quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Argyrolobium zanonii subsp. zanonii



 


Argyrolobium zanonii subsp. zanonii
Pequeno arbusto com 5 a 40 cm, (tipo biológico: caméfito) com caules ascendentes, aveludados, folhas pecioladas, com três folíolos, geralmente elípticos, com a página inferior também aveludada; flores com corola geralmente amarela.
Distribuição: Sul da Europa, Noroeste de África (Tunísia, Argélia e Marrocos). Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral).
Ecologia/habitat: Clareiras de matos, taludes, bermas de estradas e caminhos, geralmente em solos pedregosos, a altitudes desde os 100 aos 1400m.
Floração; de Março a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 19 - Abril - 2017)
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domingo, 16 de julho de 2017

Cardo-azul (Carduncellus caeruleus)

 





 
Cardo-azul [Carduncellus caeruleus (L.) K. Presl]
Planta da família Asteraceae, de dimensões modestas (20-60cm de altura) o Canduncellus caeruleus apresenta, geralmente, caules simples, cobertos, em parte, com pelos esbranquiçados; folhas dentadas, munidas de espinhos nas margens; e flores azuis reunidas em capítulos terminais.
Distribui-se por grande parte da Região Mediterrânica e Ilhas Canárias. Em Portugal ocorre, sobretudo no centro oeste e no sul do território do Continente, em terrenos cultivados e incultos, manifestando preferência, segundo me parece, por solos calcários com alguma profundidade e boa exposição solar.
Floresce de Maio a Julho.
Sinonímia: Carthamus caeruleus L., Kentrophyllum caeruleum (L.) Gren. & Godr.; Onobroma caerulea (L.) Gaertn.]
(Local e data: Serra da Arrábida; 7 Maio 2017) 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Erva-montã - Pulicaria odora



Erva-montã, ou Montã [Pulicaria odora (L.) Rchb. sin: Inula odora L.]
Erva perene (tipo biológico: hemicriptófito) da família Asteraceae.
Distribui-se por toda a Região Mediterrânica, encontrando-se em terrenos incultos e matagais abertos, em locais com alguma humidade superficial. 
Em Portugal está presente em por quase todo o território do Continente, embora de forma descontínua.
(Local e data:  Arrábida; 10 - Maio - 2017)
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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Roseira-brava (Rosa sempervirens)







Roseira-brava (Rosa sempervirens L.)
Planta arbustiva que pode atingir mais ou menos 6m, com caules trepadores ou procumbentes, raramente erectos, muito ramificados, glabros, protegidos por acúleos curvos, retrorsos, dispersos; folhas coriáceas, com 3 ou cinco folíolos dentados; flores solitárias ou agrupadas em inflorescências corimbiformes, com corola formada por pétalas brancas e com estiletes unidos em formação semelhante a uma coluna, pormenor bem visível em algumas das fotos supra e que é frequentemente apontado como característica distintiva desta espécie face às suas congéneres.
Tipo biológico: fanerófito;
Família: Rosaceae;
Distribuição: Sul e Oeste da Europa; Noroeste de África e Ásia Menor (Anatólia). Como espécie introduzida, está também presente nos Estados Unidos da América.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e somente em algumas das regiões mais próximas do litoral (Estremadura, Ribatejo, Beira Litoral e, possivelmente, também Algarve e Douro Litoral)
Ecologia/habitat: solos profundos e frescos, em sebes, matagais, orlas de bosques, margens de cursos de água e bermas de estradas e caminhos, a altitudes até 1200m. Indiferente à composição do solo.
Floração: de Abril a Agosto.

(Local e datas: Serra da Arrábida; 19 - Abril - 2017; e 7- Maio - 2017)
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terça-feira, 16 de maio de 2017

Erva-crina, Abiga, ou Erva-moscada [Ajuga iva var. pseudoiva)





Erva-crina, Abiga, ou Erva-moscada [Ajuga iva var. pseudoiva (DC.) Briq.] 
Erva perene, de base lenhosa, multicaule, com 4 a 15 cm, apresentando-se ramificada desde a base: com folhas oblongas ou oblongo-espatuladas, inteiras ou dentadas, mais ou menos densamente pilosas; flores dispostas aos pares em verticilos axilares.
É reconhecida a existência nesta espécie de duas variedades: A. iva var. iva, com corola rosada e folhas com pilosidade pouco densa e A. iva var. pseudoiva. (aqui apresentada) com corola amarela, eventualmente branca, com manchas de cor púrpura e folhas densamente pubescentes.
Tipo biológico: hemicriptófito:
Família: Lamiaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica, e Macaronésia. 
Em Portugal ocorre, quer na Madeira, quer no território do Continente e designadamente no Algarve, Alentejo, Estremadura, Ribatejo e Beira Litoral. 
Ecologia/habitat: pastagens de sequeiro com preferência por solos argilosos, calcários, margosos ou areias litorais, a altitudes até 1300m.
Floração: de Abril a Outubro.
(Local e data: Serra da Arrábida; 7 - Maio - 2017)
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domingo, 14 de maio de 2017

Astragalus echinatus







Astragalus echinatus Murray
Erva anual, com caules pilosos (com 5 a 40 cm) ramificados a partir da base; folhas com 5 a 9 pares de folíolos; flores com corola purpúrea, violácea ou amarelada, agrupadas em inflorescências globosas.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae
Distribuição: Sul da Europa; Turquia; Noroeste de África (Marrocos, Argélia e Tunísia)
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral).
Ecologia/habitat: pastagens pobres em terrenos calcários ou margosos, a altitudes até 1500m.
Floração: de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida;  7 - Maio - 2017)
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Craveiro-do-monte (Tragopogon hybridus)





Craveiro-do-monte *(Tragopogon hybridus L.)
Erva anual (tipo biológico: terófito) da família Asteraceae, com caule erecto (20 a 60 cm), simples ou pouco ramificado, com folhas lineares, aguçadas no ápice, alternas, semi-amplexicaules, com flores reunidas em capítulos solitários, cujas brácteas involucrais (8 a 9) lineares têm mais do dobro do comprimento das lígulas, cujo limbo, de cor lilás, roxo ou rosa, se apresenta ligeiramente dentado na parte exterior.
O Portal Flora.On apresenta como característica distintiva ter a espécie "frutos externos com papilho constituído por 3 a 5 sedas rígidas e grossas" e "frutos internos com papilho de numerosos pêlos macios e plumosos".
Distribuição: Sul da Europa, Norte de África, Oeste e Sudeste da Ásia e Macaronésia (Madeira e Canárias). Em Portugal Continental, atendo-me ao registo de ocorrências no citado Portal, a sua distribuição estará limitada ao centro (onde será rara) e ao sul do pais, onde será menos rara, mas, aparentemente, não abundante. Digo aparentemente, porque o seu avistamento é dificultado pelo facto de, com o decorrer do dia e com o aumento da luminosidade, os capítulos tenderem a fechar-se, podendo a planta, por esse facto, passar despercebida por entre as ervas circundantes. O fenómeno não é, aliás, exclusivo desta espécie pois a sua congénere T. dubius, tem o mesmo comportamento.
Habitat: Relvados em terrenos secos, por vezes pedregosos, sobre solos calcários e/ou argilosos.
Floração: de Março a Junho, 
* Designação encontrada em Portugal Botânico de A a Z.

(Local e data: Serra da Arrábida; 7 - Maio - 2017)

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Mesembryanthemum nodiflorum





Mesembryanthemum nodiflorum L.
Erva anual (terófito) verde ou avermelhada, com caules (até 30 cm), suculentos, prostrados ou ascendentes: folhas tão grossas quanto largas, todas sésseis; flores solitárias.
Família: Aizoaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica, parte da Ásia (Arábia e Pérsia, designadamente) e Macaronésia.
Em Portugal ocorre, quer nos Arquipélagos dos Açores e da Madeira, quer no território do Continente (Algarve, Baixo Alentejo, Estremadura e Beira Litoral) 
Ecologia/habitat: terrenos arenosos e pedregosos do litoral, mormente, em arribas, dunas e salinas.
Floração: de Fevereiro a Dezembro.
(Local e data:Serra da Arrábida (v. imagem infra); 20 - Abril - 2017)

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Chagas (Tropaeolum majus)


 Chagas (Tropaeolum majus L.)
Planta anual, trepadora, é nativa da América do Sul. Introduzida em Portugal, onde é, actualmente, cultivada e utilizada para fins ornamentais, e onde, entretanto, se pode encontrar assilvestrada em terrenos baldios, aterros e  à beira de estradas e caminhos.
Tipo biológico: terófito:
FamíliaTropaeolaceae;
Floração: decorre quase ao longo de todo o ano, mas com maior intensidade de Março a Junho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 19 - Abril - 2017)
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Satirião-menor (Anacamptis pyramidalis)



Satirião-menor ou Orquídea-piramidal [Anacamptis pyramidalis (L.) Rich.]

A Anacamptis pyramidalis é uma erva vivaz, com raízes tuberosas, da família Orchidaceae, cuja haste floral pode atingir até cerca de 70cm e que, por isso, é facilmente observável no meio ambiente onde surge.
A espécie distribui-se pela Região Mediterrânica e por boa parte da Europa e da Ásia, ocorrendo geralmente em terrenos relvados incultos e em clareiras de matos, com substrato calcário. Em Portugal encontra-se apenas no centro e sul do território do Continente, incluindo na Serra da Arrábida, como agora se comprova.
Floração: de Abril a Junho:
(Local e data; Vale de Barris - Arrábida; 20 - Abril - 2017)