domingo, 19 de abril de 2026

Época das orquídeas silvestres (2026): Anacamptis pyramidalis




Satirião-menor ou Orquídea-piramidal [Anacamptis pyramidalis (L.) Rich.]

A  Anacamptis pyramidalis é uma erva vivaz, com raízes tuberosas, da família Orchidaceae, cuja haste floral pode atingir até cerca de 70cm e que, por isso, é facilmente observável no meio ambiente onde surge.
A espécie distribui-se pela Região Mediterrânica e por boa parte da Europa e da Ásia, ocorrendo geralmente em terrenos relvados incultos e em clareiras de matos, com substrato calcário. Em Portugal encontra-se apenas no centro e sul do território do Continente, incluindo na Serra da Arrábida, como agora se comprova.
Floração: de Abril a Junho:
(Avistamento: PNArrábida; 16 - Abril - 2026)

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Época das orquídeas silvestres (2026): Erva-perceveja (Anacamptis coriophora)



Erva-perceveja, ou Erva-do-salepo [Anacamptis coriophora (L.) R.M.Bateman, Pridgeon & M.W.Chase]*

Erva vivaz (tipo fisionómico: geófito) tuberosa (com dois tubérculos subglobosos); com hastes floríferas de 10 a 35 cm, rodeadas na base por bainhas foliares escariosas; as folhas basais, mais ou menos em roseta, de lineares a linear-lanceoladas, glabras; as caulinares progressivamente mais curtas, com as distais bracteíformes; inflorescência subcilíndrica, densa, com 12 a 30 flores pequenas, rosadas ou purpúreas, com manchas irregulares, extensas, mais salientes e visíveis no labelo que se apresenta divido em três lóbulos.
Família: Orchidaceae.
Distribuição: Distribui-se por quase toda a Europa, Oeste da Ásia e Norte de África, desde a Líbia até Marrocos. Em Portugal ocorre em grande parte do território do Continente (desde o Algarve até Trás-os-Montes). Aparentemente, ausente no Alto e Baixo Alentejo e no Minho.
Habitat: Prados, clareiras de matos e bosques, em zonas com alguma humidade, sobre substratos calcários ou siliciosos.
Floração: de Março a Junho.
* Sinonímia: Orchis coriophora L.
(Parque Natural da Arrábida; 16 - Abril - 2026)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Anthyllis vulneraria subsp. maura

 



Anthyllis vulneraria subsp. maura (Beck) Maire

Erva perene. Caules com 25 a 50 cm, com indumento hirsuto ou viloso até metade do seu comprimento, pubescente e adpreso na parte superior; folhas não dispostas em roseta; as basais, com 2 a 3 pares de folíolos laterais, muito menores que o terminal, por vezes, unifolioladas; as caulinares com 7 a 9 folíolos aproximadamente iguais; flores com 18 a 20 mm, agrupadas em glomérulos com 30 a 35 mm de diâmetro; cálice com 15-17 x 5-6 mm, em geral discolor, de cor púrpura na parte (1/2 a 2/3) superior, com indumento brilhante, sedoso; corola 2 a 4 mm mais alta que o cálice, com o estandarte de cor purpúrea, rosada ou esbranquiçada; fruto estipitado com 4 a 5 mm de comprimento.
Tipo biológico: hemicriptófito;
FamíliaFabaceae; (Leguminosae);
Distribuição: Península Ibérica; Sul de Itália; Sicília; Norte de África (desde Marrocos até à Líbia). 
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente: Algarve; Alto e Baixo Alentejo, Estremadura; Ribatejo; Beira Litoral e Trás-os-Montes.
Ecologia/habitat; em matagais, frequentemente em terrenos rochosos e/ou pedregosos de natureza calcária ou margosa, raramente xistosa, a altitudes até 1300 m.
Floração: de Março a Julho.
(Nota: Fotos obtidas, todas elas, no PNArrábida em diversas datas)