sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Spergularia rupicola

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Spergularia rupicola Lebel ex Le Jol.

Erva perene, com raiz grossa e cepa lenhosa; caules, com 5 a 35cm, glanduloso-pubescentes, enraizantes nos nós; folhas aproximadamente lineares, carnudas, mucronadas; estípulas triangulares, acuminadas; pedicelos com cerca de 1 cm, em geral mais compridos que as flores, estas com pétalas rosadas, aproximadamente iguais em comprimento às sépalas; estames: 10; fruto constituído por cápsula ovóide, em geral, superior em tamanho às sépalas: sementes castanho-escuras, tuberculadas, ápteras. *
Tipo biológico: caméfito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: costa atlântica da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: escarpas, rochedos e terrenos pedregosos junto ao litoral atlântico.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Agosto.

* O hábito desta espécie é muito semelhante ao da congénere Spergularia australis e, para aumentar a dificuldade de identificação, acontece que o habitat de ambas as espécies é, pelo menos, parcialmente coincidente. Para as distinguir, a Flora Iberica recomenda que se atente sobretudo nas sementes de uma e de outra, pois as da S. australis são negras (e não castanho-escuras), lisas (e não tuberculadas), apresentando frequentemente asas estreitas ou rudimentares.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 20 - Abril - 2017 (fotos 2, 3  e 9); 14 - Janeiro - 2019 (fotos restantes)]
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Senecio angulatus








Senecio angulatus L.f.
Planta da família Asteraceae ou Compositae é originária da África do Sul, tendo sido introduzida como planta ornamental na Austrália, Nova Zelândia e em vários países europeus, Portugal incluído, e naturalizada, se não em todos eles, pelo menos em alguns desses países, como parece ser o caso de Portugal.
Trata-se de um arbusto (tipo biológico: fanerófito) muito ramificado e compacto, com comportamento escandente. Caso encontre algum obstáculo (muro, sebe, ou árvore) que lhe sirva de suporte aproveita-o para trepar, podendo atingir até cerca de 6m de altura. Na falta de suporte, desenvolve-se alastrando os ramos pelo terreno circundante duma forma que chega a ser surpreendente pela rapidez, com evidente prejuízo para outras espécies que, impedidas com o avanço do S. angulatus de acederem à luz do sol, acabam por definhar e morrer.
Ecologia/habitat: Em Portugal surge geralmente, como espécie subespontânea. em terrenos abandonados, incultos, em baldios e na berma de caminhos, na proximidade de habitações. Em geral serão plantas escapadas de jardins existentes nas imediações, podendo ter origem quer nas sementes transportadas pelo vento, quer em resíduos de jardins despejados em terrenos baldios contendo caules que, posteriormente, ganharam raízes.
Floração: em Portugal a floração decorre em grande parte do ano e designadamente no Outono e Inverno.
[Local e data do avistamento: Praia do Creiro (Arrábida); 23 - Janeiro - 2019]
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sábado, 24 de novembro de 2018

Pascoinhas (Coronilla scorpioides)




Pascoinhas [Coronilla scorpioides (L.) W.D.J.Koch *]
Erva anual, glabra, glauca, com 10 a 50 cm; caules cilíndricos, ramificados desde a base; folhas algo suculentas; as da base do caule, pecioladas e unifolioladas; as superiores, unifolioladas ou trifolioladas: inflorescências com 2 ou 3 flores com corola amarela; frutos pendentes, recurvados, divididos em vários segmentos (2 a 10) bem marcados.
O hábito é muito semelhante ao da sua congénere C. repanda. A maneira mais simples de distinguir as duas espécies será atentar na forma das folhas superiores, folhas que na C. repanda são formadas por 2 a 4 (ou 5) pares de folíolos, ao passo que, como se deduz do que acima ficou dito, as da  C. scorpioides não têm mais que 3 folíolos.
Tipo biológico: terófito;
Família: Fabaceae;
Distribuição: Região Mediterrânica; Cáucaso e Macaronésia. 
Em Portugal, ocorre apenas no território do Continente, estando ausente quer do arquipélago da Madeira, quer do arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem e baldios, campos abandonados e incultos, orla de campos cultivados, clareiras de matos, bermas de estradas e caminhos, geralmente em solos calcários a altitudes até 1600m
Floração: de Março a Junho.
* Sinonímia: Ornithopus scorpioides L. (Basónimo)
(Local e data dos avistamentos: Serra da Arrábida; 26 - Abril - 2018)
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domingo, 11 de novembro de 2018

Euphorbia portlandica





Euphorbia portlandica L.*
Planta bienal ou perene, raramente anual, multicaule, glabra, glauca; caules com 10 a 30 cm, em geral ascendentes, muito ramificados a partir da base; folhas algo suculentas, oblanceoladas ou espatuladas, sésseis, em geral, inteiras, mucronadas, dispostas densamente; pleiocásio denso com 4 a 5 raios, bifurcados 3 a 5 vezes; ciátio com nectários amarelados com 2 apêndices corniculados; fruto ovóide, sulcado, com lóculos arredondados, granulosos no dorso.
Tipo biológico: hemicriptófito ou terófito; 
Família: Euphorbiaceae;
Distribuição: Litoral atlântico da Europa, desde Gibraltar até à Irlanda e ao Sudoeste da Escócia. Em Portugal ocorre apenas no território do Continente, ao longo de todo litoral.
Ecologia/habitat: areais marítimos, dunas secundárias e terciárias, rochedos e arribas litorais.
Floração: de Janeiro a Julho.
* Sinonímia: Euphorbia imbricata Vahl; Euphorbia segetalis L. var. portlandica (L.) P. Cout.
(Local e data do avistamento:  Cabo Espichel - Arrábida; Março / Abril - 2014 )
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sábado, 27 de outubro de 2018

Pão-posto (Anacyclus radiatus)




Pão-posto ou Pimposto (Anacyclus radiatus Loisel.)
Erva anual, com 20 a 60 cm, mais ou menos densamente tomentosa, com caules erectos e em geral ramificados; folhas multipenatissectas (2 ou 3 vezes) com segmentos aproximadamente lineares, mucronados; flores amarelas, liguladas as exteriores, dispostas numa ou em duas filas, tubulares as interiores, agrupadas em capítulos protegidos por brácteas involucrais tomentosas, as médias e interiores com uma extensão escariosa e franjada no ápice.
Tipo biológico: terófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica.
Em Portugal está presente, como espécie autóctone, em quase todo o território do Continente e como espécie introduzida, no arquipélago dos Açores.
Ecologia/habitat: considerada como planta ruderal, encontra-se em taludes e bermas de estradas e caminhos, em terrenos baldios ou em pousio, em depósitos de entulhos e noutros locais perturbados, com alguma preferência por solos arenosos.
Floração:de Março a Agosto.
(Local e data do avistamento: Serra da Arrábida; 19 - Abril - 2017)
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sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Linum setaceum





Linum setaceum Brot.
Erva anual que pode atingir até 40cm, com caule erecto, simples ou ramificado, folhas uninervadas em forma de seta; flores pediceladas, bracteadas, com corola amarela agrupadas em inflorescências em panícula frouxa.
Tipo biológico: terófito;
 Família: Linaceae,
Distribuição: Centro e Sul da Península Ibérica e Noroeste de África (Marrocos). Em Portugal, a sua distribuição está limitada às regiões do Centro e Sul do território do Continente (Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Beira Litoral, Estremadura e Ribatejo).
Ecologia/habitat: terrenos de pastagem, bermas de caminhos, preferentemente, em solos arenosos,  pedregosos, calcários, a altitudes até 400m.
Floração: de Abril a Julho.
(Local e data: Serra da Arrábida; 21 - Maio - 2018)
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Thapsia nitida

 

Thapsia nitida Lacaita
Planta perene (50 a 120 cm) com caule erecto, geralmente simples; folhas basais de contorno aproximadamente triangular, com variantes no que respeita à forma e ao revestimento (penatipartidas ou, eventualmente, penatissectas mas apenas na base do limbo e, no geral, glabras, - var. nitida - ; penatissectas, com pecíolo e ráquis vilosos e página superior do limbo com alguma pilosidade - var. meridonalis); flores com pétalas amarelas agrupadas em umbelas com 10 a 20 raios. 
Tipo biológico: hemicriptófito; 
Família: Apiaceae (Umbelliferae); 
Distribuição: Península Ibérica e Norte de África.
Segundo a Flora Iberica, em Portugal Continental a espécie ocorre apenas no Algarve (var. nitida) e no Baixo Alentejo e Estremadura (var. meridionalis). No entanto, o portal da SPBotânica (Flora.on) contém registos de numerosas ocorrências em Trás-os-Montes, pelo que forçoso é concluir que a Flora Iberica se encontra desactualizada neste particular.
Ecologia/habitat: locais com alguma humidade, sob coberto de bosques (pinhais, carvalhais, sobreirais e azinhais) e de matagais, a altitudes até 1100m.
Floração: de Abril a Junho.
(Local e data do avistamento: Serra do Risco (Arrábida): 26 - Abril - 2018)

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Salva-brava (Phlomis lychnitis )





Salva-brava ou Candeiolas (Phlomis lychnitis L.)
Planta perene, de pequeno porte (20-60cm), da família Lamiaceae, com caule branco-tomentoso, simples ou pouco ramificado; folhas aveludadas, inteiras, (as basilares linear-lanceoladas e as caulinares lanceoladas); flores de corola amarela dispostas em coroa formada na axila das folhas superiores. 
Originária do Sudoeste europeu (Península Ibérica e França), desenvolve-se em terrenos de matos baixos, pedregosos e, geralmente, calcários. Em Portugal ocorre de forma descontínua no centro e sul do território do Continente.
É cultivada como planta ornamental. 
Floração: de Abril a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 21 - Maio - 2018)

sexta-feira, 18 de maio de 2018