terça-feira, 16 de abril de 2019

Colher-de-pastor (Rhaponticum coniferum)








 Colher-do-pastor [Rhaponticum coniferum (L.) Greuter *]
Erva rizomatosa, perene, verde-acinzentada, revestida com tomento branco; com caules erectos, simples ou ramificados que, raramente ultrapassam 30 cm de altura; flores agrupadas em capítulos ovoides ou globosos, com invólucro semelhante a uma pinha formado por brácteas coriáceas dispostas em 10 a 15 séries.
Tipo biológico: hemicriptófito;
Família: Asteraceae (Compositae);
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente distribuindo-se desde o Algarve até Trás-os-Montes, mas de forma descontínua, pois, aparentemente, está ausente quer da Beira Alta e da Beira Baixa, quer do Minho e do Douro Litoral. 
Ecologia/habitat: orla e clareiras de matos, em terrenos secos e pedregosos de natureza calcária.
Floração: de Abril a Julho.
*Sinonímia: Centaurea conifera L. (Basónimo): Centaurea pitycephala Brot.; Leuzea conifera (L.) DC.
[Local e data do avistamento: Arrábida; 13/16 - Abril - 2019]
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terça-feira, 9 de abril de 2019

Orquídeas da Arrábida (época 2019) : (7) - Satirião-macho (Orchis mascula)

 


 

Satirião-macho (Orchis mascula L.) 
Erva vivaz (tipo fisionómico: geófito), tuberosa (com dois tubérculos) cuja haste floral, lisa e glabra, pode elevar-se até 60cm, embora geralmente se quede por dimensões mais modestas (entre 16 a 40 cm); com folhas basais com ou sem manchas, e caulinares longamente invaginantes; inflorescência com 6 a 46 flores sésseis, cujo labelo (rosado ou violáceo, tal como as tépalas laterais, mas com a zona central esbranquiçada, com pequenas manchas violáceas, em número variável) se encontra dividido em três lóbulos, o central, por vezes, crenado e outras vezes dividido em dois lóbulos secundários, tendo como característica diferenciadora de outras espécies do mesmo género, em particular, da O. langei o facto de ser "longitudinalmente plano".
Tipo biológico: geófito;
Família: Orchidaceae;
Distribui-se por grande parte da Europa (desde a Península Ibérica até à Rússia); Noroeste de África (de Marrocos até à Tunísia); e Ásia (Cáucaso, Turquia e Irão). Em Portugal há registos da sua ocorrência em todo o território do Continente, desde o Algarve até ao Minho e Trás-os-Montes.
Habitat: Prados, clareiras de matos e bosques. Indiferente ao substrato. 
Floração: de Março a Agosto.
(Local e data: Serra da Arrábida; 23 - Março - 2019).

segunda-feira, 1 de abril de 2019

segunda-feira, 25 de março de 2019

quarta-feira, 20 de março de 2019

sexta-feira, 15 de março de 2019

Fumária-dos-campos (Fumaria agraria)






Fumária-dos-campos (Fumaria agraria Lag.)
Erva anual, trepadora, podendo, por vezes, limitar-se a alastrar os ramos pelo terreno circundante; folhas multipenatissectas; flores com pétalas exteriores de cor branca, mais ou menos homogénea; as interiores com ápice tingido de púrpura escuro, podendo evoluir para rosado; sépalas persistentes durante a frutificação, brácteas com comprimento igual a metade ou semelhante ao dos pedicelos frutíferos, apresentando-se estes engrossados no ápice; inflorescência em cacho com 14 a 25 flores; fruto com uma ligeira depressão no bico.
Tipo biológico: terófito;
Família: Papaveraceae;
Distribuição: Região Mediterrânica Ocidental.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente e com presença limitada ao Algarve, Alto e Baixo Alentejo, Estremadura e Ribatejo.
Ecologia/habitat: sebes, tapumes, muros e valetas, na orla de campos agrícolas e matagais, preferentemente em solos ácidos.
Floração: de Novembro a Julho.
[Local e data do avistamento: Serra do Louro (Arrábida); 15 - Março - 2019]
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Orquídeas da Arrábida fotografadas em 2019 (1) : Salepeira-grande (Himantoglossum robertianum)



 Salepeira-grande [Himantoglossum robertianum (Loisel.) P. Delforge; Sinónimo: Barlia robertiana (Loisel.) Greuter]
[Local e data; Serra do Louro (Arrábida); 13 - Março - 2019]

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Spergularia rupicola

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Spergularia rupicola Lebel ex Le Jol.

Erva perene, com raiz grossa e cepa lenhosa; caules, com 5 a 35cm, glanduloso-pubescentes, enraizantes nos nós; folhas aproximadamente lineares, carnudas, mucronadas; estípulas triangulares, acuminadas; pedicelos com cerca de 1 cm, em geral mais compridos que as flores, estas com pétalas rosadas, aproximadamente iguais em comprimento às sépalas; estames: 10; fruto constituído por cápsula ovóide, em geral, superior em tamanho às sépalas: sementes castanho-escuras, tuberculadas, ápteras. *
Tipo biológico: caméfito;
Família: Caryophyllaceae;
Distribuição: costa atlântica da Europa.
Em Portugal ocorre apenas no território do Continente.
Ecologia/habitat: escarpas, rochedos e terrenos pedregosos junto ao litoral atlântico.
Floração: ao longo de boa parte do ano, mas com maior intensidade de Abril a Agosto.

* O hábito desta espécie é muito semelhante ao da congénere Spergularia australis e, para aumentar a dificuldade de identificação, acontece que o habitat de ambas as espécies é, pelo menos, parcialmente coincidente. Para as distinguir, a Flora Iberica recomenda que se atente sobretudo nas sementes de uma e de outra, pois as da S. australis são negras (e não castanho-escuras), lisas (e não tuberculadas), apresentando frequentemente asas estreitas ou rudimentares.
[Local e datas: Serra da Arrábida; 20 - Abril - 2017 (fotos 2, 3  e 9); 14 - Janeiro - 2019 (fotos restantes)]
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Senecio angulatus








Senecio angulatus L.f.
Planta da família Asteraceae ou Compositae é originária da África do Sul, tendo sido introduzida como planta ornamental na Austrália, Nova Zelândia e em vários países europeus, Portugal incluído, e naturalizada, se não em todos eles, pelo menos em alguns desses países, como parece ser o caso de Portugal.
Trata-se de um arbusto (tipo biológico: fanerófito) muito ramificado e compacto, com comportamento escandente. Caso encontre algum obstáculo (muro, sebe, ou árvore) que lhe sirva de suporte aproveita-o para trepar, podendo atingir até cerca de 6m de altura. Na falta de suporte, desenvolve-se alastrando os ramos pelo terreno circundante duma forma que chega a ser surpreendente pela rapidez, com evidente prejuízo para outras espécies que, impedidas com o avanço do S. angulatus de acederem à luz do sol, acabam por definhar e morrer.
Ecologia/habitat: Em Portugal surge geralmente, como espécie subespontânea. em terrenos abandonados, incultos, em baldios e na berma de caminhos, na proximidade de habitações. Em geral serão plantas escapadas de jardins existentes nas imediações, podendo ter origem quer nas sementes transportadas pelo vento, quer em resíduos de jardins despejados em terrenos baldios contendo caules que, posteriormente, ganharam raízes.
Floração: em Portugal a floração decorre em grande parte do ano e designadamente no Outono e Inverno.
[Local e data do avistamento: Praia do Creiro (Arrábida); 23 - Janeiro - 2019]
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