África (Noroeste) e Canárias. Naturalizada na Europa Central.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura, Beira Litoral, Douro Litoral e Minho)
Ecologia/habitat: terrenos de areia e/ou cascalho, principalmente na proximidade do litoral.
Floração: de Abril a Outubro.
(Local: Praia de Albarquel - Serra da Arrábida)

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Dormideira (Papaver somniferum)






Dormideira *(Papaver somniferum L.)
Erva anual (tipo fisionómico: terófito), glabra ou quase glabra, da família Papaveraceae, cujo caule, erecto, uma vezes simples e outras vezes ramificado, pode elevar-se entre 15 a 100 cm; apresentando folhas ovado-oblongas, sinuadas, crenadas ou dentadas, fracamente pecioladas as da base e sésseis e amplexicaules as restantes; e com flores com pétalas sub-orbiculares, de cor variada (branco,  rosa,  violáceo e mesmo encarnado), em geral, com uma com mancha escura na base; frutos constituídos por uma cápsula sub-globosa, encimada por um disco lobado com diâmetro superior à base da cápsula, com raios bem salientes, cujo número pode variar entre 5 e 18 (7 a 18 na subespécie P.s. somniferum e  5 a 8 na subespécie P.s. setigerum).
Através de incisões na cápsula destas plantas obtém-se um látex que, depois de seco, se transforma no ópio, produto que contém numerosos alcalóides, incluindo a morfina que é o mais importante, substância esta cujo uso como analgésico é por demais conhecido, o mesmo se podendo dizer, aliás, de outros usos dados ao próprio ópio.
Das sementes também se  extrai um óleo que é usado na alimentação e para fins industriais.

Distribuição: Ásia, Região Mediterrânica e Macaronésia. Em Portugal é considerada planta exótica. Poderá eventualmente aparecer como planta cultivada, surgindo, como sub-espontânea e ruderal, em regiões como  a Estremadura,  Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral,  Douro Litoral e Algarve.
Floração: de Março a Agosto.
*Outras designações comuns: Dormideira-brava; Dormideira-dos-jardins; Dormideira-das-boticas.
(Local e data: Serra da Arrábida: 6 - Maio - 2012)

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Papoila-das-searas (Papaver rhoeas)





papoila-das-searas [Papaver rhoeas L. sinPapaver rhoeas L. raça strigosum(Boenn.) Samp.; Papaver rhoeas L. subsp. strigosum (Boenn.) P. Cout.; Papaver rhoeas L. var. strigosum Boenn.; Papaver strigosum (Boenn.) Schur] também conhecida pelas designações de PapoilaPapoila-bravaPapoila-ordinária;Papoila-rubraPapoila-vermelhaPapoila-vulgar; entre outros, é uma planta da família Papaveraceae.
Embora não haja muitas certezas sobre o lugar de origem da planta, há quem sustente que é originária da região do Mediterrâneo Oriental e que terá sido introduzida na Europa e noutras regiões do globo com a expansão da cultura dos cereais. Mesmo que assim seja, certo é que ela ocorre, actualmente, não só em terrenos cultivados, mas também em terrenos incultos e em pousio e não hesita em "plantar-se" à beira de estradas e caminhos. Não sei se para ver quem passa, se para exibir a sua beleza.
Em Portugal distribui-se por todo o Continente e pelos arquipélagos dos Açores e Madeira.
As suas pétalas são usadas em fitoterapia, geralmente sob a forma de infusão, como sedativo em situações de ansiedade e de perturbação do sono.
(Local e data: Serra da Arrábida; 24 - abril - 2012)